Doença genética rara com herança autossômica recessiva, causada por mutações no gene TWNK. Afeta fígado, cérebro e rins, levando a insuficiência hepática, distúrbios neurológicos e problemas renais.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de depleção do DNA mitocondrial, forma hepatocerebrorrenal, é uma doença genética rara que afeta principalmente o fígado, o cérebro e os rins. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas síndromes de depleção do DNA mitocondrial, nas quais a quantidade de DNA nas mitocôndrias (as 'usinas de energia' das células) é reduzida, comprometendo a produção de energia celular. A doença tem início precoce, geralmente ainda no período neonatal ou na primeira infância.[1]
Estima-se que a prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição muito rara.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da forma hepatocerebrorrenal da síndrome de depleção do DNA mitocondrial geralmente aparecem logo após o nascimento ou nos primeiros meses de vida. Eles podem incluir comprometimento grave do fígado (como insuficiência hepática), alterações neurológicas (como atraso no desenvolvimento, fraqueza muscular e convulsões) e problemas renais (como disfunção tubular renal). A combinação exata de sintomas pode variar de pessoa para pessoa.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene TWNK (também conhecido como Twinkle mtDNA helicase). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a replicação e manutenção do DNA mitocondrial. Mutações no TWNK levam à redução da quantidade de DNA mitocondrial, prejudicando a produção de energia nas células, especialmente em órgãos com alta demanda energética, como fígado, cérebro e rins.[1][2]
A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa afetada herdou uma cópia do gene alterado de cada um dos pais. Os pais, geralmente, são portadores saudáveis da mutação.[1]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de imagem e laboratoriais, e confirmado por meio de teste genético que identifica mutações no gene TWNK. Atualmente, há pelo menos um teste genético disponível para a doença, e mais de 200 variantes genéticas associadas foram registradas no banco de dados ClinVar.[1][2]
A classificação internacional da doença, conforme a CID-10, é E88.8 (Outros transtornos do metabolismo especificados). O código MONDO correspondente é MONDO:0018197.[1][3]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há cura para a síndrome de depleção do DNA mitocondrial, forma hepatocerebrorrenal. O tratamento é de suporte e visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Pode incluir suporte nutricional, medicamentos para controle de convulsões, manejo da insuficiência hepática e renal, e fisioterapia. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo pediatra, neurologista, hepatologista e nefrologista.[1]
No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos ou procedimentos padronizados.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é geralmente reservado, devido à gravidade e ao início precoce dos sintomas. A progressão da doença pode ser rápida, especialmente nos casos com insuficiência hepática grave. O suporte médico intensivo e o cuidado paliativo podem ajudar a melhorar o conforto e a qualidade de vida da criança e da família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Síndrome de depleção do DNA mitocondrial, forma hepatocerebrorrenal é uma condição genética muito rara que costuma iniciar no período neonatal ou na infância. Ela tem herança autossômica recessiva e está associada a alterações genéticas no gene TWNK, que atua na proteção e replicação do DNA mitocondrial. Esta doença não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde e não possui medicamentos com dispensação específica regulamentada no SUS. O acompanhamento depende da assistência multidisciplinar dos serviços de saúde e de testes genéticos específicos para confirmação diagnóstica.
Doença genética rara com herança autossômica recessiva, causada por mutações no gene TWNK. Afeta fígado, cérebro e rins, levando a insuficiência hepática, distúrbios neurológicos e problemas renais.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Progressive external ophthalmoplegia with mitochondrial DNA deletions, autosomal dominant, 3
A disorder characterized by progressive weakness of ocular muscles and levator muscle of the upper eyelid. In a minority of cases, it is associated with skeletal myopathy, which predominantly involves axial or proximal muscles and which causes abnormal fatigability and even permanent muscle weakness. Ragged-red fibers and atrophy are found on muscle biopsy. A large proportion of chronic ophthalmoplegias are associated with other symptoms, leading to a multisystemic pattern of this disease. Additional symptoms are variable, and may include cataracts, hearing loss, sensory axonal neuropathy, ataxia, depression, hypogonadism, and parkinsonism.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
206 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de depleção do DNA mitocondrial, forma hepatocerebrorrenal
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome de depleção do DNA mitocondrial, forma hepatocerebrorrenal e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
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A doença é causada por alterações no gene TWNK, responsável pela produção da enzima Twinkle mtDNA helicase. A transmissão segue o padrão de herança autossômica recessiva.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de depleção do DNA mitocondrial, forma hepatocerebrorrenal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-deplecao-do-dna-mitocondrial-forma-hepatocerebrorrenal
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Síndrome de depleção do DNA mitocondrial, forma hepatocerebrorrenal
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA