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Síndrome da carbamazepina fetal
ORPHA:370076CID-10 · Q86.8CID-11 · LD2F.0YDOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Início neonatalHerança Unknown

Uma embriofetopatia relacionada a medicamentos que pode ocorrer quando um embrião/feto é exposto à carbamazepina e que é caracterizada por dismorfismo facial, com algumas semelhanças àquele visto na síndrome do valproato fetal (ver este termo), tais como dobras epicânticas, fissuras palpebrais com inclinação para cima, nariz curto, micrognatia e hipoplasia malar, bem como displasia ungueal e anomalias maiores, incluindo fenda labial/palatina, defeitos do tubo neural e anomalias cardíacas. A exposição in utero à carbamazepina, em combinação com o valproato, tem sido associada a um atraso significativo do desenvolvimento (afetando particularmente a inteligência verbal) e a uma alta taxa de anomalias congênitas.

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Introdução

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Visão geral

A Síndrome da carbamazepina fetal é uma condição que ocorre quando o embrião ou feto é exposto à carbamazepina durante a gestação. Trata-se de uma embriofetopatia relacionada a medicamentos, caracterizada por alterações na face (dismorfismo facial), com algumas semelhanças àquelas observadas na síndrome fetal do valproato. A exposição à carbamazepina, especialmente quando combinada com valproato, tem sido associada a atraso significativo no desenvolvimento (particularmente afetando a inteligência verbal) e a uma alta taxa de anomalias congênitas.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais incluem dismorfismo facial, como pregas epicânticas (dobra de pele no canto interno do olho), fendas palpebrais oblíquas para cima, nariz curto, micrognatia (mandíbula pequena) e hipoplasia malar (pouco desenvolvimento das maçãs do rosto). Também podem ocorrer displasia ungueal (alterações nas unhas) e anomalias maiores, como lábio leporino/fenda palatina, defeitos do tubo neural e anomalias cardíacas.[1]

Causas genéticas

Esta síndrome não é causada por alterações genéticas hereditárias. Ela resulta da exposição do feto à carbamazepina durante a gravidez. Por isso, o padrão de herança é classificado como 'não aplicável', e não há genes associados à condição.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na história de exposição à carbamazepina durante a gestação e na presença dos sinais clínicos característicos. Exames complementares podem incluir cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. Esses exames ajudam a descartar outras condições e a avaliar possíveis anomalias associadas.[1][2]

Tratamento e manejo

O manejo é multidisciplinar e inclui atendimento em reabilitação para doenças raras. O tratamento é direcionado aos sintomas específicos de cada paciente, podendo envolver cirurgias corretivas para anomalias como lábio leporino, fenda palatina e defeitos cardíacos, além de acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor. Não há medicamentos específicos aprovados para tratar a síndrome em si.[1]

Tratamentos citados na literatura

Não há fármacos listados na literatura científica como tratamento específico para a Síndrome da carbamazepina fetal. As intervenções descritas são de suporte e correção cirúrgica das anomalias congênitas.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende da gravidade das anomalias congênitas e do grau de atraso no desenvolvimento. A exposição combinada com valproato está associada a maior risco de comprometimento cognitivo, especialmente na área verbal. O acompanhamento precoce com equipe multidisciplinar é fundamental para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A síndrome da carbamazepina fetal é um quadro malformativo raro que decorre da exposição do bebê ao medicamento carbamazepina durante a gestação. A criança pode nascer com traços faciais específicos, alterações nas unhas e malformações no coração, na coluna vertebral ou nos lábios. Em casos onde houve uso concomitante com valproato, pode ocorrer atraso no desenvolvimento intelectual e na aquisição da fala. A afecção não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, mas o SUS oferece procedimentos de reabilitação e exames diagnósticos.

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[1] Orphanet [4] Ministério da Saúde — lista oficial de…
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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Uma embriofetopatia relacionada a medicamentos que pode ocorrer quando um embrião/feto é exposto à carbamazepina e que é caracterizada por dismorfismo facial, com algumas semelhanças àquele visto na síndrome do valproato fetal (ver este termo), tais como dobras epicânticas, fissuras palpebrais com inclinação para cima, nariz curto, micrognatia e hipoplasia malar, bem como displasia ungueal e anomalias maiores, incluindo fenda labial/palatina, defeitos do tubo neural e anomalias cardíacas. A exposição in utero à carbamazepina, em combinação com o valproato, tem sido associada a um atraso significativo do desenvolvimento (afetando particularmente a inteligência verbal) e a uma alta taxa de anomalias congênitas.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 2012

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Antenatal
+ infancy, neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q86.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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A síndrome é causada pela exposição do embrião ou feto à carbamazepina durante o período intrauterino. A herança biológica é classificada como não aplicável, pois não decorre de mutação hereditária familiar.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:21595
    GARD (NIH)
  3. Q55787832
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome da carbamazepina fetal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-da-carbamazepina-fetal

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome da carbamazepina fetal

ORPHA:370076 · MONDO:0018263
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
Unknown
Herança
Not applicable
CID-10
Q86.8 · Outras síndromes com malformações congênitas devidas a causas exógenas conhecidas
CID-11
Início
Antenatal, Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0432370
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara