A distonia blefaroespásmo-oromandibular, também chamada de distonia de Meige ou síndrome de Meige, é uma distonia focal que envolve blefaroespasmo essencial benigno (BEB) simétrico e distonia oromandibular.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de Meige, também conhecida como distonia blefaroespasmo-oromandibular, é uma condição neurológica rara caracterizada por contrações musculares involuntárias e repetitivas (distonia focal). A síndrome envolve, de forma simétrica, o blefaroespasmo essencial benigno (fechamento forçado e involuntário das pálpebras) e a distonia oromandibular (movimentos involuntários da mandíbula, língua e músculos faciais).[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas da Síndrome de Meige incluem o blefaroespasmo essencial benigno (BEB), que causa piscadas excessivas e fechamento involuntário dos olhos, e a distonia oromandibular, que pode provocar contrações involuntárias da mandíbula, lábios e língua. A condição geralmente se manifesta na idade adulta ou em idosos.[1]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome de Meige é essencialmente clínico, baseado na história e no exame neurológico que identificam os padrões característicos de blefaroespasmo e distonia oromandibular. Exames genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser utilizados para descartar outras condições que cursam com distonia, embora não exista um teste genético específico para a síndrome. A classificação CID-10 para a condição é G24.8.[1][2][3]
Tratamento e manejo
O manejo da Síndrome de Meige é multidisciplinar e pode incluir o uso de medicamentos para aliviar os sintomas, além de procedimentos como o atendimento em reabilitação para doenças raras, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) com cobertura parcial. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe especializada.[1][3]
Tratamentos citados na literatura
Diversos fármacos foram associados à Síndrome de Meige em estudos científicos, mas é importante destacar que essas são associações mineradas da literatura e não representam recomendações de tratamento. Entre os medicamentos com maior número de publicações estão: Levodopa (6 publicações), Hidroxicloroquina (4), Lidocaína (4), Tetrabenazina (4), Triexifenidil (4), Aripiprazol (3), Baclofeno (3), Haloperidol (3), Esteroides (3) e Zolpidem (3). A prociclidina também é citada em estudos de reposicionamento de fármacos.[3]
Prognóstico e qualidade de vida
A Síndrome de Meige é uma condição crônica que pode impactar significativamente a qualidade de vida devido aos sintomas motores, como dificuldade para manter os olhos abertos e para se alimentar. O prognóstico varia de acordo com a resposta ao tratamento e a gravidade dos sintomas. O acompanhamento regular com neurologista e o suporte de reabilitação são fundamentais para o manejo dos sintomas e a melhora da funcionalidade.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Síndrome de Meige é uma alteração neurológica rara que causa contrações musculares involuntárias na região do rosto. A pessoa acometida costuma apresentar piscamento excessivo ou fechamento involuntário dos olhos (blefaroespasmo), além de movimentos involuntários na boca e mandíbula. Os sintomas geralmente começam a se manifestar na fase adulta ou em idades mais avançadas. No Brasil, a síndrome não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde, mas o SUS oferece atendimento especializado em reabilitação.
A distonia blefaroespásmo-oromandibular, também chamada de distonia de Meige ou síndrome de Meige, é uma distonia focal que envolve blefaroespasmo essencial benigno (BEB) simétrico e distonia oromandibular.
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Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de Meige. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-meige
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Síndrome de Meige
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov