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Variante faríngea-cervical-braquial da síndrome de Guillain-Barré
ORPHA:231426CID-10 · G61.0CID-11 · 8C01.0DOENÇA RARA
Início todas idadesHerança Complex/Unknown
Também conhecida comoPCBGBS

Variante rara da Síndrome de Guillain-Barré com fraqueza ascendente, afetando principalmente os músculos da faringe, pescoço e braços. Pode apresentar dificuldade para engolir, falar e levantar os braços.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 03/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A variante faríngea-cervical-braquial (FCB) é uma forma rara e localizada da síndrome de Guillain-Barré. Ela afeta principalmente os músculos da faringe (garganta), do pescoço e dos braços, poupando inicialmente as pernas. A condição pode ocorrer em qualquer idade, desde crianças até adultos mais velhos.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas incluem dificuldade para engolir (disfagia), fraqueza nos músculos do pescoço (cervicais) e fraqueza simétrica nos braços. As pernas geralmente são poupadas no início. Em alguns casos, pode haver queda da pálpebra (ptose) ou fraqueza facial. Os sintomas costumam surgir de forma aguda, ao longo de dias a semanas.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há um gene específico identificado como causa direta da variante FCB. A condição não é considerada hereditária na maioria dos casos. Acredita-se que seja desencadeada por uma resposta autoimune após infecções, como as causadas por Campylobacter jejuni ou vírus respiratórios.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado na história de fraqueza aguda localizada na faringe, pescoço e braços. Exames complementares incluem eletroneuromiografia (ENMG) para avaliar a condução nervosa e punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (que pode mostrar aumento de proteínas sem aumento de células — dissociação albumino-citológica). Testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser solicitados para excluir outras doenças neuromusculares hereditárias, mas não são necessários para o diagnóstico da variante FCB.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento é semelhante ao da síndrome de Guillain-Barré clássica e inclui imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que ajudam a modular a resposta autoimune. O manejo também envolve suporte clínico, como fisioterapia, terapia ocupacional e, se necessário, suporte nutricional (sonda nasogástrica) em casos de disfagia grave. No Brasil, o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível pelo SUS, com cobertura parcial para esses procedimentos.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

A maioria dos pacientes apresenta recuperação gradual ao longo de semanas a meses, especialmente com tratamento precoce. A fraqueza residual pode ocorrer, mas a maioria recupera a função motora de forma satisfatória. O prognóstico é geralmente bom, embora complicações como insuficiência respiratória possam ocorrer em casos graves, exigindo monitoramento.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Variante rara da Síndrome de Guillain-Barré com fraqueza ascendente, afetando principalmente os músculos da faringe, pescoço e braços. Pode apresentar dificuldade para engolir, falar e levantar os braços.

Publicações científicas
2 artigos
Último publicado: 2019 Apr-Jun
🏥
SUS: Cobertura parcialScore: 45%
CID-10: G61.0
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (2)
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)genetic_test
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças rarasrehabilitation
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 03/06/2026
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Visão geral

A variante faríngea-cervical-braquial (FCB) é uma forma rara e localizada da síndrome de Guillain-Barré. Ela afeta principalmente os músculos da faringe (garganta), do pescoço e dos braços, poupando inicialmente as pernas. A condição pode ocorrer em qualquer idade, desde crianças até adultos mais velhos.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas incluem dificuldade para engolir (disfagia), fraqueza nos músculos do pescoço (cervicais) e fraqueza simétrica nos braços. As pernas geralmente são poupadas no início. Em alguns casos, pode haver queda da pálpebra (ptose) ou fraqueza facial. Os sintomas costumam surgir de forma aguda, ao longo de dias a semanas.[1]

Causas genéticas

Até o momento, não há um gene específico identificado como causa direta da variante FCB. A condição não é considerada hereditária na maioria dos casos. Acredita-se que seja desencadeada por uma resposta autoimune após infecções, como as causadas por Campylobacter jejuni ou vírus respiratórios.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado na história de fraqueza aguda localizada na faringe, pescoço e braços. Exames complementares incluem eletroneuromiografia (ENMG) para avaliar a condução nervosa e punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (que pode mostrar aumento de proteínas sem aumento de células — dissociação albumino-citológica). Testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser solicitados para excluir outras doenças neuromusculares hereditárias, mas não são necessários para o diagnóstico da variante FCB.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento é semelhante ao da síndrome de Guillain-Barré clássica e inclui imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese, que ajudam a modular a resposta autoimune. O manejo também envolve suporte clínico, como fisioterapia, terapia ocupacional e, se necessário, suporte nutricional (sonda nasogástrica) em casos de disfagia grave. No Brasil, o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível pelo SUS, com cobertura parcial para esses procedimentos.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

A maioria dos pacientes apresenta recuperação gradual ao longo de semanas a meses, especialmente com tratamento precoce. A fraqueza residual pode ocorrer, mas a maioria recupera a função motora de forma satisfatória. O prognóstico é geralmente bom, embora complicações como insuficiência respiratória possam ocorrer em casos graves, exigindo monitoramento.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Anos de pesquisa7desde 2019
Total histórico2PubMed
Últimos 10 anos2publicações
Pico20161 papers
Linha do tempo
20202019Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

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Diagnóstico

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
2 papers (10 anos)
#1

Pharyngeal-Cervical-Brachial Variant of Guillain-Barré Syndrome Following Dengue Infection: A Rare Syndrome with Rare Association.

Annals of Indian Academy of Neurology2019

Pharyngeal-cervical-brachial (PCB) variant is a rare localized variant of Guillain-Barré syndrome that presents with a rapidly progressive oropharyngeal and cervicopharyngeal weakness associated with areflexia in the upper limb. Here, we are describing a case of a 20-year-old female who had a preceding history of fever with thrombocytopenia that was found to be dengue ELISA positive. This was followed by rapidly progressive weakness of cervical, bulbar, and bilateral facial muscles along with areflexia of upper limb. Nerve conduction study showed a reduced compound muscle action potential amplitude in the upper limb, and the CSF examination showed albuminocytological dissociation. The patient was given intravenous immunoglobulin, and she started improving within 3 days of commencing the treatment.

#2

How often and when Fisher syndrome is overlapped by Guillain-Barré syndrome or Bickerstaff brainstem encephalitis?

European journal of neurology2016 Jun

Fisher syndrome (FS) may overlap with Guillain-Barré syndrome (GBS), in particular the pharyngeal-cervical-brachial variant form (PCB-GBS), or Bickerstaff brainstem encephalitis (BBE). Our aim was to elucidate the frequency of this overlap and the patterns of clinical progression in patients with FS. Sixty consecutive patients with FS were studied. FS/PCB-GBS was diagnosed when the patients developed pharyngeal, cervical and/or brachial weakness. Patients with flaccid tetraparesis were diagnosed as having FS/conventional GBS. FS/BBE was defined as the development of consciousness disturbances. All 60 patients initially developed the FS clinical triad alone (pure FS). Of these, 30 (50%) patients had pure FS throughout their course, whereas the remaining 50% of patients showed an overlap: PCB-GBS in 14 (23%) patients, conventional GBS in nine (15%) patients and BBE in seven (12%) patients. The median (range) durations from FS onset to progression to FS/PCB-GBS, FS/GBS or FS/BBE were 5 (1-7), 3 (1-4) and 3 (1-5) days, respectively. Patients with overlap syndromes more frequently received immune-modulating treatment, and the outcomes were generally favourable. The frequencies of positivity for anti-GQ1b, GT1a, GD1a, GD1b, GalNAc-GD1a and GM1 antibodies were not significantly different amongst the four groups. Of the patients with pure FS, 50% later developed an overlap with PCB-GBS, conventional GBS or BBE. The overlap occurred within 7 days of FS onset; thus, physicians should pay attention to the possible development of this overlap during the first week after FS onset.

Publicações recentes

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Pharyngeal-Cervical-Brachial Variant of Guillain-Barré Syndrome Following Dengue Infection: A Rare Syndrome with Rare Association.
    Annals of Indian Academy of Neurology· 2019· PMID 31007447mais citado
  2. How often and when Fisher syndrome is overlapped by Guillain-Barré syndrome or Bickerstaff brainstem encephalitis?
    European journal of neurology· 2016· PMID 26969889mais citado

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:231426(Orphanet)
  2. MONDO:0016496(MONDO)
  3. GARD:20614(GARD (NIH))
  4. Busca completa no PubMed(PubMed)
  5. Q55786261(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Compêndio · Raras BR

Variante faríngea-cervical-braquial da síndrome de Guillain-Barré

ORPHA:231426 · MONDO:0016496
CID-10
G61.0 · Síndrome de Guillain-Barré
CID-11
Início
All ages
MedGen
UMLS
C5190783
EuropePMC
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Papers 10a
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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata