Apodia isolada é uma malformação congênita rara caracterizada pela ausência completa de um ou mais membros inferiores, sem outras anomalias associadas. A condição afeta o desenvolvimento dos membros durante a gestação, resultando em um membro ausente ou rudimentar.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A apodia isolada é uma condição rara caracterizada pela ausência completa de um ou mais pés ao nascimento, sem que haja outras malformações associadas em outros sistemas do corpo. Essa condição é classificada como um tipo de deficiência transversal de membro e pode afetar um ou ambos os lados. A apodia isolada é distinta de síndromes mais complexas que incluem a ausência de pés juntamente com outras anomalias.[1]
Sinais e sintomas
O principal sinal da apodia isolada é a ausência total de um ou ambos os pés desde o nascimento. A perna geralmente termina em um coto arredondado, sem estruturas do pé. Não há outros sintomas ou malformações em outros órgãos, o que diferencia essa condição de síndromes mais abrangentes. A mobilidade e o desenvolvimento da criança podem ser afetados, mas com adaptações adequadas é possível alcançar boa funcionalidade.[1]
Causas genéticas
A causa genética da apodia isolada ainda não foi completamente elucidada. Até o momento, não há um gene específico associado a essa condição nos bancos de dados genéticos consultados. Acredita-se que fatores ambientais e genéticos possam estar envolvidos, mas mais estudos são necessários para esclarecer os mecanismos exatos.[1][2]
Diagnóstico
O diagnóstico da apodia isolada é essencialmente clínico, baseado no exame físico ao nascimento, que revela a ausência completa do pé. Exames de imagem, como radiografias, podem confirmar a ausência dos ossos do pé. Para afastar síndromes genéticas associadas, podem ser solicitados exames como cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. O aconselhamento genético pode ser oferecido às famílias.[1]
Tratamento e manejo
O manejo da apodia isolada é multidisciplinar e focado na reabilitação e adaptação funcional. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento disponível no SUS. Próteses e órteses podem ser indicadas para melhorar a mobilidade e a qualidade de vida. O acompanhamento com fisioterapia, terapia ocupacional e suporte psicológico é importante para o desenvolvimento da criança e adaptação da família. Não há medicamentos específicos para tratar a condição em si.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com intervenção precoce e reabilitação adequada, a maioria das pessoas com apodia isolada pode levar uma vida ativa e independente. O uso de próteses modernas permite a prática de esportes e atividades cotidianas. O prognóstico é geralmente bom, especialmente quando não há outras condições associadas. O suporte familiar e o acesso a serviços de reabilitação são fatores importantes para o desenvolvimento pleno.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A apodia isolada é uma alteração física congênita em que a pessoa nasce com a ausência de um ou de ambos os pés. Ela é classificada nos catálogos médicos oficiais como uma anomalia morfológica e não costuma vir acompanhada de outras alterações de órgãos na sua forma isolada. As causas genéticas precisas e os genes responsáveis ainda não foram catalogados pela ciência. Não há remédios específicos para a condição, e ela não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde. No SUS, o suporte principal para a funcionalidade ocorre por meio do procedimento de Atendimento em reabilitação — doenças raras.
Apodia isolada é uma malformação congênita rara caracterizada pela ausência completa de um ou mais membros inferiores, sem outras anomalias associadas. A condição afeta o desenvolvimento dos membros durante a gestação, resultando em um membro ausente ou rudimentar.
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Diagnóstico
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As causas genéticas específicas e os genes responsáveis pela apodia isolada ainda não se encontram catalogados nas bases científicas oficiais. O padrão exato de herança genética também não foi determinado nos registros médicos de referência.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Apodia isolada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/apodia-isolada
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Apodia isolada
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata