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Síndrome torção társica
ORPHA:99170CID-10 · Q10.3CID-11 · LA14.0YDOENÇA RARA

Esta é uma lista de doenças que começam com a letra "P".

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 01/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome torção társica (Tarsal kink syndrome) é uma malformação congênita rara que afeta o tarso (estrutura que dá sustentação à pálpebra superior). Nessa condição, a pálpebra superior apresenta uma dobra anormal, o que pode levar ao entrópio (virada da pálpebra para dentro) e, consequentemente, ao atrito dos cílios contra a córnea. Se não corrigida cirurgicamente, essa alteração pode causar ulceração da córnea e comprometimento da visão.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais incluem blefaroespasmo (contração involuntária das pálpebras) e ausência do sulco palpebral superior (dobra natural da pálpebra). A borda da pálpebra superior pode ficar voltada para dentro, fazendo com que os cílios arranhem a superfície do olho. Esse atrito constante pode provocar dor, lacrimejamento excessivo e, em casos mais graves, úlcera de córnea.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há um gene específico identificado como causa da Síndrome torção társica. A condição é classificada como uma malformação congênita isolada, sem padrão de herança definido. Estudos genéticos mais amplos, como o sequenciamento completo do exoma, podem ser utilizados na investigação diagnóstica para descartar outras síndromes genéticas que cursam com alterações palpebrais semelhantes.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação da dobra anormal da pálpebra superior e na presença de entrópio. Exames complementares podem ser solicitados para excluir outras condições, como: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. O atendimento em reabilitação para doenças raras também está previsto no âmbito do SUS.[1]

Tratamento e manejo

O tratamento é cirúrgico e tem como objetivo corrigir a dobra anormal do tarso, reposicionar a pálpebra e evitar o atrito dos cílios contra a córnea. A correção precoce é fundamental para prevenir ulceração da córnea e danos visuais permanentes. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome; o manejo é focado na cirurgia e no acompanhamento oftalmológico regular.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Com o diagnóstico precoce e a correção cirúrgica adequada, o prognóstico é geralmente bom, com resolução do entrópio e prevenção de complicações corneanas. Sem tratamento, a ulceração da córnea pode levar à perda permanente da visão. O acompanhamento multidisciplinar, incluindo oftalmologista e geneticista, é recomendado para monitorar possíveis recidivas ou associações com outras condições.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Publicações científicas
6 artigos
Último publicado: 2026 Apr 13
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q10.3
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 01/06/2026
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Visão geral

A Síndrome torção társica (Tarsal kink syndrome) é uma malformação congênita rara que afeta o tarso (estrutura que dá sustentação à pálpebra superior). Nessa condição, a pálpebra superior apresenta uma dobra anormal, o que pode levar ao entrópio (virada da pálpebra para dentro) e, consequentemente, ao atrito dos cílios contra a córnea. Se não corrigida cirurgicamente, essa alteração pode causar ulceração da córnea e comprometimento da visão.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sinais incluem blefaroespasmo (contração involuntária das pálpebras) e ausência do sulco palpebral superior (dobra natural da pálpebra). A borda da pálpebra superior pode ficar voltada para dentro, fazendo com que os cílios arranhem a superfície do olho. Esse atrito constante pode provocar dor, lacrimejamento excessivo e, em casos mais graves, úlcera de córnea.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há um gene específico identificado como causa da Síndrome torção társica. A condição é classificada como uma malformação congênita isolada, sem padrão de herança definido. Estudos genéticos mais amplos, como o sequenciamento completo do exoma, podem ser utilizados na investigação diagnóstica para descartar outras síndromes genéticas que cursam com alterações palpebrais semelhantes.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação da dobra anormal da pálpebra superior e na presença de entrópio. Exames complementares podem ser solicitados para excluir outras condições, como: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. O atendimento em reabilitação para doenças raras também está previsto no âmbito do SUS.[1]

Tratamento e manejo

O tratamento é cirúrgico e tem como objetivo corrigir a dobra anormal do tarso, reposicionar a pálpebra e evitar o atrito dos cílios contra a córnea. A correção precoce é fundamental para prevenir ulceração da córnea e danos visuais permanentes. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome; o manejo é focado na cirurgia e no acompanhamento oftalmológico regular.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Com o diagnóstico precoce e a correção cirúrgica adequada, o prognóstico é geralmente bom, com resolução do entrópio e prevenção de complicações corneanas. Sem tratamento, a ulceração da córnea pode levar à perda permanente da visão. O acompanhamento multidisciplinar, incluindo oftalmologista e geneticista, é recomendado para monitorar possíveis recidivas ou associações com outras condições.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa4desde 2022
Total histórico6PubMed
Últimos 10 anos2publicações
Pico20171 papers
Linha do tempo
2022Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

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Diagnóstico

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
3 papers (10 anos)
#1

Congenital Tarsal Kink Syndrome: Literature Review and Case Report.

Children (Basel, Switzerland)2022 Jan 01

The congenital tarsal kink syndrome is a rare form of congenital upper eyelid entropion associated with cardiovascular, musculoskeletal or central nervous system disorders. This syndrome must be recognized and surgically treated as a perinatal emergency to avoid associated complications-corneal ulcer, corneal leucoma, secondary amblyopia and decreased vision among children. A literature review was conducted to clarify the diagnosis particularities and the corrective surgery options of the congenital entropion on the upper eyelid. Four relevant studies were found by researching the Web of Science and PubMed databases up to November 2021 for "congenital tarsal kink syndrome" and "congenital upper eyelid entropion". In this paper, we present a case of congenital unilateral entropion of the upper left eyelid in the context of a tarsal kink syndrome in a one-month old infant, manifested by the absence of eyelashes on the upper eyelid of the left eye, hyperlacrimation and conjunctival hyperemia. Essential in managing the upper eyelid entropion is protecting the cornea. Furthermore, correcting a tarsal kink is eminently surgical, choosing between open or closed procedures. Herein, we address the difficulty in the timely diagnosis of this uncommon condition and make formal recommendations based on all reported cases.

#2

A Simple New Technique for Treatment of Tarsal Kink Syndrome.

Ophthalmic plastic and reconstructive surgery2017

Congenital tarsal kink syndrome is a rare type of upper eyelid entropion associated with keratitis due to trichiasis. The authors describe a new technique for treatment of congenital horizontal tarsal kink syndrome by means of absorbable everting sutures via a posterior approach. A neonate was referred to eye clinic with right eye redness and corneal opacity since birth. Clinical examination revealed inversion of the eyelid margin with a horizontal kink in the tarsal plate and corneal ulcer. Surgical treatment resulted in successful correction of upper eyelid malpositioning, rapid resolution of the corneal ulcer with excellent anatomical outcome, visual development and cosmesis, with no evidence of recurrence after 6 years. Absorbable everting sutures via a posterior approach is a simple, minimally invasive, and effective surgical technique for treatment of congenital horizontal tarsal kink syndrome.

Publicações recentes

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Congenital Tarsal Kink Syndrome: Literature Review and Case Report.
    Children (Basel, Switzerland)· 2022· PMID 35053656mais citado
  2. A Simple New Technique for Treatment of Tarsal Kink Syndrome.
    Ophthalmic plastic and reconstructive surgery· 2017· PMID 26950473mais citado
  3. Congenital tarsal kink syndrome.
    J Fr Ophtalmol· 2026· PMID 41980458recente
  4. The surgical treatment of congenital tarsal kink syndrome associated with corneal ulcer.
    Ophthalmic Surg Lasers Imaging· 2011· PMID 22150602recente
  5. Tarsal kink syndrome associated with congenital corneal ulcer.
    Ophthalmic Plast Reconstr Surg· 2003· PMID 12544799recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:99170(Orphanet)
  2. MONDO:0020462(MONDO)
  3. GARD:19672(GARD (NIH))
  4. Busca completa no PubMed(PubMed)
  5. Q55789402(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Síndrome torção társica
Compêndio · Raras BR

Síndrome torção társica

ORPHA:99170 · MONDO:0020462
CID-10
Q10.3 · Outras malformações congênitas das pálpebras
CID-11
MedGen
UMLS
C5681629
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DiscussaoAtiva

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata