A síndrome de MRCS é uma doença rara e genética que afeta a retina, caracterizada por córneas pequenas nos dois olhos, degeneração de bastonetes e cones, catarata e uma protuberância na parte de trás do olho, sem outros problemas em outras partes do corpo. A cegueira noturna (dificuldade de enxergar no escuro) é geralmente o primeiro sintoma a aparecer, e outros problemas como nistagmo (movimentos involuntários dos olhos), estrabismo (olho vesgo), astigmatismo e glaucoma de ângulo fechado podem estar presentes. Uma piora progressiva da visão, causada por cataratas que parecem pó, resulta em uma visão muito comprometida, que pode variar de não conseguir perceber luz nenhuma até uma visão de 20/400.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A síndrome MRCS é uma condição genética rara que atinge apenas os olhos, provocando problemas como córneas pequenas, catarata precoce e alterações na retina. A dificuldade para enxergar em locais com pouca luz (cegueira noturna) é frequentemente o primeiro sinal a chamar a atenção da família durante a infância. Com o passar do tempo, as alterações podem levar a uma diminuição acentuada da visão geral, nistagmo e glaucoma. No Brasil, a condição não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de doenças raras do Ministério da Saúde. O acompanhamento médico é focado em preservar a visão e tratar complicações por meio dos serviços oftalmológicos do SUS.
A síndrome de MRCS é uma doença rara e genética que afeta a retina, caracterizada por córneas pequenas nos dois olhos, degeneração de bastonetes e cones, catarata e uma protuberância na parte de trás do olho, sem outros problemas em outras partes do corpo. A cegueira noturna (dificuldade de enxergar no escuro) é geralmente o primeiro sintoma a aparecer, e outros problemas como nistagmo (movimentos involuntários dos olhos), estrabismo (olho vesgo), astigmatismo e glaucoma de ângulo fechado podem estar presentes. Uma piora progressiva da visão, causada por cataratas que parecem pó, resulta em uma visão muito comprometida, que pode variar de não conseguir perceber luz nenhuma até uma visão de 20/400.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Macular dystrophy, vitelliform, 2
An autosomal dominant form of macular degeneration that usually begins in childhood or adolescence. VMD2 is characterized by typical 'egg-yolk' macular lesions due to abnormal accumulation of lipofuscin within and beneath the retinal pigment epithelium cells. Progression of the disease leads to destruction of the retinal pigment epithelium and vision loss.
Variantes genéticas (ClinVar)
455 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome MRCS
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Coexistence of MRCS syndrome, extremely long axis and exfoliation syndrome: a case report and literature review.
The coexistence of MRCS (microcornea, retinal dystrophy, cataract, and posterior staphyloma) syndrome and extremely long axis is rare since microcornea frequently accompanies with diminution of entire anterior segment and occasionally the whole globe. In the case presented here, combination of these two elements were identified, together with XFS (exfoliation syndrome). A 66-year-old Han Chinese woman presented for consultation due to impaired vision which accompanied throughout her entire life span and worsened during the last 2 years. Combination of MRCS syndrome and extremely long axial length was evidently diagnosed in both eyes, with XFS confirmed in her right eye, but mutation screening failed to identify disease-causing sequence variants in some specific genes reported previously, including BEST1 and ARL2. However, likely pathogenic mutations in FBN2 gene were identified. Bilateral cataract phacoemulsification without intraocular lens implantation was performed using scleral tunnel incision and under general anesthesia. At 3-month follow-up, ocular recovery of the patient was satisfactory. The case presented here exhibited rare coexistence of MRCS syndrome, extremely long axis and XFS. The complexity of her ocular abnormalities brought challenges to surgical management, in which multidisciplinary collaboration is often required. Furthermore, the genetic analysis in this case yielded a possible novel candidate gene for MRCS syndrome and provided evidence in support of genetic heterogeneity in this phenotype.
Whole-exome sequencing identified ARL2 as a novel candidate gene for MRCS (microcornea, rod-cone dystrophy, cataract, and posterior staphyloma) syndrome.
Adenosine diphosphate (ADP)-ribosylation factor-like 2 (ARL2) protein participates in a broad range of cellular processes and acts as a mediator for mutant ARL2BP in cilium-associated retinitis pigmentosa and for mutant HRG4 in mitochondria-related photoreceptor degeneration. However, mutant ARL2 has not been linked to any human disease so far. Here, we identified a de novo variant in ARL2 (c.44G > T, p.R15L) in a Chinese pedigree with MRCS (microcornea, rod-cone dystrophy, cataract, and posterior staphyloma) syndrome through whole-exome sequencing and co-segregation analysis. Co-immunoprecipitation assay and immunoblotting confirmed that the mutant ARL2 protein showed a 62% lower binding affinity for HRG4 while a merely 18% lower binding affinity for ARL2BP. Immunofluorescence images of ARL2 and HRG4 co-localizing with cytochrome c in HeLa cells described their relationship with mitochondria. Further analyses of the mitochondrial respiratory chain and adenosine triphosphate production showed significant abnormalities under an ARL2-mutant condition. Finally, we generated transgenic mice to test the pathogenicity of this variant and observed retinal degeneration complicated with microcornea and cataract that were similar to those in our patients. In conclusion, we uncover ARL2 as a novel candidate gene for MRCS syndrome and suggest a mitochondria-related mechanism of the first ARL2 variant through site-directed mutagenesis studies.
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BMC ophthalmologyWhole-exome sequencing identified ARL2 as a novel candidate gene for MRCS (microcornea, rod-cone dystrophy, cataract, and posterior staphyloma) syndrome.
Clinical geneticsAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome MRCS e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A síndrome MRCS tem origem genética com padrão de herança autossômico dominante. Ela está associada a mutações no gene BEST1, responsável pela produção da proteína Bestrophin-1.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Síndrome MRCS. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-mrcs
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome MRCS
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata