Doença rara caracterizada por múltiplos osteocondromas (tumores benignos de osso e cartilagem) nas articulações do carpo e tarso. Causa dor, deformidade e limitação de movimento, afetando a marcha e a função das mãos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Osteocondromatose carpo-társica é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e cartilagens. Ela é caracterizada pelo crescimento de múltiplos osteocondromas (tumores ósseos benignos formados por osso e cartilagem) localizados especificamente nos ossos do carpo (punho) e do tarso (tornozelo). A condição é tão rara que sua prevalência é estimada em menos de 1 caso para cada 1.000.000 de pessoas na população geral.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente começam na idade adulta. As principais manifestações incluem dor, inchaço e limitação dos movimentos nas regiões do punho e do tornozelo, devido à presença dos osteocondromas. Em alguns casos, pode haver deformidade visível nessas articulações. Como os tumores são benignos, eles não se espalham para outras partes do corpo, mas podem causar desconforto local e impacto na função articular.[1]
Causas genéticas
A Osteocondromatose carpo-társica é uma condição genética com padrão de herança autossômico dominante. Isso significa que uma cópia alterada do gene responsável (herdada de um dos pais ou surgindo como uma mutação nova) é suficiente para causar a doença. Até o momento, o gene específico associado a esta condição ainda não foi identificado (símbolo do gene: não disponível). A base genética está documentada em fontes como OMIM (código 127820) e Orphanet.[1][2][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e em exames de imagem (como radiografias, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) que mostram a presença de osteocondromas nos ossos do carpo e do tarso. Exames genéticos podem ser realizados para confirmar o diagnóstico, embora o gene específico ainda não tenha sido identificado. Não há informações disponíveis sobre testes genéticos específicos ou variantes catalogadas no ClinVar para esta condição.[1][2][3]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado para a Osteocondromatose carpo-társica. O manejo é focado no alívio dos sintomas e na melhora da função articular. Isso pode incluir fisioterapia, uso de analgésicos ou anti-inflamatórios (sempre sob orientação médica) e, em casos mais graves, cirurgia para remoção dos osteocondromas que causam dor intensa ou limitação funcional. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta condição no Brasil.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico geralmente é bom, pois os osteocondromas são tumores benignos e não comprometem a expectativa de vida. No entanto, a qualidade de vida pode ser afetada pela dor crônica e pela limitação dos movimentos do punho e do tornozelo. O acompanhamento regular com ortopedista e fisioterapeuta é importante para monitorar o crescimento das lesões e ajustar o tratamento conforme necessário.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A **osteocondromatose carpo-társica**, também chamada de síndrome Maroteaux-le Merrer-Bensahel, é uma síndrome malformativa rara do esqueleto. Essa condição é caracterizada pelo surgimento de proliferações ósseas e osteocondromas na região dos punhos e dos tornozelos durante a idade adulta. A alteração tem padrão de herança autossômica dominante, embora os genes exatos responsáveis ainda não tenham sido catalogados. Não há medicamentos específicos aprovados nem diretrizes terapêuticas próprias no Sistema Único de Saúde, pois a doença não consta na lista de PCDTs de doenças raras.
Doença rara caracterizada por múltiplos osteocondromas (tumores benignos de osso e cartilagem) nas articulações do carpo e tarso. Causa dor, deformidade e limitação de movimento, afetando a marcha e a função das mãos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Epiphyseal osteochondromas with autosomal dominant inheritance and multiple parosteal bone proliferations.
Dominant carpotarsal osteochondromatosis.
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A osteocondromatose carpo-társica é uma síndrome malformativa rara descrita por proliferações ósseas e osteocondromas nos punhos e pés. A condição também é conhecida na medicina como síndrome Maroteaux-le Merrer-Bensahel.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Osteocondromatose carpo-társica. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/osteocondromatose-carpo-tarsica
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Osteocondromatose carpo-társica
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata