Doença rara neurodegenerativa com deficiência de sialina (gene SLC17A5), apresentando gravidade intermediária. Causa atraso no desenvolvimento, convulsões e problemas de movimento, com progressão mais lenta que formas graves.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Doença de Salla de gravidade intermediária é uma condição genética rara que faz parte do espectro das doenças de armazenamento de ácido siálico livre. Ela é causada por alterações no gene SLC17A5, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada sialina, essencial para o transporte de ácido siálico para fora dos lisossomos. Quando essa proteína não funciona corretamente, o ácido siálico se acumula dentro das células, especialmente no sistema nervoso, levando aos sintomas da doença. A forma intermediária apresenta gravidade entre a forma leve (doença de Salla típica) e a forma grave (doença de Salla grave).[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Doença de Salla de gravidade intermediária geralmente aparecem na infância e podem incluir atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de coordenação motora (ataxia), hipotonia (tônus muscular baixo), convulsões e comprometimento intelectual de moderado a grave. Alguns pacientes podem apresentar alterações na fala, problemas de deglutição e anormalidades esqueléticas leves. A progressão dos sintomas varia entre os indivíduos.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene SLC17A5, localizado no cromossomo 6. Esse gene codifica a proteína sialina, que atua como um transportador de ácido siálico nos lisossomos. Mutações que reduzem, mas não eliminam completamente, a atividade da sialina resultam na forma intermediária da doença. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da Doença de Salla de gravidade intermediária é baseado na suspeita clínica e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Os exames disponíveis no SUS incluem: dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). O sequenciamento do gene SLC17A5 pode identificar as mutações causadoras. Atualmente, há 192 variantes descritas no ClinVar associadas a essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da Doença de Salla de gravidade intermediária é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Não há cura específica disponível até o momento. As abordagens incluem fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte educacional para atrasos no desenvolvimento. O acompanhamento com neurologista, geneticista e outros especialistas é recomendado. No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir parte dessas terapias.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Doença de Salla de gravidade intermediária varia conforme a gravidade dos sintomas e a rapidez do suporte multidisciplinar. Muitos pacientes apresentam comprometimento intelectual e motor ao longo da vida, mas com intervenções adequadas é possível melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida. A expectativa de vida pode ser reduzida em comparação com a população geral, especialmente nos casos com sintomas mais graves, como convulsões de difícil controle e problemas de deglutição.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara neurodegenerativa com deficiência de sialina (gene SLC17A5), apresentando gravidade intermediária. Causa atraso no desenvolvimento, convulsões e problemas de movimento, com progressão mais lenta que formas graves.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Doença de Salla de gravidade intermediária é uma condição genética rara que faz parte do espectro das doenças de armazenamento de ácido siálico livre. Ela é causada por alterações no gene SLC17A5, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada sialina, essencial para o transporte de ácido siálico para fora dos lisossomos. Quando essa proteína não funciona corretamente, o ácido siálico se acumula dentro das células, especialmente no sistema nervoso, levando aos sintomas da doença. A forma intermediária apresenta gravidade entre a forma leve (doença de Salla típica) e a forma grave (doença de Salla grave).[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Doença de Salla de gravidade intermediária geralmente aparecem na infância e podem incluir atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de coordenação motora (ataxia), hipotonia (tônus muscular baixo), convulsões e comprometimento intelectual de moderado a grave. Alguns pacientes podem apresentar alterações na fala, problemas de deglutição e anormalidades esqueléticas leves. A progressão dos sintomas varia entre os indivíduos.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene SLC17A5, localizado no cromossomo 6. Esse gene codifica a proteína sialina, que atua como um transportador de ácido siálico nos lisossomos. Mutações que reduzem, mas não eliminam completamente, a atividade da sialina resultam na forma intermediária da doença. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da Doença de Salla de gravidade intermediária é baseado na suspeita clínica e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Os exames disponíveis no SUS incluem: dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). O sequenciamento do gene SLC17A5 pode identificar as mutações causadoras. Atualmente, há 192 variantes descritas no ClinVar associadas a essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da Doença de Salla de gravidade intermediária é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Não há cura específica disponível até o momento. As abordagens incluem fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte educacional para atrasos no desenvolvimento. O acompanhamento com neurologista, geneticista e outros especialistas é recomendado. No Brasil, o SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir parte dessas terapias.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Doença de Salla de gravidade intermediária varia conforme a gravidade dos sintomas e a rapidez do suporte multidisciplinar. Muitos pacientes apresentam comprometimento intelectual e motor ao longo da vida, mas com intervenções adequadas é possível melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida. A expectativa de vida pode ser reduzida em comparação com a população geral, especialmente nos casos com sintomas mais graves, como convulsões de difícil controle e problemas de deglutição.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Multifunctional anion transporter that operates via two distinct transport mechanisms, namely proton-coupled anion cotransport and membrane potential-dependent anion transport (PubMed:15510212, PubMed:21781115, PubMed:22778404, PubMed:23889254). Electroneutral proton-coupled acidic monosaccharide symporter, with a sugar to proton stoichiometry of 1:1. Exports glucuronic acid and free sialic acid derived from sialoglycoconjugate degradation out of lysosomes, driven by outwardly directed lysosomal
Basolateral cell membraneCytoplasmic vesicle, secretory vesicle, synaptic vesicle membraneLysosome membrane
Salla disease
Sialic acid storage disease (SASD). SASDs are autosomal recessive neurodegenerative disorders characterized by hypotonia, cerebellar ataxia and intellectual disability. They are caused by a defect in the metabolism of sialic acid which results in increased urinary excretion of unconjugated sialic acid, specifically N-acetylneuraminic acid. Enlarged lysosomes are seen on electron microscopic studies. Clinical symptoms of SD present usually at age less than 1 year and progression is slow.
Variantes genéticas (ClinVar)
192 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 1 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Longitudinal Characterization of the Clinical Course of Intermediate-Severe Salla Disease.
Biallelic pathogenic variants in SLC17A5 cause three forms of free sialic acid storage disease categorized based on severity from least to most severe: Salla disease, intermediate-severe Salla disease, and infantile free sialic acid storage disease. Intermediate-severe Salla disease is the most recently described form. Here, we report a longitudinal characterization of intermediate-severe Salla disease progression in two sisters carrying the following biallelic variants in SLC17A5: c.406A>G (p.Lys136Glu) and c.819+1G>A. A retrospective review of medical records was performed. A developmental questionnaire was completed to obtain further clinical information. For functional characterization of the predicted splice site variant, RNA was extracted from patient blood samples and sequenced. Disease onset occurred within the first six months of life in both patients. Early childhood development was delayed with achievement of some milestones followed by a developmental plateau in late childhood. After this, both patients began a slow and progressive neurological regression in adolescence. Functional studies confirmed the pathogenicity of the c.819+1G>A variant, resulting in a frameshift and deletion of exon 6. We present a detailed study describing the clinical course of intermediate-severe Salla disease with over 15 to 20 years of evolution and demonstrate the pathogenicity of the c.819+1G>A splice site variant.
A New Patient With Intermediate Severe Salla Disease With Hypomyelination: A Literature Review for Salla Disease.
Likely pathogenic variants in SLC17A5 results in allelic disorders of free sialic acid metabolism including (1) infantile free sialic acid storage disease with severe global developmental delay, coarse facial features, hepatosplenomegaly, and cardiomegaly; (2) intermediate severe Salla disease with moderate to severe global developmental delay, hypotonia, and hypomyelination with or without coarse facial features, and (3) Salla disease with normal appearance, mild cognitive dysfunction, and spasticity. This five-year-old girl presented with infantile-onset severe global developmental delay, truncal hypotonia, and generalized dystonia following normal development during her first six months of life. Brain magnetic resonance imaging showed marked hypomyelination and a thin corpus callosum at age 19 months, both unchanged on follow-up at age 28 months. Urine free sialic acid was moderately elevated. Cerebrospinal fluid free sialic acid was marginally elevated. Sequencing of SLC17A5 revealed compound heterozygous likely pathogenic variants, namely, a known missense (c.291G>A) variant and a novel truncating (c.819+1G>A) variant, confirming the diagnosis of Salla disease at age 3.5 years. We report a new patient with intermediate severe Salla disease. Normal or marginally elevated urine or cerebrospinal fluid free sialic acid levels cannot exclude Salla disease. In patients with progressive global developmental delay and hypomyelination on brain magnetic resonance imaging, Salla disease should be included into the differential diagnosis.
Publicações recentes
Longitudinal Characterization of the Clinical Course of Intermediate-Severe Salla Disease.
A New Patient With Intermediate Severe Salla Disease With Hypomyelination: A Literature Review for Salla Disease.
Salla disease in Turkish children: severe and conventional type.
Biochemical and molecular analyses of infantile free sialic acid storage disease in North American children.
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Longitudinal Characterization of the Clinical Course of Intermediate-Severe Salla Disease.
- A New Patient With Intermediate Severe Salla Disease With Hypomyelination: A Literature Review for Salla Disease.
- Salla disease in Turkish children: severe and conventional type.
- Biochemical and molecular analyses of infantile free sialic acid storage disease in North American children.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:309331(Orphanet)
- MONDO:0017737(MONDO)
- GARD:10871(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q3843807(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Doença de Salla de gravidade intermediária
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata