Uma embriofetopatia relacionada a medicamentos que pode ocorrer quando um embrião/feto é exposto à carbamazepina e que é caracterizada por dismorfismo facial, com algumas semelhanças àquele visto na síndrome do valproato fetal (ver este termo), tais como dobras epicânticas, fissuras palpebrais com inclinação para cima, nariz curto, micrognatia e hipoplasia malar, bem como displasia ungueal e anomalias maiores, incluindo fenda labial/palatina, defeitos do tubo neural e anomalias cardíacas. A exposição in utero à carbamazepina, em combinação com o valproato, tem sido associada a um atraso significativo do desenvolvimento (afetando particularmente a inteligência verbal) e a uma alta taxa de anomalias congênitas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome da carbamazepina fetal é uma condição que ocorre quando o embrião ou feto é exposto à carbamazepina durante a gestação. Trata-se de uma embriofetopatia relacionada a medicamentos, caracterizada por alterações na face (dismorfismo facial), com algumas semelhanças àquelas observadas na síndrome fetal do valproato. A exposição à carbamazepina, especialmente quando combinada com valproato, tem sido associada a atraso significativo no desenvolvimento (particularmente afetando a inteligência verbal) e a uma alta taxa de anomalias congênitas.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais incluem dismorfismo facial, como pregas epicânticas (dobra de pele no canto interno do olho), fendas palpebrais oblíquas para cima, nariz curto, micrognatia (mandíbula pequena) e hipoplasia malar (pouco desenvolvimento das maçãs do rosto). Também podem ocorrer displasia ungueal (alterações nas unhas) e anomalias maiores, como lábio leporino/fenda palatina, defeitos do tubo neural e anomalias cardíacas.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na história de exposição à carbamazepina durante a gestação e na presença dos sinais clínicos característicos. Exames complementares podem incluir cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. Esses exames ajudam a descartar outras condições e a avaliar possíveis anomalias associadas.[1][2]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e inclui atendimento em reabilitação para doenças raras. O tratamento é direcionado aos sintomas específicos de cada paciente, podendo envolver cirurgias corretivas para anomalias como lábio leporino, fenda palatina e defeitos cardíacos, além de acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor. Não há medicamentos específicos aprovados para tratar a síndrome em si.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos listados na literatura científica como tratamento específico para a Síndrome da carbamazepina fetal. As intervenções descritas são de suporte e correção cirúrgica das anomalias congênitas.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das anomalias congênitas e do grau de atraso no desenvolvimento. A exposição combinada com valproato está associada a maior risco de comprometimento cognitivo, especialmente na área verbal. O acompanhamento precoce com equipe multidisciplinar é fundamental para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome da carbamazepina fetal é um quadro malformativo raro que decorre da exposição do bebê ao medicamento carbamazepina durante a gestação. A criança pode nascer com traços faciais específicos, alterações nas unhas e malformações no coração, na coluna vertebral ou nos lábios. Em casos onde houve uso concomitante com valproato, pode ocorrer atraso no desenvolvimento intelectual e na aquisição da fala. A afecção não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, mas o SUS oferece procedimentos de reabilitação e exames diagnósticos.
Uma embriofetopatia relacionada a medicamentos que pode ocorrer quando um embrião/feto é exposto à carbamazepina e que é caracterizada por dismorfismo facial, com algumas semelhanças àquele visto na síndrome do valproato fetal (ver este termo), tais como dobras epicânticas, fissuras palpebrais com inclinação para cima, nariz curto, micrognatia e hipoplasia malar, bem como displasia ungueal e anomalias maiores, incluindo fenda labial/palatina, defeitos do tubo neural e anomalias cardíacas. A exposição in utero à carbamazepina, em combinação com o valproato, tem sido associada a um atraso significativo do desenvolvimento (afetando particularmente a inteligência verbal) e a uma alta taxa de anomalias congênitas.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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A síndrome é causada pela exposição do embrião ou feto à carbamazepina durante o período intrauterino. A herança biológica é classificada como não aplicável, pois não decorre de mutação hereditária familiar.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome da carbamazepina fetal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-da-carbamazepina-fetal
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Síndrome da carbamazepina fetal
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata