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Doença de Salla de gravidade intermediária
ORPHA:309331CID-10 · E77.8CID-11 · 5C56.4DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Herança AR

Doença rara neurodegenerativa com deficiência de sialina (gene SLC17A5), apresentando gravidade intermediária. Causa atraso no desenvolvimento, convulsões e problemas de movimento, com progressão mais lenta que formas graves.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 02/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Doença de Salla de gravidade intermediária é uma condição genética rara que faz parte do espectro das doenças de armazenamento de ácido siálico livre. Ela é causada por alterações no gene SLC17A5, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada sialina, essencial para o transporte de ácido siálico para fora dos lisossomos. Quando essa proteína não funciona corretamente, o ácido siálico se acumula dentro das células, especialmente no sistema nervoso, levando aos sintomas da doença. A forma intermediária apresenta gravidade entre a forma leve (doença de Salla típica) e a forma grave (doença de Salla grave).[1]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da Doença de Salla de gravidade intermediária geralmente aparecem na infância e podem incluir atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de coordenação motora (ataxia), hipotonia (tônus muscular baixo), convulsões e comprometimento intelectual de moderado a grave. Alguns pacientes podem apresentar alterações na fala, problemas de deglutição e anormalidades esqueléticas leves. A progressão dos sintomas varia entre os indivíduos.[1]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene SLC17A5, localizado no cromossomo 6. Esse gene codifica a proteína sialina, que atua como um transportador de ácido siálico nos lisossomos. Mutações que reduzem, mas não eliminam completamente, a atividade da sialina resultam na forma intermediária da doença. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico da Doença de Salla de gravidade intermediária é baseado na suspeita clínica e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Os exames disponíveis no SUS incluem: dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). O sequenciamento do gene SLC17A5 pode identificar as mutações causadoras. Atualmente, há 192 variantes descritas no ClinVar associadas a essa condição.[1][2]

Tratamento e manejo

O tratamento da Doença de Salla de gravidade intermediária é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Não há cura específica disponível até o momento. As abordagens incluem fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte educacional para atrasos no desenvolvimento. O acompanhamento com neurologista, geneticista e outros especialistas é recomendado. No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir parte dessas terapias.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico da Doença de Salla de gravidade intermediária varia conforme a gravidade dos sintomas e a rapidez do suporte multidisciplinar. Muitos pacientes apresentam comprometimento intelectual e motor ao longo da vida, mas com intervenções adequadas é possível melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida. A expectativa de vida pode ser reduzida em comparação com a população geral, especialmente nos casos com sintomas mais graves, como convulsões de difícil controle e problemas de deglutição.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A Doença de Salla de gravidade intermediária é uma condição genética rara ligada a alterações no gene SLC17A5. Na literatura médica, a condição está associada a achados neurológicos no cérebro, como a hipomielinização. O diagnóstico pode ser estabelecido por meio de exames moleculares específicos registrados que avaliam o gene causador. Esta condição não consta na lista de PCDTs do Ministério da Saúde e não tem medicamentos dispensados pelo SUS, sendo o suporte oferecido pela rede de assistência a doenças raras.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara neurodegenerativa com deficiência de sialina (gene SLC17A5), apresentando gravidade intermediária. Causa atraso no desenvolvimento, convulsões e problemas de movimento, com progressão mais lenta que formas graves.

Publicações científicas
4 artigos
Último publicado: 2023 Nov
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
6 procedimentos SIGTAPCID-10: E77.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (6)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Genética e causas

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Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Autosomal recessive
SLC17A5SialinDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (3)
Organic anion transport by SLC5/17/25 transportersSialic acid metabolismHyaluronan degradation
MECANISMO DE DOENÇA

Salla disease

Sialic acid storage disease (SASD). SASDs are autosomal recessive neurodegenerative disorders characterized by hypotonia, cerebellar ataxia and intellectual disability. They are caused by a defect in the metabolism of sialic acid which results in increased urinary excretion of unconjugated sialic acid, specifically N-acetylneuraminic acid. Enlarged lysosomes are seen on electron microscopic studies. Clinical symptoms of SD present usually at age less than 1 year and progression is slow.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Tireoide
53.3 TPM
Fibroblastos
40.9 TPM
Glândula salivar
31.2 TPM
Aorta
27.6 TPM
Artéria coronária
23.4 TPM
OUTRAS DOENÇAS (3)
Salla diseasefree sialic acid storage disease, infantile formintermediate severe Salla disease
HGNC:10933UniProt:Q9NRA2

Variantes genéticas (ClinVar)

192 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 SLC17A5: NM_012434.5(SLC17A5):c.753_754del (p.Pro252fs) ()
🧬 SLC17A5: GRCh37/hg19 6q12-13(chr6:68357758-74447347)x1 ()
🧬 SLC17A5: NM_012434.5(SLC17A5):c.291+1G>A ()
🧬 SLC17A5: NM_012434.5(SLC17A5):c.1238del (p.Asn413fs) ()
🧬 SLC17A5: NM_012434.5(SLC17A5):c.653G>A (p.Gly218Glu) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 1 variantes classificadas pelo ClinVar.

1
Patogênica (100.0%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
SLC17A5: NM_012434.5(SLC17A5):c.819+1G>A [Pathogenic]

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
2 papers (10 anos)
#1

Longitudinal Characterization of the Clinical Course of Intermediate-Severe Salla Disease.

Pediatric neurology2023 Nov

Biallelic pathogenic variants in SLC17A5 cause three forms of free sialic acid storage disease categorized based on severity from least to most severe: Salla disease, intermediate-severe Salla disease, and infantile free sialic acid storage disease. Intermediate-severe Salla disease is the most recently described form. Here, we report a longitudinal characterization of intermediate-severe Salla disease progression in two sisters carrying the following biallelic variants in SLC17A5: c.406A>G (p.Lys136Glu) and c.819+1G>A. A retrospective review of medical records was performed. A developmental questionnaire was completed to obtain further clinical information. For functional characterization of the predicted splice site variant, RNA was extracted from patient blood samples and sequenced. Disease onset occurred within the first six months of life in both patients. Early childhood development was delayed with achievement of some milestones followed by a developmental plateau in late childhood. After this, both patients began a slow and progressive neurological regression in adolescence. Functional studies confirmed the pathogenicity of the c.819+1G>A variant, resulting in a frameshift and deletion of exon 6. We present a detailed study describing the clinical course of intermediate-severe Salla disease with over 15 to 20 years of evolution and demonstrate the pathogenicity of the c.819+1G>A splice site variant.

#2

A New Patient With Intermediate Severe Salla Disease With Hypomyelination: A Literature Review for Salla Disease.

Pediatric neurology2017 Sep

Likely pathogenic variants in SLC17A5 results in allelic disorders of free sialic acid metabolism including (1) infantile free sialic acid storage disease with severe global developmental delay, coarse facial features, hepatosplenomegaly, and cardiomegaly; (2) intermediate severe Salla disease with moderate to severe global developmental delay, hypotonia, and hypomyelination with or without coarse facial features, and (3) Salla disease with normal appearance, mild cognitive dysfunction, and spasticity. This five-year-old girl presented with infantile-onset severe global developmental delay, truncal hypotonia, and generalized dystonia following normal development during her first six months of life. Brain magnetic resonance imaging showed marked hypomyelination and a thin corpus callosum at age 19 months, both unchanged on follow-up at age 28 months. Urine free sialic acid was moderately elevated. Cerebrospinal fluid free sialic acid was marginally elevated. Sequencing of SLC17A5 revealed compound heterozygous likely pathogenic variants, namely, a known missense (c.291G>A) variant and a novel truncating (c.819+1G>A) variant, confirming the diagnosis of Salla disease at age 3.5 years. We report a new patient with intermediate severe Salla disease. Normal or marginally elevated urine or cerebrospinal fluid free sialic acid levels cannot exclude Salla disease. In patients with progressive global developmental delay and hypomyelination on brain magnetic resonance imaging, Salla disease should be included into the differential diagnosis.

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Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A enfermidade é causada por alterações genéticas no gene SLC17A5. Esse gene é responsável pela codificação da proteína Sialin.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:10871
    GARD (NIH)
  3. Q3843807
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Doença de Salla de gravidade intermediária. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/doenca-de-salla-de-gravidade-intermediaria

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Doença de Salla de gravidade intermediária

ORPHA:309331 · MONDO:0017737
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
6 procedimentos
Geral
CID-10
E77.8 · Outros distúrbios do metabolismo de glicoproteínas
CID-11
MedGen
UMLS
C1096903
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara