Pular para o conteúdo
Degeneração macular miópica
ORPHA:178493DOENÇA RARA

Miopia, também conhecida como visão curta, é uma condição ocular em que a luz proveniente de objetos distantes se foca à frente da retina, em vez de sobre ela. Como resultado, objetos distantes parecem embaçados, enquanto objetos próximos parecem normais. Outros sintomas podem incluir dores de cabeça e fadiga ocular. A miopia grave está associada a um risco aumentado de degeneração macular, descolamento de retina, catarata e glaucoma.

Última verificação: Fonte: sem afirmação sobre o SUS a verificarEsboçohistóricoSugerir correção
Mantido por Agente Raras·Colaborar como especialista →

Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 04/06/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A degeneração macular miópica é uma doença ocular que afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão detalhada. Ela ocorre como complicação da miopia alta (grau elevado), levando ao afinamento e enfraquecimento progressivo dos tecidos da retina e da coroide. A condição pode causar perda gradual da visão central, dificultando atividades como ler, reconhecer rostos e dirigir.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas incluem visão central embaçada ou distorcida (metamorfopsia), mancha escura no centro do campo visual (escotoma central) e dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz. A progressão é geralmente lenta, mas pode se acelerar com o surgimento de neovascularização coroidal (crescimento anormal de vasos sanguíneos sob a retina).[1]

Causas genéticas

A degeneração macular miópica não é causada por um único gene conhecido. Acredita-se que fatores genéticos e ambientais contribuam para o desenvolvimento da miopia alta, que é o principal fator de risco para a doença. Até o momento, não há genes específicos validados como causadores diretos da degeneração macular miópica.[1][2]

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado no exame oftalmológico completo, incluindo fundoscopia (exame do fundo do olho), tomografia de coerência óptica (OCT) e angiografia fluoresceínica. Não existem testes genéticos específicos para a degeneração macular miópica, pois não há gene causal identificado. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de degeneração macular, como a degeneração macular relacionada à idade.[1][2]

Tratamento e manejo

O manejo da degeneração macular miópica foca no controle da miopia alta e na prevenção de complicações. O uso de óculos ou lentes de contato corrige o grau, mas não impede a progressão da degeneração. Em casos de neovascularização coroidal, o tratamento pode incluir injeções intravítreas de antiangiogênicos (medicamentos que inibem o crescimento de vasos anormais). A suplementação com luteína e o uso de verteporfina (terapia fotodinâmica) são abordagens citadas na literatura, mas não há consenso sobre sua eficácia. O acetato de anecortave é um medicamento em investigação para essa condição.[1]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica menciona associações entre a degeneração macular miópica e os seguintes fármacos, mineradas automaticamente de bases de dados (como PubTator3). Estas são correlações observadas em estudos, e não recomendações de tratamento: anecortave-acetato (1 publicação), luteína (1 publicação), verteporfina (1 publicação). Consulte sempre um oftalmologista para decisões terapêuticas.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a gravidade da miopia e a presença de neovascularização. A perda de visão central pode ser progressiva, mas a visão periférica geralmente é preservada. O suporte com recursos de baixa visão (lupas, softwares de ampliação) e reabilitação visual pode melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento oftalmológico regular é essencial para monitorar complicações.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A degeneração macular miópica é uma condição ocular catalogada como uma doença rara nos registros médicos internacionais. Estudos científicos descrevem que ela pode estar relacionada ao desenvolvimento de neovascularização na retina e a prejuízos visuais centrais ao longo do tempo. Pesquisas clínicas internacionais avaliaram estratégias como o uso de lentes intraoculares e a reabilitação da visão para amenizar os impactos das lesões. No Brasil, a condição não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas de doenças raras do SUS e não possui medicamentos dispensados na rede pública.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Miopia, também conhecida como visão curta, é uma condição ocular em que a luz proveniente de objetos distantes se foca à frente da retina, em vez de sobre ela. Como resultado, objetos distantes parecem embaçados, enquanto objetos próximos parecem normais. Outros sintomas podem incluir dores de cabeça e fadiga ocular. A miopia grave está associada a um risco aumentado de degeneração macular, descolamento de retina, catarata e glaucoma.

🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
Você se identifica com essa condição?
O Raras está aqui pra te apoiar — com ou sem diagnóstico

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Entender a doença

Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo

Preparando trilha educativa...

Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa7
Últimos 10 anos3publicações
Pico20191 papers
Linha do tempo
20202019Hoje · 2026🧪 2013Primeiro ensaio clínico
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Pipeline de tratamentos
Pipeline regulatório — de medicamentos já aprovados a drogas em pesquisa exploratória.
2Fase 21
·Pré-clínico4
Medicamentos catalogadosEnsaios clínicos· 0 medicamentos · 5 ensaios
Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Degeneração macular miópica

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Onde estão os ensaios

Nenhum país com ensaio aberto no momento.

Pesquisa e ensaios clínicos

5 ensaios clínicos encontrados.

Distribuição por fase
Ver todos no ClinicalTrials.gov
🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Exploring Concomitant Ophthalmic Comorbidities in Portuguese Patients with Inherited Retinal Diseases: A Comprehensive Clinical Study.

Genes2025 Jun 26

Background/Objectives: Inherited retinal diseases (IRDs) are a heterogeneous group of rare eye disorders characterized by progressive photoreceptor degeneration, leading to severe visual impairment or even blindness. This study aims to investigate the prevalence, types, and clinical significance of ophthalmic comorbidities in Portuguese patients with IRDs. Methods: This nationwide Portuguese population-based retrospective study was based on the IRD-PT registry (retina.com.pt). Statistical analysis was conducted using Microsoft® Excel® for Microsoft 365 and IBM SPSS Statistics version 29.0.2.0. Informed consent was obtained from all participants. Results: A total of 1531 patients (1254 families) from six centers were enrolled. The cohort consisted of 51% males, with a mean age of 45.8 ± 19.3 years and a mean age at diagnosis of 39.4 ± 19.5 years. Overall, ocular comorbidities were reported in 644 patients (42.1%). In 176 individuals (11.5%), multiple concurrent comorbidities were found. Cataract was the most common comorbidity (21.3%), followed by amblyopia (6.3%) and high myopia (5.9%). Statistically significant associations with ocular comorbidities were observed in isolated progressive IRDs. Specifically, AR RP was associated with cataract (p < 0.001), and gene analysis revealed several significant associations. CRB1 was statistically linked to epiretinal membrane (ERM) (p = 0.003), EYS with cataract (p = 0.001), PROM1 with choroidal neovascularization (CNV) (p = 0.0026), and USH2A with macular hole (p = 0.01). Patients with the RPE65 mutation in Leber congenital amaurosis were associated with ERM (p = 0.019). There was also a significant association between X-linked RP and high myopia (p < 0.001) and CNV in Best disease (p < 0.001); in syndromic IRDs, cataract, cystoid macular edema, and ERM were observed in Usher syndrome, p = 0.002, p = 0.002, and p = 0.005, respectively, and the MYO7A gene was linked to cataract (p = 0.041) and strabismus (p = 0.013); pseudoxanthoma elasticum was significantly associated with CNV (p = 0.002); and foveal hypoplasia was associated with anterior segment dysgenesis (p < 0.001). Conclusions: This study enhances the current understanding of ocular comorbidities in IRDs in Portuguese patients. Common findings were cataract, refractive error, and CME. Stationary IRDs and pattern dystrophies showed fewer concomitant comorbidities, supporting their classification as non-progressive or benign conditions. The significance of registries like IRD-PT cannot be overstated, particularly in the context of rare diseases. These databases serve multiple crucial functions in enabling detailed documentation of disease characteristics and long-term monitoring of disease progression.

#2

Five-Year Cumulative Incidence and Progression of Myopic Maculopathy in a German Population.

Ophthalmology2022 May

To investigate the 5-year cumulative incidence and progression of myopic maculopathy in the general population in Germany and to analyze potential risk factors. The Gutenberg Health Study (GHS) is a population-based cohort study including 15 010 participants aged 35 to 74 years at baseline. A total of 494 eyes of 323 participants (mean age, 50.2 ± 9.2 years; median, -7.25 diopters [D] myopic refractive error) without myopic maculopathy at baseline and 34 eyes of 27 subjects (mean age, 56.7 ± 9.1 years; median, -8.75 D myopic refractive error) with myopic maculopathy met the inclusion conditions, phakic eyes with spherical equivalent ≤-6 D (baseline), and had gradable fundus photographs at baseline and 5-year follow-up. Myopic maculopathy incidence and progression were assessed by grading of fundus photographs according to a recent international photographic classification system (META-PM). Multivariable logistic regression analysis was used to assess risk factors for progression of myopic maculopathy. Estimates for incidence and progression of myopic maculopathy. The 5-year cumulative incidence of myopic maculopathy was 0.3% (95% confidence interval [CI], 0.02-1.99; n = 1). Progression occurred in 17 of 34 eyes (50%) with prior myopic maculopathy over 5 years with 4 changes in category. The most common types of progression were enlargement of diffuse and patchy chorioretinal atrophy; a new pathology was present in 8 eyes. Higher intraocular pressure (IOP) (odds ratio [OR], 1.62; 95% CI, 1.51-1.59; P = 0.035) was associated with progression of myopic maculopathy. Female gender (OR, 5.54; 95% CI, 0.93-32.92; P = 0.060) and higher myopic refractive error (OR, 1.62 per diopter; 95% CI, 0.99-1.49; P = 0.063) showed a tendency toward progression. Incidence of myopic maculopathy is rare in highly myopic eyes in the general population aged 35 to 74 years in Germany. Progression of myopic maculopathy in the German population occurred in 50% of highly myopic eyes. We presented population-based 5-year follow-up data on incidence and progression of myopic maculopathy in Europe.

#3

Intravitreal Ranibizumab for the Treatment of Visual Impairment Due to Choroidal Neovascularization Associated with Rare Diseases: Cost-Effectiveness in the UK.

Advances in therapy2019 Mar

This study sought to determine the cost-effectiveness of intravitreal ranibizumab compared with best supportive care (BSC; considered to be no active treatment) for the treatment of visual impairment due to choroidal neovascularization (CNV) associated with causes other than neovascular age-related macular degeneration (nAMD) and pathologic myopia (PM) in a UK setting. An individual patient-level simulation model was developed to estimate the lifetime costs and quality-adjusted life years (QALYs) of ranibizumab vs. BSC. Regression analyses, performed on patient-level data collected within the pivotal phase III MINERVA trial, modelled visual acuity (VA) progression while patients remained on treatment. Patient utilities were modelled as a function of VA in both eyes and resource use estimates were based on trial data or the literature. Costs were evaluated from the perspective of the UK National Health Service and personal social services, with future costs and health outcomes discounted at 3.5% per annum. Sensitivity and scenario analyses were conducted. The incremental cost-effectiveness ratio for intravitreal ranibizumab was £1363 per QALY compared to BSC and was associated with an incremental benefit of 1.06 QALYs and an incremental cost of £1444 per patient. Drug and administration costs of intravitreal ranibizumab were offset by the prevention of the development of blindness and its associated costs, while the increase in benefits was driven by a reduction in mortality risk and an improved health-related quality of life attributed to an improvement in VA. The findings were robust to a range of sensitivity analyses and ranibizumab consistently remained cost-effective at a willingness-to-pay threshold of £20,000-30,000 per QALY gained for all sensitivity analyses. Intravitreal ranibizumab is a highly cost-effective intervention for the treatment of CNV due to causes other than nAMD and PM as it delivers substantial QALY gains to patients while making cost savings vs. BSC. Novartis Pharmaceuticals UK Ltd.

Publicações recentes

Ver todas no PubMed

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Degeneração macular miópica.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Vai consultar um especialista? Confirme o registro dele no conselho.
Conselhos e sociedades

Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ainda não achamos doenças com sintomas parecidos o suficiente.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

É uma patologia ocular rara formalmente registrada no inventário Orphanet sob o código ORPHA:178493. A condição acarreta alterações estruturais e comprometimento na região macular da retina.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 fontes citadas no texto · 3 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:20153
    GARD (NIH)
  3. Q55785730
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Degeneração macular miópica. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/degeneracao-macular-miopica

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Degeneração macular miópica

ORPHA:178493 · MONDO:0015807
UMLS
C0730271
Repurposing
3 candidatos
anecortave-acetate — angiogenesis inhibitor
lutein — antioxidant
verteporfin — photosensitizing agent
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara