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Hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de Kir6.2
ORPHA:276603CID-10 · E16.1CID-11 · 5A45DOENÇA RARA
Início neonatalHerança AR

Hiperinsulinismo focal congênito raro, autossômico recessivo, causado por mutações no gene KCNJ11. Caracteriza-se por hipoglicemia persistente, resistente ao tratamento com diazóxido, necessitando de pancreatectomia parcial.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 08/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

O hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de Kir6.2 é uma doença rara que causa hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue) devido à produção excessiva de insulina pelo pâncreas. A condição é chamada de 'focal' porque o excesso de insulina é produzido por uma área localizada (foco) no pâncreas, e 'resistente ao diazóxido' porque o medicamento diazóxido, normalmente usado para tratar hiperinsulinismo, não é eficaz nesses casos. A deficiência da proteína Kir6.2, essencial para o funcionamento normal das células beta do pâncreas, é a causa subjacente.[1]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente aparecem na infância ou no período neonatal. Eles são causados pela hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) e podem incluir: irritabilidade, letargia (cansaço extremo), dificuldade para se alimentar, sudorese, tremores, convulsões e, em casos graves, perda de consciência. Como o cérebro depende de glicose para funcionar, episódios repetidos de hipoglicemia podem causar danos neurológicos se não forem tratados rapidamente.[1]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene KCNJ11, que fornece instruções para a produção da proteína Kir6.2. Essa proteína faz parte de um canal de potássio nas células beta do pâncreas, que regula a liberação de insulina. Mutações no gene KCNJ11 levam a um canal defeituoso, resultando em liberação excessiva de insulina, mesmo quando os níveis de açúcar no sangue estão baixos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na suspeita clínica de hiperinsulinismo (hipoglicemia com níveis elevados de insulina) e na confirmação por testes genéticos. O sequenciamento do gene KCNJ11 pode identificar mutações causadoras da doença. Existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 182 variantes patogênicas estão catalogadas no ClinVar. O diagnóstico diferencial inclui outras formas de hiperinsulinismo congênito.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento do hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de Kir6.2 é complexo e deve ser conduzido por uma equipe médica especializada. Como o diazóxido não é eficaz, as opções de manejo incluem: cirurgia para remoção do foco pancreático (ressecção focal), uso de análogos da somatostatina (como octreotida) para reduzir a secreção de insulina, e medidas de suporte para prevenir e tratar a hipoglicemia, como alimentação frequente e uso de glicose intravenosa em crises. O tratamento é individualizado e depende da localização e extensão do foco, bem como da resposta clínica.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende do diagnóstico precoce e do manejo adequado da hipoglicemia. Com tratamento cirúrgico bem-sucedido (ressecção do foco), muitos pacientes podem alcançar níveis normais de glicose e evitar danos neurológicos. No entanto, sem tratamento, a hipoglicemia recorrente pode levar a atrasos no desenvolvimento, convulsões e danos cerebrais permanentes. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para monitorar o desenvolvimento neurológico e ajustar o tratamento conforme necessário.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Hiperinsulinismo focal congênito raro, autossômico recessivo, causado por mutações no gene KCNJ11. Caracteriza-se por hipoglicemia persistente, resistente ao tratamento com diazóxido, necessitando de pancreatectomia parcial.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: E16.1
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

O hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de Kir6.2 é uma doença rara que causa hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue) devido à produção excessiva de insulina pelo pâncreas. A condição é chamada de 'focal' porque o excesso de insulina é produzido por uma área localizada (foco) no pâncreas, e 'resistente ao diazóxido' porque o medicamento diazóxido, normalmente usado para tratar hiperinsulinismo, não é eficaz nesses casos. A deficiência da proteína Kir6.2, essencial para o funcionamento normal das células beta do pâncreas, é a causa subjacente.[1]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente aparecem na infância ou no período neonatal. Eles são causados pela hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) e podem incluir: irritabilidade, letargia (cansaço extremo), dificuldade para se alimentar, sudorese, tremores, convulsões e, em casos graves, perda de consciência. Como o cérebro depende de glicose para funcionar, episódios repetidos de hipoglicemia podem causar danos neurológicos se não forem tratados rapidamente.[1]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações no gene KCNJ11, que fornece instruções para a produção da proteína Kir6.2. Essa proteína faz parte de um canal de potássio nas células beta do pâncreas, que regula a liberação de insulina. Mutações no gene KCNJ11 levam a um canal defeituoso, resultando em liberação excessiva de insulina, mesmo quando os níveis de açúcar no sangue estão baixos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na suspeita clínica de hiperinsulinismo (hipoglicemia com níveis elevados de insulina) e na confirmação por testes genéticos. O sequenciamento do gene KCNJ11 pode identificar mutações causadoras da doença. Existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 182 variantes patogênicas estão catalogadas no ClinVar. O diagnóstico diferencial inclui outras formas de hiperinsulinismo congênito.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento do hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de Kir6.2 é complexo e deve ser conduzido por uma equipe médica especializada. Como o diazóxido não é eficaz, as opções de manejo incluem: cirurgia para remoção do foco pancreático (ressecção focal), uso de análogos da somatostatina (como octreotida) para reduzir a secreção de insulina, e medidas de suporte para prevenir e tratar a hipoglicemia, como alimentação frequente e uso de glicose intravenosa em crises. O tratamento é individualizado e depende da localização e extensão do foco, bem como da resposta clínica.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico depende do diagnóstico precoce e do manejo adequado da hipoglicemia. Com tratamento cirúrgico bem-sucedido (ressecção do foco), muitos pacientes podem alcançar níveis normais de glicose e evitar danos neurológicos. No entanto, sem tratamento, a hipoglicemia recorrente pode levar a atrasos no desenvolvimento, convulsões e danos cerebrais permanentes. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para monitorar o desenvolvimento neurológico e ajustar o tratamento conforme necessário.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

KCNJ11ATP-sensitive inward rectifier potassium channel 11Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Inward rectifier potassium channel that forms the pore of ATP-sensitive potassium channels (KATP), regulating potassium permeability as a function of cytoplasmic ATP and ADP concentrations in many different cells (PubMed:29286281, PubMed:34815345). Inward rectifier potassium channels are characterized by a greater tendency to allow potassium to flow into the cell rather than out of it. Their voltage dependence is regulated by the concentration of extracellular potassium; as external potassium is

LOCALIZAÇÃO

Membrane

VIAS BIOLÓGICAS (6)
Ion homeostasisABC-family proteins mediated transportDefective ABCC9 causes CMD10, ATFB12 and Cantu syndromeDefective ABCC8 can cause hypo- and hyper-glycemiasRegulation of insulin secretion
MECANISMO DE DOENÇA

Hyperinsulinemic hypoglycemia, familial, 2

A form of hyperinsulinemic hypoglycemia, a clinically and genetically heterogeneous disorder characterized by inappropriate insulin secretion from the pancreatic beta-cells in the presence of low blood glucose levels. HHF2 is a common cause of persistent hypoglycemia in infancy. Unless early and aggressive intervention is undertaken, brain damage from recurrent episodes of hypoglycemia may occur. HHF2 inheritance can be autosomal dominant or autosomal recessive.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Músculo esquelético
87.1 TPM
Cerebelo
37.4 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
36.8 TPM
Córtex cerebral
14.0 TPM
Brain Frontal Cortex BA9
13.9 TPM
OUTRAS DOENÇAS (12)
maturity-onset diabetes of the young type 13diabetes mellitus, permanent neonatal 2hyperinsulinemic hypoglycemia, familial, 2diabetes mellitus, transient neonatal, 3
HGNC:6257UniProt:Q14654

Variantes genéticas (ClinVar)

182 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.1000G>C (p.Gly334Arg) ()
🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.621G>C (p.Lys207Asn) ()
🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.998T>C (p.Phe333Ser) ()
🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.1000G>A (p.Gly334Ser) ()
🧬 KCNJ11: NM_000525.4(KCNJ11):c.622A>C (p.Ser208Arg) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de Kir6.2

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Comunidades

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:276603(Orphanet)
  2. MONDO:0017188(MONDO)
  3. GARD:17286(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Q56013940(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Compêndio · Raras BR

Hiperinsulinismo focal resistente ao diazóxido por deficiência de Kir6.2

ORPHA:276603 · MONDO:0017188
Prevalência
Unknown
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E16.1 · Outra hipoglicemia
CID-11
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5191060
Wikidata
DiscussaoAtiva

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📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata