Síndrome rara autossômica dominante caracterizada por fibromatose gengival, dilatação da raiz aórtica e dismorfia facial (fissuras palpebrais descendentes, ponte nasal ampla). Apresenta também perturbação do desenvolvimento intelectual, hipotonia axial e macroglossia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de fibromatose gengival-dilatação do arco aórtico-dismorfia facial-perturbação do desenvolvimento intelectual é uma condição genética rara que afeta múltiplos sistemas do corpo. Ela é caracterizada por uma combinação de alterações na gengiva (fibromatose gengival), alargamento da raiz da aorta (dilatação do arco aórtico), características faciais distintas (dismorfia facial) e dificuldades no desenvolvimento intelectual. A condição também é conhecida internacionalmente como Gingival fibromatosis-aortic root dilatation-facial dysmorphism-intellectual disability syndrome.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem manifestações que afetam a face, a boca, o sistema neurológico e o coração. Entre os achados mais comuns estão: hiperplasia gengival (crescimento excessivo da gengiva), boca larga, lábio inferior com vermelhão evertido (virado para fora), lábio superior fino, cantos da boca voltados para baixo, macroglossia (língua aumentada), macrodontia do incisivo central superior permanente (dente da frente maior que o normal) e diastema (espaço entre os dentes).[1][4]
Na região facial, podem ser observados sinofris (sobrancelhas unidas), hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), ponte nasal ampla, fissuras palpebrais inclinadas para baixo, megalocórnea (córnea aumentada) e estrabismo. Do ponto de vista neurológico, são frequentes atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem, ataxia (falta de coordenação motora), distonia (contrações musculares involuntárias), nistagmo (movimentos oculares involuntários e rítmicos), hipotonia axial (tônus muscular diminuído no tronco), crises não motoras generalizadas (tipo ausência) e estado de mal epiléptico. Exames de imagem podem mostrar atrofia cerebral e atrofia cerebelar. A laringomalácia (colapso da laringe) também pode estar presente. O início dos sintomas ocorre na infância.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene KCNMA1. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada subunidade alfa-1 do canal de potássio ativado por cálcio (Calcium-activated potassium channel subunit alpha-1). Essa proteína é essencial para o funcionamento adequado de diversos tecidos, incluindo o cérebro, os músculos e o coração. As alterações neste gene afetam o fluxo de íons potássio através das membranas celulares, o que pode levar aos sinais e sintomas observados na síndrome.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e é confirmado por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos utilizados para identificar variantes no gene KCNMA1. Outros exames genéticos que podem auxiliar no diagnóstico incluem o cariótipo com bandas G, Q ou R e a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH. A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação. Atualmente, há 269 variantes associadas à síndrome registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico que cure a síndrome. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para auxiliar no desenvolvimento motor e da fala. O tratamento das crises epilépticas e da distonia deve ser individualizado por um neurologista. A hiperplasia gengival pode necessitar de avaliação e acompanhamento odontológico especializado. A dilatação do arco aórtico requer monitoramento cardiológico regular para prevenir complicações.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a presença de complicações, como as cardiovasculares. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são fundamentais para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida da pessoa afetada. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara autossômica dominante caracterizada por fibromatose gengival, dilatação da raiz aórtica e dismorfia facial (fissuras palpebrais descendentes, ponte nasal ampla). Apresenta também perturbação do desenvolvimento intelectual, hipotonia axial e macroglossia.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de fibromatose gengival-dilatação do arco aórtico-dismorfia facial-perturbação do desenvolvimento intelectual é uma condição genética rara que afeta múltiplos sistemas do corpo. Ela é caracterizada por uma combinação de alterações na gengiva (fibromatose gengival), alargamento da raiz da aorta (dilatação do arco aórtico), características faciais distintas (dismorfia facial) e dificuldades no desenvolvimento intelectual. A condição também é conhecida internacionalmente como Gingival fibromatosis-aortic root dilatation-facial dysmorphism-intellectual disability syndrome.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem manifestações que afetam a face, a boca, o sistema neurológico e o coração. Entre os achados mais comuns estão: hiperplasia gengival (crescimento excessivo da gengiva), boca larga, lábio inferior com vermelhão evertido (virado para fora), lábio superior fino, cantos da boca voltados para baixo, macroglossia (língua aumentada), macrodontia do incisivo central superior permanente (dente da frente maior que o normal) e diastema (espaço entre os dentes).[1][4]
Na região facial, podem ser observados sinofris (sobrancelhas unidas), hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), ponte nasal ampla, fissuras palpebrais inclinadas para baixo, megalocórnea (córnea aumentada) e estrabismo. Do ponto de vista neurológico, são frequentes atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem, ataxia (falta de coordenação motora), distonia (contrações musculares involuntárias), nistagmo (movimentos oculares involuntários e rítmicos), hipotonia axial (tônus muscular diminuído no tronco), crises não motoras generalizadas (tipo ausência) e estado de mal epiléptico. Exames de imagem podem mostrar atrofia cerebral e atrofia cerebelar. A laringomalácia (colapso da laringe) também pode estar presente. O início dos sintomas ocorre na infância.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene KCNMA1. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada subunidade alfa-1 do canal de potássio ativado por cálcio (Calcium-activated potassium channel subunit alpha-1). Essa proteína é essencial para o funcionamento adequado de diversos tecidos, incluindo o cérebro, os músculos e o coração. As alterações neste gene afetam o fluxo de íons potássio através das membranas celulares, o que pode levar aos sinais e sintomas observados na síndrome.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e é confirmado por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos métodos utilizados para identificar variantes no gene KCNMA1. Outros exames genéticos que podem auxiliar no diagnóstico incluem o cariótipo com bandas G, Q ou R e a pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH. A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação. Atualmente, há 269 variantes associadas à síndrome registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico que cure a síndrome. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para auxiliar no desenvolvimento motor e da fala. O tratamento das crises epilépticas e da distonia deve ser individualizado por um neurologista. A hiperplasia gengival pode necessitar de avaliação e acompanhamento odontológico especializado. A dilatação do arco aórtico requer monitoramento cardiológico regular para prevenir complicações.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a presença de complicações, como as cardiovasculares. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são fundamentais para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida da pessoa afetada. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 26 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisPotassium channel activated by both membrane depolarization or increase in cytosolic Ca(2+) that mediates export of K(+) (PubMed:14523450, PubMed:29330545, PubMed:31152168). It is also activated by the concentration of cytosolic Mg(2+). Its activation dampens the excitatory events that elevate the cytosolic Ca(2+) concentration and/or depolarize the cell membrane. It therefore contributes to repolarization of the membrane potential. Plays a key role in controlling excitability in a number of sys
Cell membrane
Paroxysmal non-kinesigenic dyskinesia 3 with or without generalized epilepsy
An autosomal dominant neurologic disorder characterized by absence seizures, generalized tonic-clonic seizures, paroxysmal nonkinesigenic dyskinesia and involuntary dystonic or choreiform movements. Onset is usually in childhood. Patients may have seizures only, dyskinesia only, or both.
Variantes genéticas (ClinVar)
269 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de fibromatose gengival-dilatação do arco aórtico-dismorfia facial-perturbação do desenvolvimento intelectual
Centros de Referência SUS
13 centros habilitados pelo SUS para Síndrome de fibromatose gengival-dilatação do arco aórtico-dismorfia facial-perturbação do desenvolvimento intelectual
Centros para Síndrome de fibromatose gengival-dilatação do arco aórtico-dismorfia facial-perturbação do desenvolvimento intelectual
Detalhes dos centros
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Mast cell mediators in hereditary angioedema.
Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
🥉 Relato de casoPlatelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:664438(Orphanet)
- OMIM OMIM:618729(OMIM)
- MONDO:0032886(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome de fibromatose gengival-dilatação do arco aórtico-dismorfia facial-perturbação do desenvolvimento intelectual
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11