Doença rara autossômica dominante ligada ao gene FBLN5, caracterizada por neuropatia sensitivomotora progressiva e pele excessivamente elástica. Manifesta-se com fraqueza muscular, dormência e sensibilidade alterada, associadas a hipermobilidade articular e fragilidade cutânea.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Neuropatia sensitivomotora hereditária com pele hiperelástica é uma doença genética rara que afeta os nervos periféricos e o tecido conjuntivo da pele. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição pode se manifestar em qualquer idade, desde o nascimento até a vida adulta.[1]
Sinais e sintomas
A doença combina dois grupos principais de manifestações: (1) neuropatia sensitivomotora, que causa fraqueza muscular progressiva, perda de sensibilidade e alterações nos reflexos; (2) pele hiperelástica, que se estende além do normal e pode apresentar fragilidade e cicatrização anormal. A gravidade e a combinação exata dos sintomas variam entre os indivíduos afetados.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes patogênicas no gene FBLN5, que fornece instruções para a produção da proteína fibulina-5. Essa proteína é essencial para a formação e manutenção das fibras elásticas, tanto nos nervos periféricos quanto na pele. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene é suficiente para causar a condição.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e cutâneos, e confirmado por teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal método disponível para identificar variantes no gene FBLN5. Atualmente, existem 336 testes genéticos registrados e 75 variantes catalogadas no ClinVar associadas a esta condição.[1][3]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a Neuropatia sensitivomotora hereditária com pele hiperelástica. O manejo é multidisciplinar e sintomático, incluindo fisioterapia e terapia ocupacional para preservar a função motora, além de cuidados dermatológicos para prevenir lesões na pele hiperelástica. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para atendimento em reabilitação voltado a doenças raras.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável e depende da gravidade da neuropatia e das complicações cutâneas. O acompanhamento regular com neurologista, geneticista e dermatologista é importante para monitorar a progressão e ajustar as intervenções de suporte. A qualidade de vida pode ser significativamente impactada, mas o suporte multidisciplinar e a reabilitação precoce ajudam a maximizar a funcionalidade e a autonomia.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica dominante ligada ao gene FBLN5, caracterizada por neuropatia sensitivomotora progressiva e pele excessivamente elástica. Manifesta-se com fraqueza muscular, dormência e sensibilidade alterada, associadas a hipermobilidade articular e fragilidade cutânea.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Neuropatia sensitivomotora hereditária com pele hiperelástica é uma doença genética rara que afeta os nervos periféricos e o tecido conjuntivo da pele. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição pode se manifestar em qualquer idade, desde o nascimento até a vida adulta.[1]
Sinais e sintomas
A doença combina dois grupos principais de manifestações: (1) neuropatia sensitivomotora, que causa fraqueza muscular progressiva, perda de sensibilidade e alterações nos reflexos; (2) pele hiperelástica, que se estende além do normal e pode apresentar fragilidade e cicatrização anormal. A gravidade e a combinação exata dos sintomas variam entre os indivíduos afetados.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes patogênicas no gene FBLN5, que fornece instruções para a produção da proteína fibulina-5. Essa proteína é essencial para a formação e manutenção das fibras elásticas, tanto nos nervos periféricos quanto na pele. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene é suficiente para causar a condição.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e cutâneos, e confirmado por teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal método disponível para identificar variantes no gene FBLN5. Atualmente, existem 336 testes genéticos registrados e 75 variantes catalogadas no ClinVar associadas a esta condição.[1][3]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a Neuropatia sensitivomotora hereditária com pele hiperelástica. O manejo é multidisciplinar e sintomático, incluindo fisioterapia e terapia ocupacional para preservar a função motora, além de cuidados dermatológicos para prevenir lesões na pele hiperelástica. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para atendimento em reabilitação voltado a doenças raras.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável e depende da gravidade da neuropatia e das complicações cutâneas. O acompanhamento regular com neurologista, geneticista e dermatologista é importante para monitorar a progressão e ajustar as intervenções de suporte. A qualidade de vida pode ser significativamente impactada, mas o suporte multidisciplinar e a reabilitação precoce ajudam a maximizar a funcionalidade e a autonomia.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Essential for elastic fiber formation, is involved in the assembly of continuous elastin (ELN) polymer and promotes the interaction of microfibrils and ELN (PubMed:18185537). Stabilizes and organizes elastic fibers in the skin, lung and vasculature (By similarity). Promotes adhesion of endothelial cells through interaction of integrins and the RGD motif. Vascular ligand for integrin receptors which may play a role in vascular development and remodeling (PubMed:10428823). May act as an adapter th
SecretedSecreted, extracellular space, extracellular matrix
Charcot-Marie-Tooth disease, demyelinating, type 1H
An autosomal dominant demyelinating form of Charcot-Marie-Tooth disease, a disorder of the peripheral nervous system, characterized by progressive weakness and atrophy, initially of the peroneal muscles and later of the distal muscles of the arms. Charcot-Marie-Tooth disease is classified in two main groups on the basis of electrophysiologic properties and histopathology: primary peripheral demyelinating neuropathies (designated CMT1 when they are dominantly inherited) and primary peripheral axonal neuropathies (CMT2). Demyelinating neuropathies are characterized by severely reduced nerve conduction velocities (less than 38 m/sec), segmental demyelination and remyelination with onion bulb formations on nerve biopsy, slowly progressive distal muscle atrophy and weakness, absent deep tendon reflexes, and hollow feet. CMT1H is characterized by peripheral sensorimotor neuropathy with onset usually in adulthood. Affected individuals present with foot deformities, upper or lower limb sensory disturbances, and motor deficits, mainly impaired gait. Rare patients may have hyperelastic skin or develop age-related macular degeneration.
Variantes genéticas (ClinVar)
75 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 2 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Neuropatia sensitivomotora hereditária com pele hiperelástica
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:280598(Orphanet)
- MONDO:0017237(MONDO)
- GARD:11010(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q56013950(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Neuropatia sensitivomotora hereditária com pele hiperelástica
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata