Variante rara da Síndrome de Guillain-Barré com fraqueza ascendente, afetando principalmente os músculos da faringe, pescoço e braços. Pode apresentar dificuldade para engolir, falar e levantar os braços.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A variante faríngea-cervical-braquial (FCB) é uma forma rara e localizada da síndrome de Guillain-Barré. Ela afeta principalmente os músculos da faringe (garganta), do pescoço e dos braços, poupando inicialmente as pernas. A condição pode ocorrer em qualquer idade, desde crianças até adultos mais velhos.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem dificuldade para engolir (disfagia), fraqueza nos músculos do pescoço (cervicais) e fraqueza simétrica nos braços. As pernas geralmente são poupadas no início. Em alguns casos, pode haver queda da pálpebra (ptose) ou fraqueza facial. Os sintomas costumam surgir de forma aguda, ao longo de dias a semanas.[1]
Causas genéticas
Até o momento, não há um gene específico identificado como causa direta da variante FCB. A condição não é considerada hereditária na maioria dos casos. Acredita-se que seja desencadeada por uma resposta autoimune após infecções, como as causadas por Campylobacter jejuni ou vírus respiratórios.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, baseado na história de fraqueza aguda localizada na faringe, pescoço e braços. Exames complementares incluem eletroneuromiografia (ENMG) para avaliar a condução nervosa e punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (que pode mostrar aumento de proteínas sem aumento de células — dissociação albumino-citológica). Testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser solicitados para excluir outras doenças neuromusculares hereditárias, mas não são necessários para o diagnóstico da variante FCB.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é semelhante ao da síndrome de Guillain-Barré clássica e inclui imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que ajudam a modular a resposta autoimune. O manejo também envolve suporte clínico, como fisioterapia, terapia ocupacional e, se necessário, suporte nutricional (sonda nasogástrica) em casos de disfagia grave. No Brasil, o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível pelo SUS, com cobertura parcial para esses procedimentos.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
A maioria dos pacientes apresenta recuperação gradual ao longo de semanas a meses, especialmente com tratamento precoce. A fraqueza residual pode ocorrer, mas a maioria recupera a função motora de forma satisfatória. O prognóstico é geralmente bom, embora complicações como insuficiência respiratória possam ocorrer em casos graves, exigindo monitoramento.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Variante rara da Síndrome de Guillain-Barré com fraqueza ascendente, afetando principalmente os músculos da faringe, pescoço e braços. Pode apresentar dificuldade para engolir, falar e levantar os braços.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A variante faríngea-cervical-braquial (FCB) é uma forma rara e localizada da síndrome de Guillain-Barré. Ela afeta principalmente os músculos da faringe (garganta), do pescoço e dos braços, poupando inicialmente as pernas. A condição pode ocorrer em qualquer idade, desde crianças até adultos mais velhos.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem dificuldade para engolir (disfagia), fraqueza nos músculos do pescoço (cervicais) e fraqueza simétrica nos braços. As pernas geralmente são poupadas no início. Em alguns casos, pode haver queda da pálpebra (ptose) ou fraqueza facial. Os sintomas costumam surgir de forma aguda, ao longo de dias a semanas.[1]
Causas genéticas
Até o momento, não há um gene específico identificado como causa direta da variante FCB. A condição não é considerada hereditária na maioria dos casos. Acredita-se que seja desencadeada por uma resposta autoimune após infecções, como as causadas por Campylobacter jejuni ou vírus respiratórios.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, baseado na história de fraqueza aguda localizada na faringe, pescoço e braços. Exames complementares incluem eletroneuromiografia (ENMG) para avaliar a condução nervosa e punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (que pode mostrar aumento de proteínas sem aumento de células — dissociação albumino-citológica). Testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser solicitados para excluir outras doenças neuromusculares hereditárias, mas não são necessários para o diagnóstico da variante FCB.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é semelhante ao da síndrome de Guillain-Barré clássica e inclui imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que ajudam a modular a resposta autoimune. O manejo também envolve suporte clínico, como fisioterapia, terapia ocupacional e, se necessário, suporte nutricional (sonda nasogástrica) em casos de disfagia grave. No Brasil, o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível pelo SUS, com cobertura parcial para esses procedimentos.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
A maioria dos pacientes apresenta recuperação gradual ao longo de semanas a meses, especialmente com tratamento precoce. A fraqueza residual pode ocorrer, mas a maioria recupera a função motora de forma satisfatória. O prognóstico é geralmente bom, embora complicações como insuficiência respiratória possam ocorrer em casos graves, exigindo monitoramento.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Variante faríngea-cervical-braquial da síndrome de Guillain-Barré
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Pharyngeal-Cervical-Brachial Variant of Guillain-Barré Syndrome Following Dengue Infection: A Rare Syndrome with Rare Association.
Pharyngeal-cervical-brachial (PCB) variant is a rare localized variant of Guillain-Barré syndrome that presents with a rapidly progressive oropharyngeal and cervicopharyngeal weakness associated with areflexia in the upper limb. Here, we are describing a case of a 20-year-old female who had a preceding history of fever with thrombocytopenia that was found to be dengue ELISA positive. This was followed by rapidly progressive weakness of cervical, bulbar, and bilateral facial muscles along with areflexia of upper limb. Nerve conduction study showed a reduced compound muscle action potential amplitude in the upper limb, and the CSF examination showed albuminocytological dissociation. The patient was given intravenous immunoglobulin, and she started improving within 3 days of commencing the treatment.
How often and when Fisher syndrome is overlapped by Guillain-Barré syndrome or Bickerstaff brainstem encephalitis?
Fisher syndrome (FS) may overlap with Guillain-Barré syndrome (GBS), in particular the pharyngeal-cervical-brachial variant form (PCB-GBS), or Bickerstaff brainstem encephalitis (BBE). Our aim was to elucidate the frequency of this overlap and the patterns of clinical progression in patients with FS. Sixty consecutive patients with FS were studied. FS/PCB-GBS was diagnosed when the patients developed pharyngeal, cervical and/or brachial weakness. Patients with flaccid tetraparesis were diagnosed as having FS/conventional GBS. FS/BBE was defined as the development of consciousness disturbances. All 60 patients initially developed the FS clinical triad alone (pure FS). Of these, 30 (50%) patients had pure FS throughout their course, whereas the remaining 50% of patients showed an overlap: PCB-GBS in 14 (23%) patients, conventional GBS in nine (15%) patients and BBE in seven (12%) patients. The median (range) durations from FS onset to progression to FS/PCB-GBS, FS/GBS or FS/BBE were 5 (1-7), 3 (1-4) and 3 (1-5) days, respectively. Patients with overlap syndromes more frequently received immune-modulating treatment, and the outcomes were generally favourable. The frequencies of positivity for anti-GQ1b, GT1a, GD1a, GD1b, GalNAc-GD1a and GM1 antibodies were not significantly different amongst the four groups. Of the patients with pure FS, 50% later developed an overlap with PCB-GBS, conventional GBS or BBE. The overlap occurred within 7 days of FS onset; thus, physicians should pay attention to the possible development of this overlap during the first week after FS onset.
Publicações recentes
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Annals of Indian Academy of NeurologyHow often and when Fisher syndrome is overlapped by Guillain-Barré syndrome or Bickerstaff brainstem encephalitis?
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:231426(Orphanet)
- MONDO:0016496(MONDO)
- GARD:20614(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55786261(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Variante faríngea-cervical-braquial da síndrome de Guillain-Barré
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata