Condição congênita rara onde o seio urogenital persiste como uma única abertura anômala, comunicando a bexiga, uretra e reto. Pode causar infecções recorrentes, incontinência e dificuldades sexuais.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O seio urogenital persistente isolado é uma condição rara do desenvolvimento em que o seio urogenital (estrutura embrionária que dá origem à bexiga, uretra e órgãos genitais) não se separa completamente durante a formação fetal. Isso resulta em uma abertura única no períneo, por onde saem tanto a urina quanto as secreções vaginais. A condição é classificada como uma malformação congênita do trato genital feminino (CID-10: Q52.8) e é considerada uma doença rara (MONDO:0957476).[1][2]
Sinais e sintomas
Não há dados específicos sobre fenótipos ou sintomas nos registros oficiais disponíveis. A apresentação clínica típica, descrita na literatura, inclui a presença de uma única abertura perineal por onde ocorre a micção e a saída de secreções vaginais, podendo haver infecções urinárias de repetição ou dificuldade para cateterismo vesical. No entanto, como não há fenótipos catalogados nas fontes oficiais consultadas, estas informações não podem ser confirmadas como parte do quadro isolado.[1]
Causas genéticas
Até o momento, não há genes específicos identificados como causa do seio urogenital persistente isolado. As bases genéticas da condição permanecem desconhecidas, e não há registros de herança ou variantes genéticas associadas nas bases de dados oficiais (GenCC, OMIM). A ausência de um gene conhecido não exclui a possibilidade de causas genéticas ainda não descobertas.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e em exames de imagem que demonstram a anatomia do trato urogenital. Não há testes genéticos específicos para a condição. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis os seguintes procedimentos para auxiliar no diagnóstico diferencial e na investigação de causas associadas: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. Esses exames ajudam a descartar outras condições que podem cursar com malformações urogenitais.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo do seio urogenital persistente isolado é essencialmente cirúrgico, com o objetivo de separar os canais urinário e genital, reconstruindo a anatomia funcional. A abordagem deve ser individualizada, realizada por equipe multidisciplinar especializada em cirurgia urogenital pediátrica. No SUS, está previsto o atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir acompanhamento fisioterápico, psicológico e de enfermagem especializada. Não há medicamentos específicos aprovados para o tratamento da condição.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos ou intervenções medicamentosas registradas na literatura científica indexada (PubTator3) como tratamento específico para o seio urogenital persistente isolado. Portanto, nenhum tratamento medicamentoso pode ser listado com base nas fontes oficiais disponíveis.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Não há dados oficiais sobre prognóstico ou qualidade de vida para esta condição. De forma geral, o prognóstico é favorável quando a correção cirúrgica é realizada precocemente, permitindo função urinária e sexual adequadas. No entanto, como não há informações nas fontes consultadas, esta afirmação não pode ser considerada como fato confirmado.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Isolated persistent urogenital sinus é uma alteração anatômica congênita rara do trato urogenital identificada pelo código ORPHA:647794. A literatura científica descreve que o quadro decorre de particularidades no desenvolvimento embrionário da região urogenital. O manejo clínico e as correções necessárias são conduzidos por procedimentos cirúrgicos especializados discutidos na literatura médica. No Brasil, esta condição não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde.
Condição congênita rara onde o seio urogenital persiste como uma única abertura anômala, comunicando a bexiga, uretra e reto. Pode causar infecções recorrentes, incontinência e dificuldades sexuais.
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PUGS isolado é a denominação utilizada para a anomalia morfológica rara conhecida como Isolated persistent urogenital sinus, catalogada com o código ORPHA:647794. Ela representa uma alteração estrutural no desenvolvimento embriológico das vias urogenitais.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 7 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Isolated persistent urogenital sinus. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/isolated-persistent-urogenital-sinus
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Isolated persistent urogenital sinus
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS