Cisto congênito raro no pescoço, derivado de remanescentes do ducto tireoglosso. Pode apresentar-se como massa dolorosa ou assintomática, com histórico familiar sugestivo de herança autossômica.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O cisto do canal tireoglosso, familiar é uma condição rara em que uma pessoa nasce com um cisto (uma bolsa fechada cheia de líquido) na região central do pescoço. Esse cisto se forma a partir de um remanescente do canal tireoglosso, uma estrutura que normalmente desaparece durante o desenvolvimento fetal. A forma familiar significa que a condição pode ocorrer em mais de um membro da mesma família. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal (logo após o nascimento). O principal sinal é a presença de um nódulo ou inchaço na linha média do pescoço, que pode aumentar de tamanho ou infeccionar. Em alguns casos, o cisto pode drenar líquido para a pele. Não há outros fenótipos (manifestações clínicas) descritos especificamente para a forma familiar além do cisto em si.[1]
Causas genéticas
A causa genética exata do cisto do canal tireoglosso familiar ainda não foi identificada. Até o momento, nenhum gene específico foi associado à condição. O padrão de herança também não está estabelecido. A doença é listada no banco de dados OMIM (número 188455) e no MONDO (MONDO:0008565), mas os estudos genéticos ainda não apontaram um gene causal.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica (exame físico e história familiar) e em exames de imagem, como ultrassonografia do pescoço. Exames genéticos podem ser solicitados para investigar outras condições que cursam com cistos cervicais, mas não há um teste genético específico para essa doença. No Brasil, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis procedimentos como cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, que podem auxiliar no diagnóstico diferencial.[1][2][4][5]
Tratamento e manejo
O tratamento padrão para o cisto do canal tireoglosso é a remoção cirúrgica completa (cirurgia de Sistrunk). O manejo também inclui acompanhamento clínico para monitorar possíveis infecções ou recorrências. No SUS, o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível como parte do suporte multidisciplinar. Não há medicamentos aprovados especificamente para tratar a condição.[1][2][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte PubTator3) menciona dois fármacos em associação com o cisto do canal tireoglosso: Iodo-131 (1 publicação) e Tiroxina (1 publicação). É importante destacar que essas são associações mineradas de artigos científicos e não representam uma recomendação de tratamento. O uso desses medicamentos deve ser avaliado caso a caso pelo médico assistente, considerando o contexto clínico individual.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico geralmente é bom após a remoção cirúrgica completa do cisto. A qualidade de vida costuma ser normal, desde que não haja complicações como infecções recorrentes ou recidiva do cisto. O acompanhamento médico regular é importante para garantir a detecção precoce de qualquer alteração.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Cisto congênito raro no pescoço, derivado de remanescentes do ducto tireoglosso. Pode apresentar-se como massa dolorosa ou assintomática, com histórico familiar sugestivo de herança autossômica.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O cisto do canal tireoglosso, familiar é uma condição rara em que uma pessoa nasce com um cisto (uma bolsa fechada cheia de líquido) na região central do pescoço. Esse cisto se forma a partir de um remanescente do canal tireoglosso, uma estrutura que normalmente desaparece durante o desenvolvimento fetal. A forma familiar significa que a condição pode ocorrer em mais de um membro da mesma família. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal (logo após o nascimento). O principal sinal é a presença de um nódulo ou inchaço na linha média do pescoço, que pode aumentar de tamanho ou infeccionar. Em alguns casos, o cisto pode drenar líquido para a pele. Não há outros fenótipos (manifestações clínicas) descritos especificamente para a forma familiar além do cisto em si.[1]
Causas genéticas
A causa genética exata do cisto do canal tireoglosso familiar ainda não foi identificada. Até o momento, nenhum gene específico foi associado à condição. O padrão de herança também não está estabelecido. A doença é listada no banco de dados OMIM (número 188455) e no MONDO (MONDO:0008565), mas os estudos genéticos ainda não apontaram um gene causal.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica (exame físico e história familiar) e em exames de imagem, como ultrassonografia do pescoço. Exames genéticos podem ser solicitados para investigar outras condições que cursam com cistos cervicais, mas não há um teste genético específico para essa doença. No Brasil, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis procedimentos como cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, que podem auxiliar no diagnóstico diferencial.[1][2][4][5]
Tratamento e manejo
O tratamento padrão para o cisto do canal tireoglosso é a remoção cirúrgica completa (cirurgia de Sistrunk). O manejo também inclui acompanhamento clínico para monitorar possíveis infecções ou recorrências. No SUS, o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível como parte do suporte multidisciplinar. Não há medicamentos aprovados especificamente para tratar a condição.[1][2][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte PubTator3) menciona dois fármacos em associação com o cisto do canal tireoglosso: Iodo-131 (1 publicação) e Tiroxina (1 publicação). É importante destacar que essas são associações mineradas de artigos científicos e não representam uma recomendação de tratamento. O uso desses medicamentos deve ser avaliado caso a caso pelo médico assistente, considerando o contexto clínico individual.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico geralmente é bom após a remoção cirúrgica completa do cisto. A qualidade de vida costuma ser normal, desde que não haja complicações como infecções recorrentes ou recidiva do cisto. O acompanhamento médico regular é importante para garantir a detecção precoce de qualquer alteração.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Cisto do canal tireoglosso, familiar
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:93953(Orphanet)
- MONDO:0008565(MONDO)
- GARD:5204(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q111329942(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Cisto do canal tireoglosso, familiar
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov