Doença rara autossômica recessiva causada por deficiência do gene TPP2. Manifesta-se com anemia hemolítica autoimune, trombocitopenia autoimune e imunodeficiência primária, levando a infecções recorrentes. Pode apresentar hemiparesia, AVC e atraso global do desenvolvimento.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de anemia hemolítica autoimune-trombocitopenia autoimune-imunodeficiência primária por deficiência TPP2 é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico e o sangue. Ela é caracterizada pela destruição precoce das células vermelhas do sangue (anemia hemolítica autoimune) e das plaquetas (trombocitopenia autoimune), além de um sistema imunológico enfraquecido (imunodeficiência primária). A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição extremamente rara.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas frequentemente incluem: anemia hemolítica autoimune (que pode causar cansaço, palidez e icterícia), trombocitopenia autoimune (que pode levar a hematomas e sangramentos fáceis), esplenomegalia (aumento do baço), linfadenopatia (ínguas), hepatite (inflamação do fígado), otite média recorrente (infecções de ouvido repetidas), infecções do trato respiratório, lúpus eritematoso sistêmico (doença autoimune que afeta vários órgãos), acidente vascular cerebral (derrame), hemiparesia (fraqueza em um lado do corpo), linfopenia (baixa contagem de linfócitos), atraso global do desenvolvimento moderado e autoimunidade em geral.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene TPP2, que fornece instruções para a produção da enzima tripeptidil-peptidase 2. Essa enzima está envolvida na degradação de proteínas dentro das células, e sua deficiência leva ao acúmulo de proteínas anormais, desregulando o sistema imunológico. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames laboratoriais que confirmam anemia hemolítica e trombocitopenia autoimunes, e testes genéticos que identificam mutações no gene TPP2. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 130 variantes registradas no ClinVar que podem auxiliar na confirmação diagnóstica.[1][3]
Tratamento e manejo
O manejo da síndrome é individualizado e pode incluir o uso de medicamentos para controlar a autoimunidade e as citopenias (baixa contagem de células sanguíneas). Entre os fármacos mencionados na literatura estão: avatrombopague, eltrombopague, azacitidina, cianocobalamina, decitabina, dexametasona, acetato de dexametasona, metilprednisolona, aceponato de metilprednisolona, succinato sódico de metilprednisolona, prednisona e tiamina pirofosfato. É importante ressaltar que esta lista não constitui uma recomendação de tratamento; a escolha terapêutica deve ser feita pelo médico assistente com base no quadro clínico de cada paciente. No Brasil, o nível de cobertura pelo SUS é parcial.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome por deficiência de TPP2 é uma condição genética rara que afeta o sistema de defesa do corpo e as células do sangue. Geralmente diagnosticada na infância, ela faz com que o próprio organismo destrua glóbulos vermelhos e plaquetas, além de favorecer infecções respiratórias frequentes. Algumas pessoas com a síndrome também podem apresentar atraso no desenvolvimento ou alterações neurológicas. No Brasil, o SUS dispensa medicamentos como a imunoglobulina humana intravenosa e subcutânea pelo CEAF para apoiar o tratamento imunológico.
Doença rara autossômica recessiva causada por deficiência do gene TPP2. Manifesta-se com anemia hemolítica autoimune, trombocitopenia autoimune e imunodeficiência primária, levando a infecções recorrentes. Pode apresentar hemiparesia, AVC e atraso global do desenvolvimento.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 4 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 14 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Immunodeficiency 78 with autoimmunity and developmental delay
An autosomal recessive disorder characterized by immune dysregulation, increased susceptibility to bacterial, viral and fungal infections, recurrent sinopulmonary or skin infections, and autoimmune abnormalities including hemolytic anemia and autoimmune cytopenias. Patients also have global developmental delay with speech delay and variable intellectual disability. Disease onset is in infancy or early childhood.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
130 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de anemia hemolítica autoimune-trombocitopenia autoimune-imunodeficiência primária por deficiência TPP2
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de anemia hemolítica autoimune-trombocitopenia autoimune-imunodeficiência primária por deficiência TPP2.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome de anemia hemolítica autoimune-trombocitopenia autoimune-imunodeficiência primária por deficiência TPP2 e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Existe um documento oficial para "Anemia Hemolítica Autoimune". Ele pode não cobrir esta forma específica da doença — confira no texto do protocolo antes de contar com ele.
A síndrome é causada por mutações com padrão autossômico recessivo no gene TPP2. Esse gene é responsável por produzir a proteína tripeptidil-peptidase 2, essencial para a regulação imunológica.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de anemia hemolítica autoimune-trombocitopenia autoimune-imunodeficiência primária por deficiência TPP2. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-anemia-hemolitica-autoimune-trombocitopenia-autoimune-imunodeficiencia-primaria-por-deficiencia-tpp2
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de anemia hemolítica autoimune-trombocitopenia autoimune-imunodeficiência primária por deficiência TPP2
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub