Esta é uma lista de códigos de doenças no banco de dados Online Mendelian Inheritance in Man (OMIM). São doenças que podem ser herdadas por meio de um mecanismo genético mendeliano. O OMIM é um dos bancos de dados abrigados no Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos Estados Unidos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de neuropatia motora axonal distal-miopatia fibrilar autossômica dominante é uma doença neuromuscular rara, caracterizada pela combinação de fraqueza muscular progressiva e alterações nos nervos motores. A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e pode manifestar-se na infância, adolescência ou idade adulta.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sintomas mais comuns incluem fraqueza muscular que afeta principalmente as mãos, a cintura escapular (ombros) e a cintura pélvica (quadril), dificuldade para subir escadas, andar sobre os calcanhares e marcha anserina (andar como um pato). Muitas pessoas apresentam pé cavo (arco do pé muito elevado), contratura articular, escápula alada (omoplata proeminente) e quedas frequentes. Outros sinais incluem camptocormia (curvatura para frente da coluna ao andar), intolerância ao exercício, insuficiência respiratória, cardiomiopatia (doença do músculo cardíaco), hipertensão arterial, hiperuricemia (ácido úrico elevado) e aumento das enzimas hepáticas (transaminases) e da creatina quinase (CK) no sangue. Os reflexos profundos, como o reflexo aquileu (no tornozelo) e o reflexo do bíceps, podem estar ausentes ou diminuídos. Exames de imagem podem mostrar atelectasia (colapso de parte do pulmão) e aumento do tecido conjuntivo entre as fibras musculares (endomísio).[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes (mutações) no gene HSPB8, que fornece instruções para a produção da proteína de choque térmico beta-8 (Heat shock protein beta-8). Essa proteína ajuda a proteger as células musculares e nervosas contra o estresse. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene, herdada de um dos pais ou surgida de forma espontânea, é suficiente para causar a doença.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é confirmado por meio de teste genético, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que analisa todos os genes codificadores de proteínas. Atualmente, há 51 variantes patogênicas ou provavelmente patogênicas descritas no ClinVar para o gene HSPB8, e 8 testes genéticos disponíveis comercialmente. O diagnóstico diferencial inclui outras neuropatias motoras e miopatias. O código CID-10 associado é G60.8 (outras neuropatias hereditárias e idiopáticas).[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na reabilitação. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para a doença, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras e o sequenciamento completo do exoma (WES) como procedimento diagnóstico. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologista, fisiatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, cardiologista e pneumologista, conforme a necessidade de cada sintoma.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável, dependendo da idade de início e da gravidade dos sintomas. A progressão da fraqueza muscular pode levar a limitações funcionais significativas, como dificuldade para deambular e realizar atividades diárias. A insuficiência respiratória e a cardiomiopatia são complicações que podem impactar a sobrevida. O suporte multidisciplinar e a reabilitação precoce são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Miopatia miofibrilar refere‑se a um grupo de distúrbios caracterizados por fraqueza muscular (miopatia) que piora ao longo do tempo. A miopatia miofibrilar afeta principalmente os músculos esqueléticos, que são os músculos que o corpo usa para se mover. Em alguns casos, o músculo cardíaco (cardíaco) também é afetado.
Os sinais e sintomas da miopatia miofibrilar variam amplamente entre as pessoas com a condição. Pessoas com esse distúrbio geralmente começam a desenvolver miopatia na meia‑idade adulta. No entanto, as características dessa condição podem aparecer a qualquer momento, desde a infância até a fase adulta avançada. A miopatia costuma começar nas mãos, antebraços, pés e pernas inferiores (músculos distais), mas algumas pessoas primeiro sentem fraqueza nos músculos próximos ao centro do corpo (músculos proximais). A fraqueza pode se espalhar para outros músculos.
Outros sinais e sintomas da miopatia miofibrilar podem incluir dor muscular (mialgia) ou fraqueza e perda de sensação nos membros (neuropatia periférica). Indivíduos afetados também podem ter problemas esqueléticos, que podem incluir rigidez articular (contraturas) e curvatura anormal lateral da coluna (escoliose). Algumas pessoas com miopatia miofibrilar desenvolvem opacificação nas lentes dos olhos (catarata).
Algumas pessoas com miopatia miofibrilar desenvolvem cardiomiopatia, que é um enfraquecimento do músculo cardíaco. Em alguns casos, a cardiomiopatia é o primeiro sinal do distúrbio.
Em casos raros, os músculos usados para falar, engolir ou respirar são afetados em pessoas com miopatia miofibrilar. Quando os músculos usados para respirar estão envolvidos, as pessoas com a condição podem experimentar fadiga extrema, dificuldades respiratórias e, em casos graves, insuficiência respiratória.
Fonte: MedlinePlus Genetics (NLM/NIH), traduzidoEsta é uma lista de códigos de doenças no banco de dados Online Mendelian Inheritance in Man (OMIM). São doenças que podem ser herdadas por meio de um mecanismo genético mendeliano. O OMIM é um dos bancos de dados abrigados no Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos Estados Unidos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 33 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 70 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisNeuronopathy, distal hereditary motor, autosomal dominant 2
A form of distal hereditary motor neuronopathy, a heterogeneous group of neuromuscular disorders caused by selective degeneration of motor neurons in the anterior horn of the spinal cord, without sensory deficit in the posterior horn. The overall clinical picture consists of a classical distal muscular atrophy syndrome in the legs without clinical sensory loss. The disease starts with weakness and wasting of distal muscles of the anterior tibial and peroneal compartments of the legs. Later on, weakness and atrophy may expand to the proximal muscles of the lower limbs and/or to the distal upper limbs.
Variantes genéticas (ClinVar)
51 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
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A síndrome é causada por mutações genéticas no gene HSPB8, responsável por produzir a proteína Heat shock protein beta-8. Essas alterações genéticas comprometem as fibras musculares e os prolongamentos dos nervos motores do organismo.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de neuropatia motora axonal distal-miopatia fibrilar autossômica dominante. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-neuropatia-motora-axonal-distal-miopatia-fibrilar-autossomica-dominante
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Síndrome de neuropatia motora axonal distal-miopatia fibrilar autossômica dominante
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata