Neutropenia congênita grave por deficiência do gene G6PC3 é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por infecções recorrentes, atraso de crescimento e hipertensão pulmonar. Manifesta-se precocemente, podendo apresentar fissura palatina, microcefalia e alterações cardíacas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A neutropenia congênita grave por deficiência G6PC3 é uma doença genética rara, caracterizada por contagem muito baixa de neutrófilos (um tipo de glóbulo branco essencial para combater infecções) desde o nascimento ou nos primeiros meses de vida. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas geralmente aparecem ainda no período neonatal ou na primeira infância. As manifestações mais comuns incluem infecções recorrentes, especialmente do trato respiratório inferior (como pneumonias), além de infecções respiratórias de repetição. Outros achados frequentes são atraso no crescimento, baixa contagem de neutrófilos (neutropenia), linfopenia (diminuição de linfócitos) e trombocitopenia intermitente (queda temporária das plaquetas). Podem ocorrer também alterações cardíacas, como hipertensão arterial pulmonar, persistência do canal arterial, regurgitação mitral e cor triatriatum. Alguns pacientes apresentam fissura palatina, microcefalia, deficiência auditiva neurossensorial, ponte nasal ampla, polegar largo, prega palmar transversa única, pectus carinatum (peito de pombo), hidronefrose, esplenomegalia (aumento do baço), paniculite (inflamação do tecido gorduroso sob a pele), hipoplasia do timo e hipoplasia eritroide (diminuição das células precursoras dos glóbulos vermelhos). Em casos graves, pode haver insuficiência respiratória.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene G6PC3, que fornece instruções para a produção da enzima glicose-6-fosfatase 3. Essa enzima participa do metabolismo da glicose e da função dos neutrófilos. Mutações nesse gene levam à produção de neutrófilos anormais ou em número insuficiente, comprometendo a defesa do organismo contra infecções. A herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia do gene alterado para que o filho desenvolva a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos, especialmente neutropenia grave desde o nascimento e infecções recorrentes. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifica mutações no gene G6PC3. Atualmente, existem 43 testes genéticos disponíveis e 73 variantes registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no controle das infecções e no suporte clínico. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O manejo inclui o uso de antibióticos para tratar infecções, medidas de suporte para complicações cardíacas e respiratórias, e acompanhamento multidisciplinar com pediatra, hematologista, cardiologista e outros especialistas conforme necessário. A cobertura pelo SUS é considerada mínima, e os procedimentos específicos não estão detalhados na literatura disponível.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e das complicações associadas, como hipertensão pulmonar e insuficiência respiratória. O acompanhamento médico regular e o tratamento precoce das infecções podem melhorar a qualidade de vida. Não há dados de longo prazo disponíveis na literatura consultada.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Neutropenia congênita grave por deficiência do gene G6PC3 é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por infecções recorrentes, atraso de crescimento e hipertensão pulmonar. Manifesta-se precocemente, podendo apresentar fissura palatina, microcefalia e alterações cardíacas.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A neutropenia congênita grave por deficiência G6PC3 é uma doença genética rara, caracterizada por contagem muito baixa de neutrófilos (um tipo de glóbulo branco essencial para combater infecções) desde o nascimento ou nos primeiros meses de vida. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas geralmente aparecem ainda no período neonatal ou na primeira infância. As manifestações mais comuns incluem infecções recorrentes, especialmente do trato respiratório inferior (como pneumonias), além de infecções respiratórias de repetição. Outros achados frequentes são atraso no crescimento, baixa contagem de neutrófilos (neutropenia), linfopenia (diminuição de linfócitos) e trombocitopenia intermitente (queda temporária das plaquetas). Podem ocorrer também alterações cardíacas, como hipertensão arterial pulmonar, persistência do canal arterial, regurgitação mitral e cor triatriatum. Alguns pacientes apresentam fissura palatina, microcefalia, deficiência auditiva neurossensorial, ponte nasal ampla, polegar largo, prega palmar transversa única, pectus carinatum (peito de pombo), hidronefrose, esplenomegalia (aumento do baço), paniculite (inflamação do tecido gorduroso sob a pele), hipoplasia do timo e hipoplasia eritroide (diminuição das células precursoras dos glóbulos vermelhos). Em casos graves, pode haver insuficiência respiratória.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene G6PC3, que fornece instruções para a produção da enzima glicose-6-fosfatase 3. Essa enzima participa do metabolismo da glicose e da função dos neutrófilos. Mutações nesse gene levam à produção de neutrófilos anormais ou em número insuficiente, comprometendo a defesa do organismo contra infecções. A herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia do gene alterado para que o filho desenvolva a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos, especialmente neutropenia grave desde o nascimento e infecções recorrentes. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifica mutações no gene G6PC3. Atualmente, existem 43 testes genéticos disponíveis e 73 variantes registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no controle das infecções e no suporte clínico. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O manejo inclui o uso de antibióticos para tratar infecções, medidas de suporte para complicações cardíacas e respiratórias, e acompanhamento multidisciplinar com pediatra, hematologista, cardiologista e outros especialistas conforme necessário. A cobertura pelo SUS é considerada mínima, e os procedimentos específicos não estão detalhados na literatura disponível.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e das complicações associadas, como hipertensão pulmonar e insuficiência respiratória. O acompanhamento médico regular e o tratamento precoce das infecções podem melhorar a qualidade de vida. Não há dados de longo prazo disponíveis na literatura consultada.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 19 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 53 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisHydrolyzes glucose-6-phosphate to glucose in the endoplasmic reticulum. May form with the glucose-6-phosphate transporter (SLC37A4/G6PT) a ubiquitously expressed complex responsible for glucose production through glycogenolysis and gluconeogenesis. Probably required for normal neutrophil function
Endoplasmic reticulum membrane
Neutropenia, severe congenital 4, autosomal recessive
A disorder of hematopoiesis characterized by maturation arrest of granulopoiesis at the level of promyelocytes with peripheral blood absolute neutrophil counts below 0.5 x 10(9)/l and early onset of severe bacterial infections.
Variantes genéticas (ClinVar)
73 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Neutropenia congênita grave por deficiência G6PC3
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Neutropenia congênita grave por deficiência G6PC3
Centros para Neutropenia congênita grave por deficiência G6PC3
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:331176(Orphanet)
- OMIM OMIM:612541(OMIM)
- MONDO:0012930(MONDO)
- GARD:17511(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Neutropenia congênita grave por deficiência G6PC3
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)