Orifício mitral desprotegido congênito é uma anomalia cardíaca rara onde a valva mitral não possui uma estrutura de suporte adequada, levando a um refluxo sanguíneo. Isso pode causar insuficiência cardíaca e outros problemas cardiovasculares desde o nascimento.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O orifício mitral desprotegido congênito é uma malformação rara da válvula mitral presente desde o nascimento. Nesta condição, as estruturas que normalmente formam a válvula mitral (os folhetos e o aparelho tensor) estão completamente ausentes no anel mitral. Isso pode levar a problemas no fluxo sanguíneo dentro do coração, resultando em sintomas como coloração azulada da pele (cianose), sopro cardíaco, alterações no eletrocardiograma, aumento leve do coração (cardiomegalia) ou insuficiência cardíaca congestiva. A condição pode estar associada a outras alterações cardíacas complexas, como heterotaxia (posicionamento anormal dos órgãos), conexões atrioventriculares discordantes, ventrículo direito com dupla saída, atresia ou estenose pulmonar, parede fina do ventrículo esquerdo e síndrome do coração esquerdo hipoplásico.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem incluir cianose (coloração azulada da pele e mucosas), sopro cardíaco audível ao exame físico, alterações no eletrocardiograma, cardiomegalia leve (aumento do tamanho do coração) e insuficiência cardíaca congestiva. A apresentação clínica pode variar de acordo com as malformações cardíacas associadas.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de imagem cardíaca, como ecocardiograma, que pode demonstrar a ausência dos folhetos e do aparelho tensor da válvula mitral. Exames complementares como eletrocardiograma e radiografia de tórax auxiliam na avaliação. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), estão previstos procedimentos como cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras. A investigação genética pode ser útil para identificar síndromes associadas, embora não haja um gene específico confirmado para esta condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e depende da gravidade dos sintomas e das malformações cardíacas associadas. Pode incluir medicamentos para controlar a insuficiência cardíaca (como diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina) e, em casos selecionados, intervenções cirúrgicas para correção ou paliação das alterações anatômicas. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, com cardiologista pediátrico, cirurgião cardíaco e geneticista. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição. O SUS oferece cobertura mínima para o manejo, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da complexidade das malformações cardíacas associadas e da resposta ao tratamento. Casos isolados sem outras anomalias graves podem ter melhor evolução, enquanto a associação com síndrome do coração esquerdo hipoplásico ou outras lesões complexas pode implicar em maior morbidade e mortalidade. O acompanhamento regular com equipe especializada é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Orifício mitral desprotegido congênito é uma anomalia cardíaca rara onde a valva mitral não possui uma estrutura de suporte adequada, levando a um refluxo sanguíneo. Isso pode causar insuficiência cardíaca e outros problemas cardiovasculares desde o nascimento.
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O orifício mitral desprotegido congênito é uma malformação rara da válvula mitral presente desde o nascimento. Nesta condição, as estruturas que normalmente formam a válvula mitral (os folhetos e o aparelho tensor) estão completamente ausentes no anel mitral. Isso pode levar a problemas no fluxo sanguíneo dentro do coração, resultando em sintomas como coloração azulada da pele (cianose), sopro cardíaco, alterações no eletrocardiograma, aumento leve do coração (cardiomegalia) ou insuficiência cardíaca congestiva. A condição pode estar associada a outras alterações cardíacas complexas, como heterotaxia (posicionamento anormal dos órgãos), conexões atrioventriculares discordantes, ventrículo direito com dupla saída, atresia ou estenose pulmonar, parede fina do ventrículo esquerdo e síndrome do coração esquerdo hipoplásico.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem incluir cianose (coloração azulada da pele e mucosas), sopro cardíaco audível ao exame físico, alterações no eletrocardiograma, cardiomegalia leve (aumento do tamanho do coração) e insuficiência cardíaca congestiva. A apresentação clínica pode variar de acordo com as malformações cardíacas associadas.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em exames de imagem cardíaca, como ecocardiograma, que pode demonstrar a ausência dos folhetos e do aparelho tensor da válvula mitral. Exames complementares como eletrocardiograma e radiografia de tórax auxiliam na avaliação. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), estão previstos procedimentos como cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras. A investigação genética pode ser útil para identificar síndromes associadas, embora não haja um gene específico confirmado para esta condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e depende da gravidade dos sintomas e das malformações cardíacas associadas. Pode incluir medicamentos para controlar a insuficiência cardíaca (como diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina) e, em casos selecionados, intervenções cirúrgicas para correção ou paliação das alterações anatômicas. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, com cardiologista pediátrico, cirurgião cardíaco e geneticista. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição. O SUS oferece cobertura mínima para o manejo, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da complexidade das malformações cardíacas associadas e da resposta ao tratamento. Casos isolados sem outras anomalias graves podem ter melhor evolução, enquanto a associação com síndrome do coração esquerdo hipoplásico ou outras lesões complexas pode implicar em maior morbidade e mortalidade. O acompanhamento regular com equipe especializada é fundamental para otimizar a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Orifício mitral desprotegido, congênito
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Orifício mitral desprotegido, congênito
Centros para Orifício mitral desprotegido, congênito
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Fetal Unguarded Mitral Valve Orifice, Aortic Atresia, and Severe Left Heart Enlargement.
Unguarded mitral valve orifice is a rare disease with only 7 described cases in the literature. We describe the first known case of unguarded mitral valve orifice with normal segmental cardiac anatomy, severe left ventricular dilatation and dysfunction, aortic atresia, and atrial flutter. (Level of Difficulty: Advanced.).
Caught-off guard: Unguarded mitral valve orifice in usual atrial arrangement with discordant atrioventricular connections and pulmonary atresia.
Unguarding of an atrioventricular valvar orifice is a rare form of congenital heart disease that requires staged functionally univentricular palliation. Unguarding of the mitral valvar orifice has previously been reported in the setting of mirror-imaged atrial arrangement. We report a neonate with unguarding of the mitral valvar orifice in the setting of usual atrial arrangement, but with discordant atrioventricular connections and pulmonary atresia.
Unguarded left atrioventricular orifice: An unusual cause of hypoplastic left ventricle and double-outlet right ventricle with intact ventricular septum.
An unguarded atrioventricular orifice is an extremely rare congenital anomaly characterized by the absence of the atrioventricular valve in varying proportions. While atresia of the mitral or aortic valves are usually described as causes for hypoplastic left heart, our case highlights the role of free atrioventricular valve regurgitation and consequent volume loss of the left heart, giving rise to a small left ventricle. There was an associated double-outlet right ventricle and Type B aortic interruption. While we have attempted to discuss the complex management options in this scenario, the parents decided to withdraw further care.
📚 EuropePMCmostrando 3
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JACC. Case reportsCaught-off guard: Unguarded mitral valve orifice in usual atrial arrangement with discordant atrioventricular connections and pulmonary atresia.
Annals of pediatric cardiologyUnguarded left atrioventricular orifice: An unusual cause of hypoplastic left ventricle and double-outlet right ventricle with intact ventricular septum.
Annals of pediatric cardiologyAssociações
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Fetal Unguarded Mitral Valve Orifice, Aortic Atresia, and Severe Left Heart Enlargement.
- Caught-off guard: Unguarded mitral valve orifice in usual atrial arrangement with discordant atrioventricular connections and pulmonary atresia.
- Unguarded left atrioventricular orifice: An unusual cause of hypoplastic left ventricle and double-outlet right ventricle with intact ventricular septum.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:99060(Orphanet)
- MONDO:0020401(MONDO)
- GARD:19627(GARD (NIH))
- Q55789335(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Orifício mitral desprotegido, congênito
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata