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Seio dérmico espinhal
ORPHA:645188CID-10 · Q76.0DOENÇA RARA
Sinônimos clínicos: Tracto de sinus dérmico

O seio dérmico congênito é uma forma incomum de disrafismo craniano ou espinhal. Ocorre em 1 a cada 2500 nascidos vivos. Manifesta-se como uma depressão dérmica, encontrada ao longo da linha média do neuroeixo e frequentemente se apresenta associado a infecção e déficit neurológico. O seio dérmico congênito forma-se devido a uma falha focal de disjunção entre o ectoderma cutâneo e o neuroectoderma durante a terceira à oitava semana de gestação. Tipicamente observado na região lombar e lombossacral, o seio dérmico congênito pode ocorrer desde a região do násio e do occipital para baixo.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 29/05/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

O seio dérmico espinhal é uma condição rara em que há um pequeno trajeto (tracto) revestido por pele na região central das costas, que pode se estender desde a superfície da pele até o interior do canal da coluna vertebral. Esse trajeto é formado por um tipo de tecido semelhante à pele (epitélio escamoso estratificado queratinizado) e pode conter pelos, vasos sanguíneos e, ocasionalmente, fibras nervosas. Por ser uma comunicação entre a pele e o espaço ao redor da medula, há risco de infecções graves, como meningite. A condição é considerada um tipo de disrafismo espinhal fechado.[1]

Sinais e sintomas

O principal sinal é a presença de uma pequena abertura ou covinha na pele da região central das costas, geralmente na linha média, que pode drenar líquido ou estar associada a um tufo de pelos. Dentro do trajeto, é comum encontrar tecido de granulação inflamado, com células de defesa como neutrófilos, linfócitos e plasmócitos. A complicação mais temida é a infecção dentro do canal da coluna (meningite ou abscesso), que pode causar febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço e, em casos graves, danos neurológicos.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há um gene específico identificado como causa do seio dérmico espinhal. A condição não tem padrão de herança definido e não estão disponíveis testes genéticos direcionados para o diagnóstico. O estudo genético, quando realizado, pode incluir exames como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES), mas esses exames são mais úteis para excluir outras condições associadas.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado no exame físico (identificação da abertura na pele na linha média das costas) e em exames de imagem, como ressonância magnética da coluna, que mostra o trajeto do seio e sua extensão até o espaço intratecal. Exames laboratoriais como dosagem de alfa-fetoproteína podem ser solicitados para auxiliar na investigação. Testes genéticos (cariótipo, FISH, sequenciamento do exoma) não são específicos para a doença, mas podem ser usados para descartar outras malformações.[1][3][4]

Tratamento e manejo

O tratamento principal é cirúrgico e tem caráter profilático: a remoção completa do trajeto (tracto) é recomendada para prevenir infecções graves como meningite e abscesso. A cirurgia deve ser realizada por neurocirurgião especializado. Não há medicamento específico aprovado para tratar a malformação em si; antibióticos podem ser usados no caso de infecção instalada, mas a decisão sobre qual medicamento e dose cabe ao médico assistente. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras e exames genéticos (cariótipo, FISH, WES, dosagem de alfa-fetoproteína).[1][4]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica menciona algumas substâncias em associação com o seio dérmico espinhal, mas é importante destacar que essas são apenas correlações de publicações e não representam recomendações de tratamento. As substâncias listadas incluem: Lipids (3 publicações), Aspirin (3), Ficusin (3), Prednisolone (3), Ethanol (2), Folic Acid (2), Reactive Oxygen Species (2), Calcium (2), Ceftriaxone (2) e Cyclosporine (2). Esses dados foram extraídos de mineração de artigos científicos (fonte: PubTator3). Consulte sempre seu médico para decisões sobre tratamento.[4]

Prognóstico e qualidade de vida

Quando diagnosticado precocemente e tratado com cirurgia profilática, o prognóstico é geralmente bom, com baixo risco de complicações infecciosas. Se não tratado, o risco de meningite ou abscesso é significativo, podendo levar a sequelas neurológicas permanentes. O acompanhamento com neurocirurgião e, se necessário, com equipe de reabilitação é importante para garantir a melhor qualidade de vida possível.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

O seio dérmico congênito é uma forma incomum de disrafismo craniano ou espinhal. Ocorre em 1 a cada 2500 nascidos vivos. Manifesta-se como uma depressão dérmica, encontrada ao longo da linha média do neuroeixo e frequentemente se apresenta associado a infecção e déficit neurológico. O seio dérmico congênito forma-se devido a uma falha focal de disjunção entre o ectoderma cutâneo e o neuroectoderma durante a terceira à oitava semana de gestação. Tipicamente observado na região lombar e lombossacral, o seio dérmico congênito pode ocorrer desde a região do násio e do occipital para baixo.

Publicações científicas
29 artigos
Último publicado: 2024
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q76.0
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Sinais e sintomas

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Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 29/05/2026
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Visão geral

O seio dérmico espinhal é uma condição rara em que há um pequeno trajeto (tracto) revestido por pele na região central das costas, que pode se estender desde a superfície da pele até o interior do canal da coluna vertebral. Esse trajeto é formado por um tipo de tecido semelhante à pele (epitélio escamoso estratificado queratinizado) e pode conter pelos, vasos sanguíneos e, ocasionalmente, fibras nervosas. Por ser uma comunicação entre a pele e o espaço ao redor da medula, há risco de infecções graves, como meningite. A condição é considerada um tipo de disrafismo espinhal fechado.[1]

Sinais e sintomas

O principal sinal é a presença de uma pequena abertura ou covinha na pele da região central das costas, geralmente na linha média, que pode drenar líquido ou estar associada a um tufo de pelos. Dentro do trajeto, é comum encontrar tecido de granulação inflamado, com células de defesa como neutrófilos, linfócitos e plasmócitos. A complicação mais temida é a infecção dentro do canal da coluna (meningite ou abscesso), que pode causar febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço e, em casos graves, danos neurológicos.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há um gene específico identificado como causa do seio dérmico espinhal. A condição não tem padrão de herança definido e não estão disponíveis testes genéticos direcionados para o diagnóstico. O estudo genético, quando realizado, pode incluir exames como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES), mas esses exames são mais úteis para excluir outras condições associadas.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado no exame físico (identificação da abertura na pele na linha média das costas) e em exames de imagem, como ressonância magnética da coluna, que mostra o trajeto do seio e sua extensão até o espaço intratecal. Exames laboratoriais como dosagem de alfa-fetoproteína podem ser solicitados para auxiliar na investigação. Testes genéticos (cariótipo, FISH, sequenciamento do exoma) não são específicos para a doença, mas podem ser usados para descartar outras malformações.[1][3][4]

Tratamento e manejo

O tratamento principal é cirúrgico e tem caráter profilático: a remoção completa do trajeto (tracto) é recomendada para prevenir infecções graves como meningite e abscesso. A cirurgia deve ser realizada por neurocirurgião especializado. Não há medicamento específico aprovado para tratar a malformação em si; antibióticos podem ser usados no caso de infecção instalada, mas a decisão sobre qual medicamento e dose cabe ao médico assistente. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras e exames genéticos (cariótipo, FISH, WES, dosagem de alfa-fetoproteína).[1][4]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica menciona algumas substâncias em associação com o seio dérmico espinhal, mas é importante destacar que essas são apenas correlações de publicações e não representam recomendações de tratamento. As substâncias listadas incluem: Lipids (3 publicações), Aspirin (3), Ficusin (3), Prednisolone (3), Ethanol (2), Folic Acid (2), Reactive Oxygen Species (2), Calcium (2), Ceftriaxone (2) e Cyclosporine (2). Esses dados foram extraídos de mineração de artigos científicos (fonte: PubTator3). Consulte sempre seu médico para decisões sobre tratamento.[4]

Prognóstico e qualidade de vida

Quando diagnosticado precocemente e tratado com cirurgia profilática, o prognóstico é geralmente bom, com baixo risco de complicações infecciosas. Se não tratado, o risco de meningite ou abscesso é significativo, podendo levar a sequelas neurológicas permanentes. O acompanhamento com neurocirurgião e, se necessário, com equipe de reabilitação é importante para garantir a melhor qualidade de vida possível.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
8 papers (10 anos)
#1

In utero Diagnosis of Spinal Dermal Sinus.

Fetal diagnosis and therapy2024

Congenital dermal sinus (CDS) is an open neural tube defect (NTD) that occurs in 1 in 2,500 births a year and often goes undetected until patients present with complications like infection and neurological deficits. Early diagnosis and repair of CDS may prevent formation of these complications. In utero diagnosis of these lesions may improve long-term outcomes by enabling referral to specialty services and planned postnatal repair; however, only 2 such cases have been reported in the literature. We present a third case of in utero diagnosis of CDS with a description and discussion of findings from surgical exploration and pathology. Routine prenatal ultrasound scan detected a tethered cystic structure arising from the back of the fetus at 20 weeks of gestation. Dedicated fetal ultrasound confirmed the presence of a cystic lesion protruding through a lamina defect, while fetal magnetic resonance imaging showed an intact spinal cord and meninges, suggesting a diagnosis of CDS. Neurosurgery followed along closely and took the child for surgical exploration on day 2 of life. A fibrous stalk with an intradural component and associated cord tethering was excised. Histology showed fibrous tissue without an epithelial-lined lumen. CDS is a form of NTD that occurs from nondisjunction of the cutaneous ectoderm and neuroectoderm during formation of the neural tube. Slight differences in how this error occurs can explain variations seen in this spectrum of disease, including CDS without an epithelial-lined lumen as seen in this case. Newborns with CDS can go undiagnosed for years and present with long-term complications. Fetal imaging can assist in early recognition and surgical excision of CDS in newborns.

#2

Focal Spinal Nondisjunction in Primary Neurulation : Limited Dorsal Myeloschisis and Congenital Spinal Dermal Sinus Tract.

Journal of Korean Neurosurgical Society2021 Mar

Spinal dysraphic lesions due to focal nondisjunction in primary neurulation are commonly encountered in paediatric neurosurgery, but the "fog-of-war" on these conditions was only gradually dispersed in the past 10 years by the works of the groups led by the senior author and Prof. Kyu-Chang Wang. It is now clear that limited dorsal myeloschisis and congenital spinal dermal sinus tract are conditions at the two ends of a spectrum; and mixed lesions of them with various configurations exist. This review article summarizes the current understanding of these conditions' embryogenetic mechanisms, pathological anatomy and clinical manifestations, and their management strategy and surgical techniques.

#3

Complete resection and untethering of the cervical and thoracic spinal dermal sinus tracts in adult patients.

Nagoya journal of medical science2020 Aug

Dermal sinus tracts (DSTs) of the cervical and thoracic spine are extremely rare, particularly in adult patients because diagnosis is typically made in the early stage after birth by pediatricians. These cases should be treated surgically as soon as possible to prevent neurological sequelae. This report describes two rare adult cases with cervical and thoracic spine DSTs. The first patient presented with back pain and headache, whose skin lesion had been long known, but disregarded since birth. The second patient had long suffered from residual cervical myelopathy from the prior incomplete surgical treatment. Both cases had these sinus tracts excised completely and had spinal cord untethered successfully without any neurological deterioration. There has been a trend toward earlier diagnosis of these entities, but still some cases that were diagnosed in a delayed fashion or underwent incomplete treatment are reported. Improper management during childhood could lead to irreversible neurological deficit caused by spinal cord tethering and/or direct compression due to DSTs-associated tumors. The early detection and prompt surgical intervention improve the chance of a good surgical outcome. Furthermore, complete excision of the sinus tracts and associated tumors could help prevent future bacterial contamination and recurrence.

#4

Cervical spinal dermal sinus associated with intramedullary spinal cord abscess.

Arquivos de neuro-psiquiatria2017 Feb
#5

Letter to the Editor: Congenital spinal dermal sinus.

Journal of neurosurgery. Pediatrics2016 Jan

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. In utero Diagnosis of Spinal Dermal Sinus.
    Fetal diagnosis and therapy· 2024· PMID 38402872mais citado
  2. Focal Spinal Nondisjunction in Primary Neurulation : Limited Dorsal Myeloschisis and Congenital Spinal Dermal Sinus Tract.
    Journal of Korean Neurosurgical Society· 2021· PMID 33715322mais citado
  3. Complete resection and untethering of the cervical and thoracic spinal dermal sinus tracts in adult patients.
    Nagoya journal of medical science· 2020· PMID 33132440mais citado
  4. Cervical spinal dermal sinus associated with intramedullary spinal cord abscess.
    Arquivos de neuro-psiquiatria· 2017· PMID 28226087mais citado
  5. Letter to the Editor: Congenital spinal dermal sinus.
    Journal of neurosurgery. Pediatrics· 2016· PMID 26431243mais citado
  6. Dermal Sinus Tract of the Thoracic Spine Presenting with Intramedullary Abscess and Cranial Nerve Deficits.
    Pediatr Neurosurg· 2015· PMID 26458220recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:645188(Orphanet)
  2. MONDO:0958344(MONDO)
  3. Busca completa no PubMed(PubMed)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Seio dérmico espinhal
Compêndio · Raras BR

Seio dérmico espinhal

ORPHA:645188 · MONDO:0958344
CID-10
Q76.0 · Espinha bífida oculta
MedGen
UMLS
C5706141
EuropePMC
Papers 10a
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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO