O encurvamento lateral grave da tíbia com baixa estatura é uma displasia óssea primária, genética e rara caracterizada por encurvamento lateral significativo, uni ou bilateral, da tíbia localizado nos dois terços distais da tíbia, com respectivo espessamento cortical e afinamento das curvas interna e externa da tíbia, perda de osso trabecular normal, anormalidades bilaterais das epífises e placas de crescimento tibiais, bem como anormalidades nos pés, incluindo arcos anormalmente altos. Os indivíduos afetados apresentam baixa estatura com ausência de outras anormalidades esqueléticas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de encurvamento lateral grave das tíbias-baixa estatura-escápula alada grau ligeiro-dismorfia facial ligeira é uma condição genética rara que afeta principalmente o desenvolvimento dos ossos. Caracteriza-se por um encurvamento acentuado da tíbia (osso da canela) para o lado, estatura baixa, escápula levemente proeminente (escápula alada) e traços faciais discretamente diferentes. A doença é tão rara que sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sinais incluem encurvamento lateral grave da tíbia, geralmente presente em uma ou ambas as pernas, localizado nos dois terços inferiores do osso. Isso vem acompanhado de alterações na espessura do osso (a parte interna da curva fica mais fina e a externa mais espessa) e perda do padrão normal do osso trabecular. Também podem ocorrer anormalidades nas epífises e placas de crescimento da tíbia, além de pés com arcos muito altos. A estatura é baixa, mas não há outras alterações esqueléticas significativas. A escápula alada e a dismorfia facial são descritas como de grau ligeiro.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos, como o encurvamento lateral da tíbia, baixa estatura, escápula alada e dismorfia facial. Exames de imagem (radiografias) ajudam a confirmar as alterações ósseas. Testes genéticos podem ser realizados para investigar possíveis causas, embora nenhum gene específico tenha sido associado até o momento. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo específico para esta síndrome. O manejo é sintomático e de suporte, podendo incluir acompanhamento ortopédico para avaliar e tratar as deformidades ósseas, fisioterapia e reabilitação. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do cuidado multidisciplinar. Cada caso deve ser avaliado individualmente por uma equipe médica especializada.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Não há dados específicos na literatura sobre o prognóstico a longo prazo desta síndrome. Por ser uma condição rara e sem tratamento curativo, o acompanhamento regular com especialistas (ortopedista, geneticista, fisioterapeuta) é importante para monitorar o desenvolvimento e oferecer suporte adequado, visando melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Esta é uma condição genética rara em que a criança apresenta um encurvamento acentuado para fora no osso da perna (a tíbia) e baixa estatura. Além da curvatura nas pernas, a pessoa pode ter alterações no formato dos pés, como um arco do pé muito alto. Os genes causadores e o padrão de herança ainda não foram descobertos pela ciência. A doença não possui protocolo clínico (PCDT) nem medicamentos dispensados pelo SUS, sendo o cuidado focado no suporte ortopédico e na reabilitação.
O encurvamento lateral grave da tíbia com baixa estatura é uma displasia óssea primária, genética e rara caracterizada por encurvamento lateral significativo, uni ou bilateral, da tíbia localizado nos dois terços distais da tíbia, com respectivo espessamento cortical e afinamento das curvas interna e externa da tíbia, perda de osso trabecular normal, anormalidades bilaterais das epífises e placas de crescimento tibiais, bem como anormalidades nos pés, incluindo arcos anormalmente altos. Os indivíduos afetados apresentam baixa estatura com ausência de outras anormalidades esqueléticas.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Genética e causas
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Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome de encurvamento lateral grave das tíbias-baixa estatura-escápula alada grau ligeiro-dismorfia facial ligeira e no aconselhamento genético da família.
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Não há relato de cura nos registros médicos, sendo classificada como uma condição genética do desenvolvimento ósseo. O manejo envolve o acompanhamento das alterações ortopédicas das pernas e dos pés.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
3 fontes citadas no texto · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de encurvamento lateral grave das tíbias-baixa estatura-escápula alada grau ligeiro-dismorfia facial ligeira. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-encurvamento-lateral-grave-das-tibias-baixa-estatura-escapula-alada-grau-ligeiro-dismorfia-facial-ligeira
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Síndrome de encurvamento lateral grave das tíbias-baixa estatura-escápula alada grau ligeiro-dismorfia facial ligeira
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA