A deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas é uma anomalia da síntese de ácidos biliares caracterizada por má absorção de gorduras, colestase neonatal e falha de crescimento.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas é uma condição rara que afeta a produção de ácidos biliares no fígado. Os ácidos biliares são substâncias essenciais para a digestão e absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis. Nesta condição, o corpo não consegue produzir adequadamente esses ácidos, o que leva a problemas de absorção de gorduras, acúmulo de bile no fígado (colestase neonatal) e dificuldade de crescimento nos primeiros meses de vida.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas descritos na literatura incluem má absorção de gorduras (fezes claras, gordurosas e com odor forte), colestase neonatal (icterícia que persiste após as primeiras semanas de vida, com acúmulo de bile no fígado) e falha de crescimento (dificuldade em ganhar peso e altura adequados para a idade). Os sintomas geralmente começam ainda no período neonatal ou na primeira infância.[1]
Causas genéticas
A causa genética exata desta condição ainda não foi completamente identificada. Até o momento, não há um gene específico confirmado como responsável pela Deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas. O padrão de herança também permanece desconhecido. Pesquisas em andamento buscam esclarecer as bases genéticas da doença.[1][2]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas (má absorção de gorduras, colestase neonatal e falha de crescimento) e em exames laboratoriais que identificam o perfil anormal de ácidos biliares. Testes genéticos estão disponíveis (1 teste genético registrado), mas, como a causa genética ainda não é conhecida, o diagnóstico genético pode não ser conclusivo. O código CID-10 associado é K76.8 (outras doenças especificadas do fígado).[1][2]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na suplementação nutricional. Como a condição causa má absorção de gorduras, a dieta pode precisar ser adaptada, com uso de fórmulas especiais ricas em triglicerídeos de cadeia média (TCM) e suplementação de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). O acompanhamento com gastroenterologista pediátrico e nutricionista é essencial. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição no Brasil, e o tratamento é individualizado. Não há cobertura pelo SUS para procedimentos específicos relacionados a esta doença.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos específicos listados na literatura científica como tratamento para esta condição. As abordagens descritas são exclusivamente de suporte nutricional e manejo dos sintomas, conforme mencionado na seção anterior.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento de suporte. Com diagnóstico precoce e manejo nutricional adequado, muitas crianças podem ter melhora dos sintomas de má absorção e do crescimento. No entanto, a colestase neonatal pode evoluir para doença hepática crônica em alguns casos. O acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar a função hepática e o estado nutricional.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas é uma condição rara em que o fígado tem dificuldade para produzir adequadamente os ácidos da bile. Os primeiros sinais costumam aparecer nas primeiras semanas de vida ou na infância, com má absorção de gorduras, pele e olhos amarelados por colestase e dificuldade no ganho de peso da criança. No Brasil, a condição não possui um protocolo clínico próprio (PCDT) nem medicamentos específicos fornecidos em lista pelo SUS, exigindo acompanhamento pediátrico especializado individualizado.
A deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas é uma anomalia da síntese de ácidos biliares caracterizada por má absorção de gorduras, colestase neonatal e falha de crescimento.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Linha do tempo
Do mais antigo ao mais recente
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Ainda não achamos doenças com sintomas parecidos o suficiente.
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A doença é causada por um erro inato do metabolismo que afeta a conjugação e a síntese enzimática de amidas dos ácidos biliares. Os genes específicos e o padrão exato de herança ainda não constam estabelecidos nos catálogos de doenças raras.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-coa-ligase-biliar-e-defeito-da-sintese-de-amidas
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Deficiência de CoA ligase biliar e defeito da síntese de amidas
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA