Pé torto familiar é uma deformidade congênita do pé, herdada, causada por mutação pontual no gene PITX1. Afeta principalmente a articulação do tornozelo, resultando em rotação interna e adução do pé.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O pé torto familiar por mutação pontual em PITX1 é uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento dos pés. Ela se caracteriza por uma deformidade congênita (presente ao nascimento) na qual um ou ambos os pés estão virados para dentro e para baixo, uma condição conhecida como pé torto congênito (ou clubfoot). A forma 'familiar' indica que há uma predisposição hereditária, e a causa específica é uma alteração (mutação pontual) no gene PITX1.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas desta condição são essencialmente os do pé torto congênito. O pé apresenta-se com a ponta voltada para baixo e para dentro, o calcanhar elevado e o antepé desviado medialmente. A deformidade pode ser rígida ou flexível, e pode afetar um ou ambos os pés. Em alguns casos, podem estar presentes outras alterações musculoesqueléticas, como encurtamento da perna ou alterações nos dedos.[1]
Causas genéticas
A causa genética é uma mutação pontual no gene PITX1 (Pituitary homeobox 1). Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína que atua como fator de transcrição, essencial para o desenvolvimento normal dos membros inferiores. Mutações neste gene podem interromper esse processo, levando à deformidade do pé. A herança parece ser autossômica dominante, mas os dados sobre a prevalência e a idade de início não estão disponíveis nas fontes oficiais consultadas.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica ortopédica e pode ser confirmado por testes genéticos. Exames como o cariótipo (bandas G, Q ou R), a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e o sequenciamento completo do exoma (WES) podem ser utilizados para identificar a mutação no gene PITX1. Atualmente, existem 38 variantes associadas a esta condição registradas no ClinVar, e 336 testes genéticos disponíveis para diagnóstico.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento do pé torto congênito geralmente envolve métodos não cirúrgicos, como o método de Ponseti (manipulações e gessos seriados), seguido por órteses de manutenção. Em casos mais graves ou refratários, a cirurgia corretiva pode ser necessária. O acompanhamento com fisioterapia e reabilitação é fundamental para otimizar a função e a qualidade de vida. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esta condição, incluindo procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras e a dosagem de alfa-fetoproteína, além dos exames genéticos mencionados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com tratamento adequado e precoce, a maioria das crianças com pé torto congênito consegue andar, correr e participar de atividades normais, embora possa haver alguma diferença no tamanho ou na força do pé afetado. O prognóstico a longo prazo é geralmente bom, mas depende da gravidade inicial da deformidade e da adesão ao tratamento. O acompanhamento multidisciplinar (ortopedia, fisioterapia, genética) é importante para monitorar o desenvolvimento e prevenir complicações.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Pé torto familiar é uma deformidade congênita do pé, herdada, causada por mutação pontual no gene PITX1. Afeta principalmente a articulação do tornozelo, resultando em rotação interna e adução do pé.
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O pé torto familiar por mutação pontual em PITX1 é uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento dos pés. Ela se caracteriza por uma deformidade congênita (presente ao nascimento) na qual um ou ambos os pés estão virados para dentro e para baixo, uma condição conhecida como pé torto congênito (ou clubfoot). A forma 'familiar' indica que há uma predisposição hereditária, e a causa específica é uma alteração (mutação pontual) no gene PITX1.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas desta condição são essencialmente os do pé torto congênito. O pé apresenta-se com a ponta voltada para baixo e para dentro, o calcanhar elevado e o antepé desviado medialmente. A deformidade pode ser rígida ou flexível, e pode afetar um ou ambos os pés. Em alguns casos, podem estar presentes outras alterações musculoesqueléticas, como encurtamento da perna ou alterações nos dedos.[1]
Causas genéticas
A causa genética é uma mutação pontual no gene PITX1 (Pituitary homeobox 1). Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína que atua como fator de transcrição, essencial para o desenvolvimento normal dos membros inferiores. Mutações neste gene podem interromper esse processo, levando à deformidade do pé. A herança parece ser autossômica dominante, mas os dados sobre a prevalência e a idade de início não estão disponíveis nas fontes oficiais consultadas.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica ortopédica e pode ser confirmado por testes genéticos. Exames como o cariótipo (bandas G, Q ou R), a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e o sequenciamento completo do exoma (WES) podem ser utilizados para identificar a mutação no gene PITX1. Atualmente, existem 38 variantes associadas a esta condição registradas no ClinVar, e 336 testes genéticos disponíveis para diagnóstico.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento do pé torto congênito geralmente envolve métodos não cirúrgicos, como o método de Ponseti (manipulações e gessos seriados), seguido por órteses de manutenção. Em casos mais graves ou refratários, a cirurgia corretiva pode ser necessária. O acompanhamento com fisioterapia e reabilitação é fundamental para otimizar a função e a qualidade de vida. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esta condição, incluindo procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras e a dosagem de alfa-fetoproteína, além dos exames genéticos mencionados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com tratamento adequado e precoce, a maioria das crianças com pé torto congênito consegue andar, correr e participar de atividades normais, embora possa haver alguma diferença no tamanho ou na força do pé afetado. O prognóstico a longo prazo é geralmente bom, mas depende da gravidade inicial da deformidade e da adesão ao tratamento. O acompanhamento multidisciplinar (ortopedia, fisioterapia, genética) é importante para monitorar o desenvolvimento e prevenir complicações.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisSequence-specific transcription factor that binds gene promoters and activates their transcription. May play a role in the development of anterior structures, and in particular, the brain and facies and in specifying the identity or structure of hindlimb
Nucleus
Clubfoot, congenital, with or without deficiency of long bones and/or mirror-image polydactyly
A congenital limb deformity defined as fixation of the foot in cavus, adductus, varus, and equinus (i.e., inclined inwards, axially rotated outwards, and pointing downwards) with concomitant soft tissue abnormalities. Clubfoot may occur in isolation or as part of a syndrome. Some patients present tibial hemimelia, bilateral patellar hypoplasia, and preaxial mirror-image polydactyly.
Variantes genéticas (ClinVar)
38 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Pé torto familiar por mutação pontual em PITX1
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Pé torto familiar por mutação pontual em PITX1.
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:293150(Orphanet)
- MONDO:0017383(MONDO)
- GARD:17337(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q56013986(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Pé torto familiar por mutação pontual em PITX1
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata