Condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo e desproporcional dos dedos das mãos, afetando ambos os lados do corpo. A macrodactilia bilateral pode variar em gravidade, impactando a função e a estética das mãos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A macrodactilia dos dedos da mão, bilateral, é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo e desproporcional dos dedos de ambas as mãos. Essa alteração congênita pode afetar um ou mais dedos, resultando em aumento de tamanho e volume, o que pode impactar a função manual e a estética. A condição é classificada como uma malformação congênita dos membros.[1][2]
Sinais e sintomas
O principal sinal é o aumento anormal do tamanho dos dedos das mãos, presente desde o nascimento ou que se torna evidente nos primeiros anos de vida. O crescimento excessivo pode ser progressivo, afetando ossos, tecidos moles e unhas. Em alguns casos, pode haver limitação dos movimentos dos dedos, dificuldade para segurar objetos e desconforto estético. A condição é bilateral, ou seja, ocorre em ambas as mãos.[1]
Causas genéticas
A macrodactilia dos dedos da mão, bilateral, é uma condição genética rara. Embora os genes específicos envolvidos ainda não tenham sido identificados de forma conclusiva, acredita-se que alterações em vias de sinalização do crescimento durante o desenvolvimento embrionário possam estar relacionadas. A herança genética não está claramente estabelecida, e a maioria dos casos parece ocorrer de forma esporádica, sem histórico familiar.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, com exame físico detalhado das mãos e histórico do paciente. Exames de imagem, como radiografias, podem ser solicitados para avaliar a extensão do crescimento ósseo e descartar outras condições. Testes genéticos podem ser realizados para investigar possíveis síndromes associadas, embora não exista um marcador genético específico para esta condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da macrodactilia é individualizado e pode envolver uma equipe multidisciplinar, incluindo ortopedistas, cirurgiões plásticos, terapeutas ocupacionais e geneticistas. As opções de manejo incluem cirurgias corretivas para reduzir o tamanho dos dedos, melhorar a função e a estética, além de fisioterapia e terapia ocupacional para otimizar o uso das mãos. O acompanhamento regular é importante para monitorar o crescimento e ajustar o plano terapêutico conforme necessário. Não há medicamentos específicos aprovados para tratar a condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade do crescimento excessivo e a resposta ao tratamento cirúrgico e reabilitador. Muitas pessoas conseguem melhorar a função manual e a qualidade de vida com intervenções adequadas. O suporte psicológico e a inclusão em grupos de apoio podem ser benéficos para lidar com os aspectos estéticos e funcionais da condição.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo e desproporcional dos dedos das mãos, afetando ambos os lados do corpo. A macrodactilia bilateral pode variar em gravidade, impactando a função e a estética das mãos.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A macrodactilia dos dedos da mão, bilateral, é uma condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo e desproporcional dos dedos de ambas as mãos. Essa alteração congênita pode afetar um ou mais dedos, resultando em aumento de tamanho e volume, o que pode impactar a função manual e a estética. A condição é classificada como uma malformação congênita dos membros.[1][2]
Sinais e sintomas
O principal sinal é o aumento anormal do tamanho dos dedos das mãos, presente desde o nascimento ou que se torna evidente nos primeiros anos de vida. O crescimento excessivo pode ser progressivo, afetando ossos, tecidos moles e unhas. Em alguns casos, pode haver limitação dos movimentos dos dedos, dificuldade para segurar objetos e desconforto estético. A condição é bilateral, ou seja, ocorre em ambas as mãos.[1]
Causas genéticas
A macrodactilia dos dedos da mão, bilateral, é uma condição genética rara. Embora os genes específicos envolvidos ainda não tenham sido identificados de forma conclusiva, acredita-se que alterações em vias de sinalização do crescimento durante o desenvolvimento embrionário possam estar relacionadas. A herança genética não está claramente estabelecida, e a maioria dos casos parece ocorrer de forma esporádica, sem histórico familiar.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, com exame físico detalhado das mãos e histórico do paciente. Exames de imagem, como radiografias, podem ser solicitados para avaliar a extensão do crescimento ósseo e descartar outras condições. Testes genéticos podem ser realizados para investigar possíveis síndromes associadas, embora não exista um marcador genético específico para esta condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura para procedimentos como cariótipo, pesquisa de microdeleções por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína, além de atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da macrodactilia é individualizado e pode envolver uma equipe multidisciplinar, incluindo ortopedistas, cirurgiões plásticos, terapeutas ocupacionais e geneticistas. As opções de manejo incluem cirurgias corretivas para reduzir o tamanho dos dedos, melhorar a função e a estética, além de fisioterapia e terapia ocupacional para otimizar o uso das mãos. O acompanhamento regular é importante para monitorar o crescimento e ajustar o plano terapêutico conforme necessário. Não há medicamentos específicos aprovados para tratar a condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade do crescimento excessivo e a resposta ao tratamento cirúrgico e reabilitador. Muitas pessoas conseguem melhorar a função manual e a qualidade de vida com intervenções adequadas. O suporte psicológico e a inclusão em grupos de apoio podem ser benéficos para lidar com os aspectos estéticos e funcionais da condição.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
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Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Publicações mais relevantes
Macrodystrophia lipomatosa: Clinical and radiological insights into localized gigantism.
A rare type of localized gigantism known as macrodystrophia lipomatosa is characterized by a disproportionate increase in fibroadipose tissues and a gradual overgrowth of all mesenchymal elements. The distribution in the lower extremities' plantar nerves and the upper extremity's median nerve is most commonly observed. This abnormality is congenital and typically manifests at birth or during the neonatal stage. This deformity begins to mechanically impair joint function, blood supply, and innervation as age advances. The findings from radiography include lucencies in the soft tissues and expansion of the digit's phalanges and soft tissue components, with predominantly distal component involvement. Herein, we present a case of a 20-year-old male from rural India who came to us with the complaint of abnormal asymmetrical swelling of bilateral hand fingers, which has been progressing since birth. Physical examination revealed a soft, non-fluctuant, non-pulsatile swelling with no associated trauma or injury. The clinical picture revealed disproportionate enlargement of phalanges in both hands.
PIK3CA mutation testing as a valuable molecular surrogate for lipomatosis of the median nerve: clinicopathological and molecular analysis of six cases.
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Clinical report: one year of treatment of Proteus syndrome with miransertib (ARQ 092).
A 20-yr-old man with Proteus syndrome (PS) and somatic mosaicism of the AKT1 c.49G > A p.(E17K) variant had asymmetric overgrowth of the right frontal and facial bones, asymmetric spinal overgrowth with thoracolumbar scoliosis, dilatation of the inferior vena cava, testicular cystadenoma, bilateral knee deformities, macrodactyly, and apparent intellectual disability. Miransertib (ARQ 092) is an oral, allosteric, selective pan-AKT inhibitor initially developed for cancer therapeutics, now being evaluated for the treatment of PS. After baseline evaluation, the patient started unblinded treatment of 10 mg oral miransertib daily (∼5 mg/m2/day), escalated to 30 mg daily (∼15 mg/m2/day), and then to 50 mg daily (∼25 mg/m2/day) after 3 mo of treatment. Adverse events included dry mouth, one episode of gingivostomatitis, and loose, painful dentition due to preexisting periodontal disease, all of which resolved spontaneously. After 11 mo of treatment, the patient reported improved general well-being, increased mobility of the ankle, spine, and hands, a subjective decrease in size of the right facial bone overgrowth, and reduced areas of cerebriform connective tissue nevi on the soles. Whole-body MRI findings were stable without apparent disease progression. We conclude that 1 yr of treatment with miransertib was beneficial in this case.
Difficult diagnosis and genetic analysis of fibrodysplasia ossificans progressiva: a case report.
Fibrodysplasia ossificans progressiva (FOP), an ultra-rare and disabling genetic disorder of skeletal malformations and progressive heterotopic ossification, is caused by heterozygous activating mutations in activin A receptor, type I/activin-like kinase 2 (ACVR1/ALK2). The rarity of the disease makes it common to make a misdiagnosis and cause mismanagement. We reported a case of a sixteen-year-old male patient who had suffered from pain and swelling in the biopsy site for two months. His physical examination presented serious stiffness and multiple bony masses in the body, with his bilateral halluces characterized by hallux valgus deformity and macrodactyly. Imaging examinations showed widespread heterotopic ossification. All laboratory blood tests were normal except for the one on alkaline phosphatase. A de novo heterozygous mutation (c.617G > A; p.R206H) were found in the ACVR1/ALK2 using gene sequencing. Even though FOP is a rare disorder of genetic origin, which is generally misdiagnosed, the genetic analysis could provide definitive confirmation of the disease. Awareness of such an important approach can help clinicians to avoid the commonly practiced misdiagnosis and mismanagement of the rare disease.
Macrodactyly in tuberous sclerosis complex: Case report and review of the literature.
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Publicações recentes
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Activating PIK3CA mutation promotes overgrowth of adipose tissue via inhibiting lipophagy in macrodactyly.
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American journal of medical genetics. Part AAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:295241(Orphanet)
- MONDO:0017565(MONDO)
- GARD:21228(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55787190(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Macrodactilia dos dedos da mão, bilateral
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata