Síndrome rara de herança autossômica dominante associada ao gene MYH14, caracterizada por neuropatia periférica, miopatia, rouquidão e perda auditiva. Manifesta-se com início juvenil, reflexos patelares diminuídos/ausentes, fraqueza e amiotrofia distais, e comprometimento sensorial distal.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de neuropatia periférica-miopatia-rouquidão-perda auditiva é uma doença genética rara que afeta os nervos periféricos, os músculos, a voz e a audição. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem voz rouca (rouquidão), fraqueza muscular que começa nas pernas e progride para os braços, perda auditiva neurossensorial bilateral (afetando ambos os ouvidos), deformidades nos pés (como pé cavo ou dedos em garra), reflexos diminuídos ou ausentes (arreflexia ou hiporreflexia), tremores, dificuldade para engolir (disfagia), convulsões e artrite. Exames de sangue podem mostrar um leve aumento da creatina quinase, uma enzima muscular. A eletroneuromiografia (EMG) revela alterações miopáticas e a velocidade de condução nervosa está reduzida. Em alguns casos, há paralisia das cordas vocais e perda de massa muscular (amiotrofia) nas extremidades.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene MYH14, que fornece instruções para a produção da proteína miosina-14. Essa proteína é essencial para a estrutura e função das células musculares e nervosas. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. Na maioria dos casos, a pessoa herda a mutação de um dos pais, mas também pode ocorrer uma mutação nova (de novo).[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o método mais utilizado para identificar mutações no gene MYH14. Atualmente, há 10 testes genéticos disponíveis e 351 variantes descritas no ClinVar. O código CID-10 associado é G60.0 (neuropatia hereditária e idiopática).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a síndrome, e o tratamento é focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O manejo pode incluir fisioterapia para fraqueza muscular, órteses para deformidades nos pés, aparelhos auditivos ou implante coclear para perda auditiva, fonoterapia para rouquidão e disfagia, e medicamentos para convulsões e artrite. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras e o sequenciamento completo do exoma (WES).[1][2]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona dois fármacos em estudos de reaproveitamento (repurposing) para esta síndrome: duloxetina e levocarnitina-propionato. Essas são associações mineradas de publicações científicas e não representam uma recomendação de tratamento. Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer medicação.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas. A fraqueza muscular e a perda auditiva tendem a progredir lentamente, mas com acompanhamento multidisciplinar (neurologista, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta) é possível manter uma boa qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a serviços de reabilitação são fundamentais.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara de herança autossômica dominante associada ao gene MYH14, caracterizada por neuropatia periférica, miopatia, rouquidão e perda auditiva. Manifesta-se com início juvenil, reflexos patelares diminuídos/ausentes, fraqueza e amiotrofia distais, e comprometimento sensorial distal.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de neuropatia periférica-miopatia-rouquidão-perda auditiva é uma doença genética rara que afeta os nervos periféricos, os músculos, a voz e a audição. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem voz rouca (rouquidão), fraqueza muscular que começa nas pernas e progride para os braços, perda auditiva neurossensorial bilateral (afetando ambos os ouvidos), deformidades nos pés (como pé cavo ou dedos em garra), reflexos diminuídos ou ausentes (arreflexia ou hiporreflexia), tremores, dificuldade para engolir (disfagia), convulsões e artrite. Exames de sangue podem mostrar um leve aumento da creatina quinase, uma enzima muscular. A eletroneuromiografia (EMG) revela alterações miopáticas e a velocidade de condução nervosa está reduzida. Em alguns casos, há paralisia das cordas vocais e perda de massa muscular (amiotrofia) nas extremidades.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene MYH14, que fornece instruções para a produção da proteína miosina-14. Essa proteína é essencial para a estrutura e função das células musculares e nervosas. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. Na maioria dos casos, a pessoa herda a mutação de um dos pais, mas também pode ocorrer uma mutação nova (de novo).[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por teste genético. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o método mais utilizado para identificar mutações no gene MYH14. Atualmente, há 10 testes genéticos disponíveis e 351 variantes descritas no ClinVar. O código CID-10 associado é G60.0 (neuropatia hereditária e idiopática).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura para a síndrome, e o tratamento é focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O manejo pode incluir fisioterapia para fraqueza muscular, órteses para deformidades nos pés, aparelhos auditivos ou implante coclear para perda auditiva, fonoterapia para rouquidão e disfagia, e medicamentos para convulsões e artrite. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras e o sequenciamento completo do exoma (WES).[1][2]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona dois fármacos em estudos de reaproveitamento (repurposing) para esta síndrome: duloxetina e levocarnitina-propionato. Essas são associações mineradas de publicações científicas e não representam uma recomendação de tratamento. Consulte sempre seu médico antes de considerar qualquer medicação.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas. A fraqueza muscular e a perda auditiva tendem a progredir lentamente, mas com acompanhamento multidisciplinar (neurologista, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta) é possível manter uma boa qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a serviços de reabilitação são fundamentais.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 16 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 32 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCellular myosin that appears to play a role in cytokinesis, cell shape, and specialized functions such as secretion and capping
Deafness, autosomal dominant, 4A
A form of non-syndromic sensorineural hearing loss. Sensorineural deafness results from damage to the neural receptors of the inner ear, the nerve pathways to the brain, or the area of the brain that receives sound information.
Variantes genéticas (ClinVar)
351 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
6 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de neuropatia periférica-miopatia-rouquidão-perda auditiva
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Mast cell mediators in hereditary angioedema.
Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Mast cell mediators in hereditary angioedema.
- Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
- Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
- The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
- Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:397744(Orphanet)
- OMIM OMIM:614369(OMIM)
- MONDO:0013711(MONDO)
- GARD:17639(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55784310(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome de neuropatia periférica-miopatia-rouquidão-perda auditiva
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub