Doença de Sjögren (DSj), anteriormente conhecida como síndrome de Sjögren, é uma doença autoimune crônica que afeta principalmente as glândulas exócrinas do corpo, em particular as glândulas lacrimais e salivares. Sintomas comuns incluem boca seca e olhos secos, e frequentemente afeta gravemente outros sistemas orgânicos, como os pulmões, os rins e o sistema nervoso.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A síndrome de predisposição a linfoma, imunodeficiência e inflamação sistêmica (do inglês, Immunodeficiency-systemic inflammation-lymphoma predisposition syndrome) é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela é caracterizada por uma combinação de imunodeficiência (sistema imunológico enfraquecido), inflamação sistêmica (inflamação que afeta todo o corpo) e um risco aumentado de desenvolver linfoma (um tipo de câncer do sistema linfático). A condição foi descrita recentemente e ainda está sendo estudada para melhor compreensão de sua história natural.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome são variados e podem afetar diferentes partes do corpo. Os mais comuns incluem: infecções recorrentes, como pneumonia, otite média (infecção de ouvido) e osteomielite (infecção óssea); febre recorrente; aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia); formação de abscessos (coleções de pus) recorrentes; e inflamação nas articulações (inchaço articular). Também podem ocorrer problemas gastrointestinais, como úlcera duodenal, vômitos, hepatite (inflamação do fígado) e fístula anoperineal (comunicação anormal entre o ânus e a pele ao redor). Outros achados incluem perda de peso, osteomalácia (enfraquecimento dos ossos), colesteatoma (cisto no ouvido médio), fenda palpebral longa (abertura dos olhos mais alongada) e fossa pós-auricular (depressão atrás da orelha). Erupções cutâneas pustulosas (com pus) também podem estar presentes.[1][3]
Exames laboratoriais frequentemente mostram alterações no sistema imunológico, como: diminuição dos níveis de anticorpos (imunoglobulinas) totais circulantes, incluindo IgG, IgA e IgM; contagem reduzida de linfócitos B (células que produzem anticorpos); contagem reduzida de células natural killer (células de defesa); proporção reduzida de células T virgens (células de defesa que ainda não encontraram um invasor); e proliferação linfocitária diminuída em resposta a mitógenos (substâncias que estimulam a divisão celular). Além disso, a proteína C-reativa (um marcador de inflamação) pode estar elevada.[1][3]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene SYK (sigla em inglês para Tyrosine-protein kinase SYK). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína importante para a sinalização dentro das células do sistema imunológico. Mutações no gene SYK podem prejudicar o funcionamento adequado dessas células, levando à imunodeficiência e à inflamação sistêmica. A herança genética da condição ainda não foi completamente estabelecida.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, exames laboratoriais que mostram as alterações imunológicas descritas e, principalmente, pela confirmação genética. O teste genético molecular para identificar mutações no gene SYK é fundamental para o diagnóstico definitivo. Atualmente, existem 34 variantes (alterações) do gene SYK registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas, e 4 testes genéticos disponíveis para essa condição.[1][2][4]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e focado no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. O manejo geralmente envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo imunologistas, hematologistas, infectologistas e outros especialistas. As infecções recorrentes podem exigir antibioticoterapia ou antifúngicos. A inflamação sistêmica pode ser tratada com medicamentos anti-inflamatórios. O risco aumentado de linfoma requer vigilância oncológica regular. Não há, até o momento, um tratamento curativo específico aprovado para a síndrome. A condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar a função imunológica, controlar a inflamação e detectar precocemente o desenvolvimento de linfoma. O suporte psicológico e o aconselhamento genético para a família também são recomendados. Como a síndrome foi descrita recentemente, mais estudos são necessários para compreender completamente sua evolução a longo prazo.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Immunodeficiency-systemic inflammation-lymphoma predisposition syndrome é uma condição genética rara ligada a alterações no gene SYK. Ela afeta as defesas do organismo, podendo causar febre recorrente, infecções pulmonares, abscessos na pele e inflamações no intestino ou nas articulações. O diagnóstico pode ser estabelecido por meio de exames de sangue detalhados e confirmado por testes genéticos especializados. No Brasil, a síndrome não possui um protocolo clínico oficial próprio no SUS, sendo o paciente atendido pela rede pública de suporte às doenças raras.
Doença de Sjögren (DSj), anteriormente conhecida como síndrome de Sjögren, é uma doença autoimune crônica que afeta principalmente as glândulas exócrinas do corpo, em particular as glândulas lacrimais e salivares. Sintomas comuns incluem boca seca e olhos secos, e frequentemente afeta gravemente outros sistemas orgânicos, como os pulmões, os rins e o sistema nervoso.
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Sinais e sintomas
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisImmunodeficiency 82 with systemic inflammation
An autosomal dominant immunologic disorder with onset in early childhood. It is characterized by recurrent infections with various organisms, and multi-organ inflammation that manifests as colitis, hepatitis, arthritis and dermatitis. Patients have a propensity for the development of lymphoma, usually in adulthood. Disease severity is variable.
Variantes genéticas (ClinVar)
34 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
21 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
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A condição está associada a mutações no gene SYK, responsável pela produção da proteína Tyrosine-protein kinase SYK. Essas alterações genéticas comprometem a regulação do sistema imunológico e a resposta inflamatória corporal.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 2 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Immunodeficiency-systemic inflammation-lymphoma predisposition syndrome. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/immunodeficiency-systemic-inflammation-lymphoma-predisposition-syndrome
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Immunodeficiency-systemic inflammation-lymphoma predisposition syndrome
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM