Deficiência de G6PD é uma condição genética que causa anemia hemolítica após exposição a certos alimentos, medicamentos ou infecções. É mais comum em homens e pode variar de assintomática a grave.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é uma condição hereditária que afeta a capacidade das células vermelhas do sangue de se protegerem contra danos causados por certas substâncias ou infecções. Essa doença é causada por alterações no gene responsável pela produção da enzima G6PD, que ajuda a neutralizar substâncias oxidantes. Quando a enzima está deficiente, as hemácias podem se romper prematuramente, levando a episódios de anemia hemolítica. A condição é mais comum em regiões onde a malária é ou foi endêmica, mas pode ocorrer em qualquer população.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas da deficiência de G6PD geralmente aparecem após exposição a fatores desencadeantes, como certos medicamentos, infecções ou ingestão de favas. Os principais sinais incluem palidez, cansaço, icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), urina escura (cor de chá ou Coca-Cola) e, em casos graves, falta de ar e taquicardia. Esses episódios são chamados de crises hemolíticas e podem ser agudos, mas geralmente são reversíveis quando o fator desencadeante é removido.[1]
Causas genéticas
A deficiência de G6PD é causada por mutações no gene G6PD, localizado no cromossomo X. Por isso, a condição é mais frequente em homens, que possuem apenas um cromossomo X. Mulheres podem ser portadoras ou, mais raramente, apresentar sintomas se tiverem mutações em ambos os cromossomos X. O padrão de herança é ligado ao X, e a gravidade varia conforme a variante genética específica. Mais de 400 variantes já foram descritas, algumas associadas a formas mais leves e outras a formas mais graves da doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da deficiência de G6PD é feito por meio de exames laboratoriais que medem a atividade da enzima nas hemácias. Testes de triagem, como o teste de fluorescência, podem ser usados, mas a confirmação geralmente requer a dosagem quantitativa da atividade enzimática. Testes genéticos podem identificar a mutação específica no gene G6PD, auxiliando no aconselhamento genético e na previsão da gravidade. A condição é classificada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) sob o código D55.0.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O manejo da deficiência de G6PD é baseado principalmente na prevenção de crises hemolíticas. Isso inclui evitar medicamentos e substâncias conhecidas por desencadear hemólise, como alguns antibióticos (sulfonamidas), antimaláricos (primaquina) e analgésicos (aspirina em altas doses). Também é importante evitar a ingestão de favas e tratar prontamente infecções. Durante uma crise hemolítica aguda, o tratamento é de suporte, podendo incluir hidratação e, em casos graves, transfusão de sangue. Não há cura para a deficiência enzimática, mas a maioria das pessoas leva uma vida normal com cuidados adequados.[1][4]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona diversas substâncias em associação com a deficiência de G6PD, mas é importante destacar que essas são apenas correlações observadas em estudos e não representam recomendações de tratamento. Entre as substâncias mais citadas estão: Primaquina (100 publicações), Bilirrubina (48), Glutationa (48), NADP (36), Espécies Reativas de Oxigênio (24), Azul de Metileno (24), Tafenoquina (20), Lipídios (19), Ácido Ascórbico (18) e Peróxido de Hidrogênio (15). Esses dados foram extraídos de uma mineração da literatura científica (PubMed/NCBI) e não devem ser interpretados como orientação clínica.[4]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para pessoas com deficiência de G6PD é geralmente bom, desde que os fatores desencadeantes sejam evitados. A maioria dos indivíduos não apresenta sintomas no dia a dia e tem expectativa de vida normal. As crises hemolíticas, quando ocorrem, costumam ser autolimitadas e reversíveis. No entanto, em recém-nascidos, a condição pode causar icterícia neonatal grave, que requer tratamento para evitar complicações neurológicas. Com acompanhamento médico e orientação adequada, a qualidade de vida é preservada.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Deficiência de G6PD é uma condição genética que causa anemia hemolítica após exposição a certos alimentos, medicamentos ou infecções. É mais comum em homens e pode variar de assintomática a grave.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é uma condição hereditária que afeta a capacidade das células vermelhas do sangue de se protegerem contra danos causados por certas substâncias ou infecções. Essa doença é causada por alterações no gene responsável pela produção da enzima G6PD, que ajuda a neutralizar substâncias oxidantes. Quando a enzima está deficiente, as hemácias podem se romper prematuramente, levando a episódios de anemia hemolítica. A condição é mais comum em regiões onde a malária é ou foi endêmica, mas pode ocorrer em qualquer população.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas da deficiência de G6PD geralmente aparecem após exposição a fatores desencadeantes, como certos medicamentos, infecções ou ingestão de favas. Os principais sinais incluem palidez, cansaço, icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), urina escura (cor de chá ou Coca-Cola) e, em casos graves, falta de ar e taquicardia. Esses episódios são chamados de crises hemolíticas e podem ser agudos, mas geralmente são reversíveis quando o fator desencadeante é removido.[1]
Causas genéticas
A deficiência de G6PD é causada por mutações no gene G6PD, localizado no cromossomo X. Por isso, a condição é mais frequente em homens, que possuem apenas um cromossomo X. Mulheres podem ser portadoras ou, mais raramente, apresentar sintomas se tiverem mutações em ambos os cromossomos X. O padrão de herança é ligado ao X, e a gravidade varia conforme a variante genética específica. Mais de 400 variantes já foram descritas, algumas associadas a formas mais leves e outras a formas mais graves da doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da deficiência de G6PD é feito por meio de exames laboratoriais que medem a atividade da enzima nas hemácias. Testes de triagem, como o teste de fluorescência, podem ser usados, mas a confirmação geralmente requer a dosagem quantitativa da atividade enzimática. Testes genéticos podem identificar a mutação específica no gene G6PD, auxiliando no aconselhamento genético e na previsão da gravidade. A condição é classificada na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) sob o código D55.0.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O manejo da deficiência de G6PD é baseado principalmente na prevenção de crises hemolíticas. Isso inclui evitar medicamentos e substâncias conhecidas por desencadear hemólise, como alguns antibióticos (sulfonamidas), antimaláricos (primaquina) e analgésicos (aspirina em altas doses). Também é importante evitar a ingestão de favas e tratar prontamente infecções. Durante uma crise hemolítica aguda, o tratamento é de suporte, podendo incluir hidratação e, em casos graves, transfusão de sangue. Não há cura para a deficiência enzimática, mas a maioria das pessoas leva uma vida normal com cuidados adequados.[1][4]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona diversas substâncias em associação com a deficiência de G6PD, mas é importante destacar que essas são apenas correlações observadas em estudos e não representam recomendações de tratamento. Entre as substâncias mais citadas estão: Primaquina (100 publicações), Bilirrubina (48), Glutationa (48), NADP (36), Espécies Reativas de Oxigênio (24), Azul de Metileno (24), Tafenoquina (20), Lipídios (19), Ácido Ascórbico (18) e Peróxido de Hidrogênio (15). Esses dados foram extraídos de uma mineração da literatura científica (PubMed/NCBI) e não devem ser interpretados como orientação clínica.[4]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para pessoas com deficiência de G6PD é geralmente bom, desde que os fatores desencadeantes sejam evitados. A maioria dos indivíduos não apresenta sintomas no dia a dia e tem expectativa de vida normal. As crises hemolíticas, quando ocorrem, costumam ser autolimitadas e reversíveis. No entanto, em recém-nascidos, a condição pode causar icterícia neonatal grave, que requer tratamento para evitar complicações neurológicas. Com acompanhamento médico e orientação adequada, a qualidade de vida é preservada.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
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Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Navigating adulthood with PKU: metabolic outcomes, quality of life, and mental health 4.5 years post-transition.
Prevalence estimation of a rare disease with the French National Rare Disease Registry: example of TNF receptor associated periodic syndrome (TRAPS).
Clinical burden of propionic acidemia in the United States: a claims-based study by age stratum.
Genotype-phenotype correlation and founder effect analysis in southeast Chinese patients with sialidosis type I.
Estimating mortality in rare diseases using a population-based registry, 2002 through 2019.
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Publicações científicas
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- Genotype-phenotype correlation and founder effect analysis in southeast Chinese patients with sialidosis type I.
- Estimating mortality in rare diseases using a population-based registry, 2002 through 2019.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:362(Orphanet)
- MONDO:0040671(MONDO)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Artigo Wikipedia(Wikipedia)
- Q848343(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata