Um distúrbio da absorção e transporte de lipídios caracterizado por esteatorreia com fezes de odor fétido desde o nascimento, caroteno sérico e vitamina E diminuídos e uma deficiência combinada das enzimas pancreáticas lipase e colipase. Os pacientes são, fora isso, saudáveis e se desenvolvem normalmente, sem doença pancreática aparente. Não houve descrições adicionais na literatura desde 1990.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O Déficit combinado da lipase - colipase pancreática é uma doença genética rara que afeta a absorção e o transporte de gorduras no organismo. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição se manifesta desde o nascimento (período neonatal) e, até o momento, não há descrições na literatura médica após o ano de 1990.[1]
Sinais e sintomas
O principal sintoma é a esteatorreia, ou seja, a presença de fezes volumosas, com odor fétido e aspecto gorduroso, que aparece desde o nascimento. Isso ocorre porque o pâncreas não produz quantidades suficientes das enzimas lipase e colipase, essenciais para digerir as gorduras da alimentação. Como consequência, os níveis de carotenoides e de vitamina E no sangue podem estar diminuídos. Apesar dessas alterações, os pacientes geralmente não apresentam outros problemas de saúde e se desenvolvem de forma normal, sem evidências de doença pancreática.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) em genes que ainda não foram formalmente identificados ou confirmados em bases de dados genéticas oficiais. Até o momento, não há um gene específico listado para essa condição no OMIM ou no GenCC. A herança genética não está estabelecida, e acredita-se que o padrão possa ser autossômico recessivo, mas isso não foi comprovado.[1][2][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na observação clínica dos sintomas (esteatorreia desde o nascimento) e na demonstração laboratorial da deficiência combinada das enzimas lipase e colipase pancreáticas, na ausência de outras doenças pancreáticas. Exames de sangue podem mostrar níveis baixos de caroteno e vitamina E. Testes genéticos estão disponíveis (há pelo menos um teste registrado), mas, como os genes causadores não foram identificados, o diagnóstico genético pode não ser conclusivo. A condição é classificada na CID-10 como K90.3 e no OMIM como #614338.[1][2][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é baseado na reposição das enzimas pancreáticas (lipase e colipase) por via oral, geralmente na forma de cápsulas ou pós que contêm enzimas pancreáticas suínas (pancreatina). O objetivo é melhorar a digestão das gorduras e reduzir a esteatorreia. Além disso, pode ser necessária a suplementação de vitaminas lipossolúveis, especialmente a vitamina E, para prevenir deficiências. É importante que o acompanhamento seja feito por um médico especialista (gastroenterologista ou nutrólogo) para ajustar as doses conforme a necessidade individual. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para essa doença no Brasil.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos específicos listados na literatura científica como tratamento para esta doença. As informações disponíveis são baseadas em relatos de casos antigos (anteriores a 1990) e não há dados de ensaios clínicos ou publicações recentes que indiquem medicamentos aprovados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é geralmente bom para os pacientes que recebem tratamento adequado com reposição enzimática e suplementação vitamínica. As crianças afetadas tendem a crescer e se desenvolver normalmente, sem complicações pancreáticas ou outros problemas de saúde. No entanto, sem tratamento, a má absorção de gorduras pode levar a deficiências nutricionais e atraso no crescimento. Como a doença é muito rara e os relatos são escassos, o acompanhamento médico contínuo é essencial para monitorar o estado nutricional e ajustar a terapia.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
O déficit combinado da lipase - colipase pancreática é uma condição rara que afeta a capacidade do sistema digestivo de quebrar e absorver as gorduras dos alimentos. O sinal característico é a presença de esteatorreia, ou seja, fezes gordurosas e de cheiro muito forte observadas desde os primeiros dias de vida do bebê. Os exames de sangue costumam apontar níveis baixos de caroteno e de vitamina E, mas os indivíduos afetados apresentam bom desenvolvimento corporal geral. No Brasil, a doença não conta com Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) oficial publicado pelo Ministério da Saúde, devendo o seguimento ocorrer junto à rede de saúde.
Um distúrbio da absorção e transporte de lipídios caracterizado por esteatorreia com fezes de odor fétido desde o nascimento, caroteno sérico e vitamina E diminuídos e uma deficiência combinada das enzimas pancreáticas lipase e colipase. Os pacientes são, fora isso, saudáveis e se desenvolvem normalmente, sem doença pancreática aparente. Não houve descrições adicionais na literatura desde 1990.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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A condição é causada pela falta conjunta de duas enzimas do pâncreas essenciais para digerir gorduras: a lipase e a colipase. A alteração genética subjacente e o padrão de herança ainda não foram identificados nos catálogos científicos.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Déficit combinado da lipase - colipase pancreática. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficit-combinado-da-lipase-colipase-pancreatica
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Déficit combinado da lipase - colipase pancreática
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata