Síndrome rara autossômica recessiva caracterizada por deslocamento do cristalino (ectopia lentis), distrofia coriorretiniana e miopia acentuada. Apresenta-se com alterações oculares progressivas, impactando a visão.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de ectopia do cristalino-distrofia coriorretiniana-miopia é uma doença genética rara que afeta principalmente os olhos. Ela é caracterizada por alterações no cristalino (a lente natural do olho), na retina (a camada sensível à luz no fundo do olho) e por miopia (dificuldade para enxergar de longe). A condição foi descrita em quatro membros de uma mesma família, todos filhos de um casamento consanguíneo. Sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas envolvem os olhos e podem estar presentes desde o período neonatal ou na primeira infância. Eles incluem: ectopia do cristalino (deslocamento do cristalino de sua posição normal), catarata (opacificação do cristalino), distrofia coriorretiniana generalizada (degeneração da retina e da coroide, a camada vascular abaixo dela) e descolamento total da retina. A miopia (grau elevado de visão curta) também foi relatada.[1]
Causas genéticas
A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. Até o momento, o gene específico responsável pela condição não foi identificado (símbolo do gene: não disponível). A herança autossômica recessiva explica a ocorrência em múltiplos membros de uma mesma família com pais consanguíneos.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica oftalmológica detalhada, que identifica as alterações características do cristalino e da retina, além da miopia. Exames genéticos podem auxiliar na confirmação e no aconselhamento familiar. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como: cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 9 tipos de testes genéticos disponíveis para a condição.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo dos sintomas oculares e na prevenção de complicações, como o descolamento da retina. Não há cura conhecida. As abordagens podem incluir correção da miopia com óculos ou lentes de contato, cirurgia para reposicionamento ou remoção do cristalino (nos casos de ectopia ou catarata) e acompanhamento oftalmológico regular para monitorar a retina. O atendimento multidisciplinar, com suporte em reabilitação visual, é importante para a qualidade de vida.[1][4]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a síndrome e algumas substâncias, mas estas não representam recomendações de tratamento. São dados de mineração de textos, com o número de publicações entre parênteses: Carotenoides (5), Pentobarbital (3), Carboidratos (1), Corticosterona (1), Ácidos graxos insaturados (1), Lipídios (1), Flavokawain B (1), Ácido glucônico (1), Hidrocortisona (1) e Antígeno polipeptídico tecidual específico (1). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[4]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das alterações oculares e da precocidade do acompanhamento. O descolamento total da retina pode levar à perda severa da visão. No entanto, com diagnóstico precoce, cirurgias adequadas e reabilitação visual, é possível preservar alguma função visual e melhorar a qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a serviços especializados são fundamentais.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara autossômica recessiva caracterizada por deslocamento do cristalino (ectopia lentis), distrofia coriorretiniana e miopia acentuada. Apresenta-se com alterações oculares progressivas, impactando a visão.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Visão geral
A Síndrome de ectopia do cristalino-distrofia coriorretiniana-miopia é uma doença genética rara que afeta principalmente os olhos. Ela é caracterizada por alterações no cristalino (a lente natural do olho), na retina (a camada sensível à luz no fundo do olho) e por miopia (dificuldade para enxergar de longe). A condição foi descrita em quatro membros de uma mesma família, todos filhos de um casamento consanguíneo. Sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas envolvem os olhos e podem estar presentes desde o período neonatal ou na primeira infância. Eles incluem: ectopia do cristalino (deslocamento do cristalino de sua posição normal), catarata (opacificação do cristalino), distrofia coriorretiniana generalizada (degeneração da retina e da coroide, a camada vascular abaixo dela) e descolamento total da retina. A miopia (grau elevado de visão curta) também foi relatada.[1]
Causas genéticas
A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. Até o momento, o gene específico responsável pela condição não foi identificado (símbolo do gene: não disponível). A herança autossômica recessiva explica a ocorrência em múltiplos membros de uma mesma família com pais consanguíneos.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica oftalmológica detalhada, que identifica as alterações características do cristalino e da retina, além da miopia. Exames genéticos podem auxiliar na confirmação e no aconselhamento familiar. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como: cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 9 tipos de testes genéticos disponíveis para a condição.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo dos sintomas oculares e na prevenção de complicações, como o descolamento da retina. Não há cura conhecida. As abordagens podem incluir correção da miopia com óculos ou lentes de contato, cirurgia para reposicionamento ou remoção do cristalino (nos casos de ectopia ou catarata) e acompanhamento oftalmológico regular para monitorar a retina. O atendimento multidisciplinar, com suporte em reabilitação visual, é importante para a qualidade de vida.[1][4]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a síndrome e algumas substâncias, mas estas não representam recomendações de tratamento. São dados de mineração de textos, com o número de publicações entre parênteses: Carotenoides (5), Pentobarbital (3), Carboidratos (1), Corticosterona (1), Ácidos graxos insaturados (1), Lipídios (1), Flavokawain B (1), Ácido glucônico (1), Hidrocortisona (1) e Antígeno polipeptídico tecidual específico (1). Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer intervenção.[4]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade das alterações oculares e da precocidade do acompanhamento. O descolamento total da retina pode levar à perda severa da visão. No entanto, com diagnóstico precoce, cirurgias adequadas e reabilitação visual, é possível preservar alguma função visual e melhorar a qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a serviços especializados são fundamentais.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
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Onde tratar no SUS
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:1884(Orphanet)
- MONDO:0015997(MONDO)
- GARD:3999(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55785872(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome de ectopia do cristalino-distrofia coriorretiniana-miopia
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata