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Pé torto familiar por microdeleção 5q31
ORPHA:293144CID-10 · Q66.8CID-11 · LB98.YDOENÇA RARA
Herança Unknown
Sinônimos clínicos: Pé boto hereditário por microdeleção 5q31

Pé torto familiar associado a microdeleção no cromossomo 5q31, com o gene PITX1 como principal envolvido. Caracteriza-se por deformidade congênita do pé, com herança autossômica dominante.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 11/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

O pé torto familiar por microdeleção 5q31 é uma condição genética rara caracterizada por uma deformidade congênita do pé, conhecida como pé torto (ou talipes equinovarus). Nesta condição, o pé apresenta-se virado para dentro e para baixo, com a sola voltada para trás. A palavra 'familiar' indica que há uma predisposição hereditária, e 'microdeleção 5q31' refere-se à perda de uma pequena parte do cromossomo 5, na região q31, que contém o gene PITX1, essencial para o desenvolvimento normal dos membros inferiores.[1]

Sinais e sintomas

O principal sinal é a deformidade do pé presente ao nascimento, que pode ser unilateral (afetando um pé) ou bilateral (afetando ambos). O pé apresenta-se em posição de equino (ponta do pé para baixo), varo (calcanhar virado para dentro) e adução (parte da frente do pé voltada para a linha média). Em alguns casos, pode haver encurtamento do membro inferior ou alterações nos dedos. A gravidade varia entre os indivíduos, mesmo dentro da mesma família.[1]

Causas genéticas

A condição é causada por uma microdeleção no braço longo do cromossomo 5, na região q31. Essa deleção afeta o gene PITX1 (Pituitary homeobox 1), que desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos membros inferiores durante a gestação. A perda de uma cópia funcional desse gene interfere na formação correta dos ossos, tendões e músculos do pé, resultando na deformidade. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do cromossomo com a deleção é suficiente para causar a condição.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica ortopédica ao nascimento e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no SUS incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser solicitada como parte da investigação. No banco de dados ClinVar, há 38 variantes associadas a esta condição, e 336 testes genéticos estão disponíveis para confirmação diagnóstica.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento é multidisciplinar e inclui correção ortopédica da deformidade, geralmente iniciada logo após o nascimento com o método de Ponseti (manipulações suaves e gessos seriados), podendo ser necessária cirurgia corretiva em casos mais graves. A fisioterapia e o uso de órteses são fundamentais para manter a correção e prevenir recidivas. O acompanhamento é feito por equipe de reabilitação especializada em doenças raras, com cobertura mínima garantida pelo SUS.[1]

Tratamentos citados na literatura

Não há fármacos específicos listados na literatura científica para o tratamento do pé torto familiar por microdeleção 5q31. O manejo é exclusivamente ortopédico e reabilitacional, conforme descrito na seção anterior.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Com tratamento adequado e precoce, a maioria das crianças consegue andar e ter uma vida ativa, embora possa haver limitações leves na mobilidade ou necessidade de cirurgias adicionais ao longo da vida. O prognóstico é geralmente bom, mas depende da gravidade inicial da deformidade e da adesão ao tratamento ortopédico e de reabilitação.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Pé torto familiar associado a microdeleção no cromossomo 5q31, com o gene PITX1 como principal envolvido. Caracteriza-se por deformidade congênita do pé, com herança autossômica dominante.

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SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q66.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
Você se identifica com essa condição?
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

O pé torto familiar por microdeleção 5q31 é uma condição genética rara caracterizada por uma deformidade congênita do pé, conhecida como pé torto (ou talipes equinovarus). Nesta condição, o pé apresenta-se virado para dentro e para baixo, com a sola voltada para trás. A palavra 'familiar' indica que há uma predisposição hereditária, e 'microdeleção 5q31' refere-se à perda de uma pequena parte do cromossomo 5, na região q31, que contém o gene PITX1, essencial para o desenvolvimento normal dos membros inferiores.[1]

Sinais e sintomas

O principal sinal é a deformidade do pé presente ao nascimento, que pode ser unilateral (afetando um pé) ou bilateral (afetando ambos). O pé apresenta-se em posição de equino (ponta do pé para baixo), varo (calcanhar virado para dentro) e adução (parte da frente do pé voltada para a linha média). Em alguns casos, pode haver encurtamento do membro inferior ou alterações nos dedos. A gravidade varia entre os indivíduos, mesmo dentro da mesma família.[1]

Causas genéticas

A condição é causada por uma microdeleção no braço longo do cromossomo 5, na região q31. Essa deleção afeta o gene PITX1 (Pituitary homeobox 1), que desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos membros inferiores durante a gestação. A perda de uma cópia funcional desse gene interfere na formação correta dos ossos, tendões e músculos do pé, resultando na deformidade. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do cromossomo com a deleção é suficiente para causar a condição.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica ortopédica ao nascimento e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no SUS incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína pode ser solicitada como parte da investigação. No banco de dados ClinVar, há 38 variantes associadas a esta condição, e 336 testes genéticos estão disponíveis para confirmação diagnóstica.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento é multidisciplinar e inclui correção ortopédica da deformidade, geralmente iniciada logo após o nascimento com o método de Ponseti (manipulações suaves e gessos seriados), podendo ser necessária cirurgia corretiva em casos mais graves. A fisioterapia e o uso de órteses são fundamentais para manter a correção e prevenir recidivas. O acompanhamento é feito por equipe de reabilitação especializada em doenças raras, com cobertura mínima garantida pelo SUS.[1]

Tratamentos citados na literatura

Não há fármacos específicos listados na literatura científica para o tratamento do pé torto familiar por microdeleção 5q31. O manejo é exclusivamente ortopédico e reabilitacional, conforme descrito na seção anterior.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Com tratamento adequado e precoce, a maioria das crianças consegue andar e ter uma vida ativa, embora possa haver limitações leves na mobilidade ou necessidade de cirurgias adicionais ao longo da vida. O prognóstico é geralmente bom, mas depende da gravidade inicial da deformidade e da adesão ao tratamento ortopédico e de reabilitação.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Linha do tempo

Do mais antigo ao mais recente

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2011
Primeira publicacao cientifica
Pitx1 haploinsufficiency causes clubfoot in humans and a clubfoot-like phenotype in mice.
Ver fonte →

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Not applicable
PITX1Pituitary homeobox 1Role in the phenotype ofAltamente restrito
FUNÇÃO

Sequence-specific transcription factor that binds gene promoters and activates their transcription. May play a role in the development of anterior structures, and in particular, the brain and facies and in specifying the identity or structure of hindlimb

LOCALIZAÇÃO

Nucleus

MECANISMO DE DOENÇA

Clubfoot, congenital, with or without deficiency of long bones and/or mirror-image polydactyly

A congenital limb deformity defined as fixation of the foot in cavus, adductus, varus, and equinus (i.e., inclined inwards, axially rotated outwards, and pointing downwards) with concomitant soft tissue abnormalities. Clubfoot may occur in isolation or as part of a syndrome. Some patients present tibial hemimelia, bilateral patellar hypoplasia, and preaxial mirror-image polydactyly.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Tecido-específico)
Esôfago - Mucosa
816.4 TPM
Vagina
305.4 TPM
Pituitária
298.8 TPM
Bladder
154.5 TPM
Glândula salivar
118.4 TPM
OUTRAS DOENÇAS (4)
clubfootfamilial clubfoot due to 5q31 microdeletionfamilial clubfoot due to PITX1 point mutationbrachydactyly-elbow wrist dysplasia syndrome
HGNC:9004UniProt:P78337

Variantes genéticas (ClinVar)

38 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 PITX1: NM_002653.5(PITX1):c.395G>A (p.Arg132His) ()
🧬 PITX1: NM_002653.5(PITX1):c.788C>G (p.Pro263Arg) ()
🧬 PITX1: NM_002653.5(PITX1):c.186_187dup (p.Glu63fs) ()
🧬 PITX1: NM_002653.5(PITX1):c.429G>C (p.Lys143Asn) ()
🧬 PITX1: NM_002653.5(PITX1):c.365T>A (p.Ile122Asn) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Pé torto familiar por microdeleção 5q31

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
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Associações

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:293144(Orphanet)
  2. MONDO:0017382(MONDO)
  3. GARD:17336(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Q56013985(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Compêndio · Raras BR

Pé torto familiar por microdeleção 5q31

ORPHA:293144 · MONDO:0017382
CID-10
Q66.8 · Outras deformidades congênitas do pé
CID-11
MedGen
UMLS
C5679944
Wikidata
DiscussaoAtiva

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📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata