Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (PDIC) é uma doença autoimune adquirida do sistema nervoso periférico, caracterizada por fraqueza progressiva e comprometimento da função sensorial nas pernas e nos braços.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome CANOMAD (do inglês Chronic Ataxic Neuropathy, Ophthalmoplegia, Monoclonal IgM protein, cold Agglutinins and Disialosyl antibodies) é uma polineuropatia desmielinizante crônica, imune-mediada e extremamente rara. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A doença geralmente se manifesta na idade adulta ou em idosos.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem neuropatia atáxica crônica (dificuldade de coordenação e equilíbrio), oftalmoplegia (paralisia dos músculos dos olhos), presença de proteína IgM monoclonal no sangue, aglutininas a frio (anticorpos que reagem ao frio) e anticorpos anti-disialosil. A combinação desses achados define a síndrome.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de achados clínicos e laboratoriais. Exames de sangue podem detectar a proteína IgM monoclonal e os anticorpos anti-disialosil. A eletroneuromiografia ajuda a confirmar o padrão de polineuropatia desmielinizante. No Brasil, o sequenciamento completo do exoma (WES) está disponível pelo SUS como procedimento de cobertura mínima para investigação de doenças raras, embora não seja específico para CANOMAD. O código CID-10 associado é G61.8 (outras polineuropatias inflamatórias).[1][3][4]
Tratamento e manejo
O manejo da Síndrome CANOMAD é multidisciplinar e focado no controle dos sintomas e na modulação do sistema imunológico. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada. No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e suporte neurológico.[1][4]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a Síndrome CANOMAD e os seguintes fármacos, com base em publicações indexadas. Importante: estas são associações mineradas da literatura, e não recomendações de tratamento. Consulte sempre seu médico.[4]
Rituximab (7 publicações) — fármaco imunobiológico que tem sido estudado em casos da síndrome.[4]
Gangliosides (1 publicação) — moléculas envolvidas na função neural, citadas em contexto de pesquisa.[4]
Daratumumab (1 publicação) — anticorpo monoclonal investigado em relatos de caso.[4]
Prognóstico e qualidade de vida
A Síndrome CANOMAD é uma condição crônica e progressiva, mas a velocidade de progressão e a gravidade variam entre os pacientes. O acompanhamento regular com neurologista e equipe de reabilitação pode ajudar a manter a funcionalidade e qualidade de vida. Não há dados de cura, mas o manejo sintomático e imunomodulador pode trazer benefícios.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (PDIC) é uma doença autoimune adquirida do sistema nervoso periférico, caracterizada por fraqueza progressiva e comprometimento da função sensorial nas pernas e nos braços.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome CANOMAD (do inglês Chronic Ataxic Neuropathy, Ophthalmoplegia, Monoclonal IgM protein, cold Agglutinins and Disialosyl antibodies) é uma polineuropatia desmielinizante crônica, imune-mediada e extremamente rara. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A doença geralmente se manifesta na idade adulta ou em idosos.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem neuropatia atáxica crônica (dificuldade de coordenação e equilíbrio), oftalmoplegia (paralisia dos músculos dos olhos), presença de proteína IgM monoclonal no sangue, aglutininas a frio (anticorpos que reagem ao frio) e anticorpos anti-disialosil. A combinação desses achados define a síndrome.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de achados clínicos e laboratoriais. Exames de sangue podem detectar a proteína IgM monoclonal e os anticorpos anti-disialosil. A eletroneuromiografia ajuda a confirmar o padrão de polineuropatia desmielinizante. No Brasil, o sequenciamento completo do exoma (WES) está disponível pelo SUS como procedimento de cobertura mínima para investigação de doenças raras, embora não seja específico para CANOMAD. O código CID-10 associado é G61.8 (outras polineuropatias inflamatórias).[1][3][4]
Tratamento e manejo
O manejo da Síndrome CANOMAD é multidisciplinar e focado no controle dos sintomas e na modulação do sistema imunológico. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada. No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e suporte neurológico.[1][4]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a Síndrome CANOMAD e os seguintes fármacos, com base em publicações indexadas. Importante: estas são associações mineradas da literatura, e não recomendações de tratamento. Consulte sempre seu médico.[4]
Rituximab (7 publicações) — fármaco imunobiológico que tem sido estudado em casos da síndrome.[4]
Gangliosides (1 publicação) — moléculas envolvidas na função neural, citadas em contexto de pesquisa.[4]
Daratumumab (1 publicação) — anticorpo monoclonal investigado em relatos de caso.[4]
Prognóstico e qualidade de vida
A Síndrome CANOMAD é uma condição crônica e progressiva, mas a velocidade de progressão e a gravidade variam entre os pacientes. O acompanhamento regular com neurologista e equipe de reabilitação pode ajudar a manter a funcionalidade e qualidade de vida. Não há dados de cura, mas o manejo sintomático e imunomodulador pode trazer benefícios.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome CANOMAD
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Paraproteinemic neuropathies.
The diagnostic evaluation of a peripheral neuropathy includes testing for the presence of monoclonal gammopathy, which can be found in about 10% of patients with peripheral neuropathy. Our role, as physicians, is to determine whether the neuropathy is directly related to the gammopathy or whether the co-occurrence of these two disorders is purely coincidental. The evaluating physician needs to be familiar with the different types of neuropathies associated with monoclonal gammopathies, their clinical and electrodiagnostic characteristics, and their appropriate diagnostic evaluation and management. Testing for monoclonal protein disorders includes serum protein electrophoresis (SPEP) and immunofixation of blood, and in some cases of urine, as well as measurement of free light chains and quantitative immunoglobulins. Specific antibody testing is directed by paraprotein type and neuropathy phenotype. Patients with abnormal free light chains in association with sensory and autonomic neuropathy should be evaluated for AL amyloidosis. When a lambda monoclonal protein is identified together with a clinical phenotype of chronic inflammatory demyelinating neuropathy (CIDP), a diagnosis of polyneuropathy, organomegaly, endocrinopathy, monoclonal plasma cell disorder, skin changes (POEMS) syndrome should be considered. Patients with IgM paraprotein associated neuropathy should be assessed for distal acquired demyelinating sensorimotor (DADS) neuropathy, with or without anti myelin associated glycoprotein (MAG) antibody or CANOMAD syndrome. In many cases, a monoclonal gammopathy of uncertain significance (MGUS) is incidental and unrelated to the neuropathy. Collaboration with oncology is critical in evaluating patients with monoclonal proteins to assess for underlying plasma cell neoplasms or B cell lymphomas.
The Spectrum of Ocular Manifestations in Patients with Waldenström's Macroglobulinemia.
To investigate the ocular manifestations in 91 Waldenström's macroglobulinemia (WM) patients. Retrospective, cross-sectional, observational analysis. Ocular impairments, detected in 19 patients, included flame-shaped hemorrhages, venous sausaging, papilledema, macular detachments, or central retinal vein occlusion in 16 patients; paraproteinemic keratopathy in 2; and a CANOMAD syndrome in 1. Best-corrected visual acuity was ≥0.5 logMAR units in 11 of 38 eyes. Intraocular pressure was increased in seven eyes. Genetic analysis in seven patients showed a mutation in the MYD88 gene in six patients and a nonsense mutation in the CXCR4 gene in five patients. Plasmapheresis followed by chemotherapy with or without the addition of rituximab resulted in improvement or normalization of the ophthalmological findings in 15 patients. The ocular manifestations of WM are protean and potentially sight threatening. Recent advances in genomic profiling and chemotherapy have remarkably improved the hematological and ophthalmological outcomes of these patients.
CIDP mimics: a case series.
To report our experience with a group of patients referred for refractory CIDP who fulfilled "definite" electrodiagnostic EFNS criteria for CIDP but were found to have an alternate diagnosis. Patients who were seen between 2017 and 2019 for refractory CIDP that fulfilled "definite" electrodiagnostic ENFS criteria for CIDP, but had an alternate diagnosis, were included. Patients who correctly had CIDP, anti MAG neuropathy, or MMN with conduction block, were excluded from the study. Demographics, clinical and electrophysiological characteristics, pertinent workup, final alternate diagnoses, and outcomes were collected. Seven patients were included: POEMS (n = 5), CANOMAD (n = 1), and neurolymphomatosis (n = 1). Most patients reported neuropathic pain and leg swelling (n = 6) or significant weight loss (n = 4). All patients had a monoclonal protein, and most patients who were tested had an elevated VEGF and CSF cyto-albuminologic dissociation. Electrophysiology showed pronounced intermediate more than distal demyelination, and axonal loss in the lower extremities. Response to steroids or IVIG varied, but some patients did respond to these treatments, especially early in the disease. Pain, systemic symptoms, suggestive electrophysiological findings, and/or a serum monoclonal protein should raise suspicion for CIDP mimics. Initial response to steroids or IVIG, over reliance on CSF, and electrophysiology findings can all be misleading.
The Wide Spectrum of Pathophysiologic Mechanisms of Paraproteinemic Neuropathy.
Monoclonal gammopathy is encountered quite frequently in the general population. This type of hematologic abnormality may be mild, referred to as monoclonal gammopathy of undetermined significance or related to different types of hematologic malignancies. The association of a peripheral neuropathy with monoclonal gammopathy is also fairly common, and hemopathy may be discovered in an investigation of peripheral neuropathy. In such a situation, it is essential to determine the exact nature of the hematologic process in order not to miss a malignant disease and thus initiate the appropriate treatment (in conjunction with hematologists and oncologists). In this respect, nerve biopsy (discussed on a case-by-case basis) is of great value in the management of such patients. We therefore propose to present the objectives and main interests of nerve biopsy in this situation.
Thromboembolic risk with IVIg: Incidence and risk factors in patients with inflammatory neuropathy.
Our objective was to evaluate whether IV immunoglobulin (IVIg) increases the risk of thromboembolic events in neurology outpatients with inflammatory neuropathies, as there is conflicting evidence supporting this hypothesis, mainly from non-neurologic cohorts. We investigated this question over 30 months in our cohort of patients with inflammatory neuropathies receiving regular IVIg and found a greater incidence of arterial and venous thromboembolic events than population-based rates determined by hospital admissions data. Vascular risk factors were more common in the event group but there were no IVIg administration factors that contributed to the risk. This study suggests that IVIg may have a small but contributory role in determining thromboembolic risk in the inflammatory neuropathy cohort and more evidence is required before it is clear whether the current primary prevention guidelines are appropriate in this group of patients.
Publicações recentes
Paraproteinemic neuropathies.
The Spectrum of Ocular Manifestations in Patients with Waldenström's Macroglobulinemia.
CANOMAD syndrome with respiratory failure.
Monosialosyl Antibody in a Case Mimicking CANOMAD Syndrome.
Corrigendum to "A case of false positive cardiac troponin I in CANOMAD syndrome" [Int. J. Cardiol. 222 (2016) 359-360].
📚 EuropePMC5 artigos no totalmostrando 10
Paraproteinemic neuropathies.
Muscle & nerveThe Spectrum of Ocular Manifestations in Patients with Waldenström's Macroglobulinemia.
Ocular immunology and inflammationCIDP mimics: a case series.
BMC neurologyThe Wide Spectrum of Pathophysiologic Mechanisms of Paraproteinemic Neuropathy.
NeurologyCANOMAD syndrome with respiratory failure.
Ideggyogyaszati szemleThromboembolic risk with IVIg: Incidence and risk factors in patients with inflammatory neuropathy.
NeurologyMonosialosyl Antibody in a Case Mimicking CANOMAD Syndrome.
Journal of clinical neuromuscular diseaseCANOMAD Presenting as Bilateral Sixth Nerve Palsies.
Journal of neuro-ophthalmology : the official journal of the North American Neuro-Ophthalmology SocietyCorrigendum to "A case of false positive cardiac troponin I in CANOMAD syndrome" [Int. J. Cardiol. 222 (2016) 359-360].
International journal of cardiologyA case of false positive cardiac troponin I in CANOMAD syndrome.
International journal of cardiologyAssociações
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Paraproteinemic neuropathies.
- The Spectrum of Ocular Manifestations in Patients with Waldenström's Macroglobulinemia.
- CIDP mimics: a case series.
- The Wide Spectrum of Pathophysiologic Mechanisms of Paraproteinemic Neuropathy.
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- CANOMAD syndrome with respiratory failure.
- Monosialosyl Antibody in a Case Mimicking CANOMAD Syndrome.
- Corrigendum to "A case of false positive cardiac troponin I in CANOMAD syndrome" [Int. J. Cardiol. 222 (2016) 359-360].
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:71279(Orphanet)
- MONDO:0019109(MONDO)
- GARD:9778(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55788488(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome CANOMAD
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata