Pé torto familiar associado a microdeleção no cromossomo 5q31, com o gene PITX1 como principal envolvido. Caracteriza-se por deformidade congênita do pé, com herança autossômica dominante.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O pé torto familiar por microdeleção 5q31 é uma condição genética rara caracterizada por uma deformidade congênita do pé, conhecida como pé torto (ou talipes equinovarus). Nesta condição, o pé apresenta-se virado para dentro e para baixo, com a sola voltada para trás. A palavra 'familiar' indica que há uma predisposição hereditária, e 'microdeleção 5q31' refere-se à perda de uma pequena parte do cromossomo 5, na região q31, que contém o gene PITX1, essencial para o desenvolvimento normal dos membros inferiores.[1]
Sinais e sintomas
O principal sinal é a deformidade do pé presente ao nascimento, que pode ser unilateral (afetando um pé) ou bilateral (afetando ambos). O pé apresenta-se em posição de equino (ponta do pé para baixo), varo (calcanhar virado para dentro) e adução (parte da frente do pé voltada para a linha média). Em alguns casos, pode haver encurtamento do membro inferior ou alterações nos dedos. A gravidade varia entre os indivíduos, mesmo dentro da mesma família.[1]
Causas genéticas
A condição é causada por uma microdeleção no braço longo do cromossomo 5, na região q31. Essa deleção afeta o gene PITX1 (Pituitary homeobox 1), que desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos membros inferiores durante a gestação. A perda de uma cópia funcional desse gene interfere na formação correta dos ossos, tendões e músculos do pé, resultando na deformidade. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do cromossomo com a deleção é suficiente para causar a condição.[1][2]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica ortopédica ao nascimento e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no SUS incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser solicitada como parte da investigação. No banco de dados ClinVar, há 38 variantes associadas a esta condição, e 336 testes genéticos estão disponíveis para confirmação diagnóstica.[1][2]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e inclui correção ortopédica da deformidade, geralmente iniciada logo após o nascimento com o método de Ponseti (manipulações suaves e gessos seriados), podendo ser necessária cirurgia corretiva em casos mais graves. A fisioterapia e o uso de órteses são fundamentais para manter a correção e prevenir recidivas. O acompanhamento é feito por equipe de reabilitação especializada em doenças raras, com cobertura mínima garantida pelo SUS.[1]
Tratamentos citados na literatura
Não há fármacos específicos listados na literatura científica para o tratamento do pé torto familiar por microdeleção 5q31. O manejo é exclusivamente ortopédico e reabilitacional, conforme descrito na seção anterior.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Com tratamento adequado e precoce, a maioria das crianças consegue andar e ter uma vida ativa, embora possa haver limitações leves na mobilidade ou necessidade de cirurgias adicionais ao longo da vida. O prognóstico é geralmente bom, mas depende da gravidade inicial da deformidade e da adesão ao tratamento ortopédico e de reabilitação.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
O pé torto familiar por microdeleção 5q31 é uma condição genética rara decorrente da perda de um pequeno segmento no cromossomo 5, afetando o gene PITX1. Essa alteração está ligada à ocorrência de alterações anatômicas nos pés em membros de uma mesma família. A condição não consta na lista oficial de PCDTs do Ministério da Saúde nem conta com medicamentos específicos aprovados. O acompanhamento pelo SUS foca na investigação diagnóstica genética e no procedimento de reabilitação física para doenças raras.
Pé torto familiar associado a microdeleção no cromossomo 5q31, com o gene PITX1 como principal envolvido. Caracteriza-se por deformidade congênita do pé, com herança autossômica dominante.
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Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Clubfoot, congenital, with or without deficiency of long bones and/or mirror-image polydactyly
A congenital limb deformity defined as fixation of the foot in cavus, adductus, varus, and equinus (i.e., inclined inwards, axially rotated outwards, and pointing downwards) with concomitant soft tissue abnormalities. Clubfoot may occur in isolation or as part of a syndrome. Some patients present tibial hemimelia, bilateral patellar hypoplasia, and preaxial mirror-image polydactyly.
Variantes genéticas (ClinVar)
38 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
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A condição é causada por uma perda microscópica de material genético na região cromossômica 5q31. Essa microdeleção envolve o gene PITX1, responsável pela produção da proteína homeobox pituitária 1.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Pé torto familiar por microdeleção 5q31. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/pe-torto-familiar-por-microdelecao-5q31
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Pé torto familiar por microdeleção 5q31
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata