Deficiência generalizada de galactose epimerase (GALE) é uma doença rara do metabolismo de carboidratos que afeta a conversão de galactose em glicose. Pode causar atraso no desenvolvimento, problemas hepáticos, renais e oculares.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência generalizada de galactose epimerase é uma doença hereditária rara do metabolismo dos carboidratos. Ela é causada por alterações no gene GALE, que fornece instruções para a produção da enzima UDP-glicose 4-epimerase. Essa enzima é essencial para a conversão adequada da galactose (um açúcar presente no leite e derivados) em glicose, a principal fonte de energia do corpo. Quando a enzima não funciona corretamente, ocorre acúmulo de substâncias tóxicas e falta de energia, afetando diversos órgãos.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da deficiência generalizada de galactose epimerase podem variar amplamente entre os pacientes. As manifestações mais comuns incluem dificuldades de alimentação, icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), letargia, vômitos e atraso no crescimento. Em casos mais graves, pode haver comprometimento do fígado, rins e sistema nervoso central. É importante lembrar que a gravidade e a presença de cada sintoma dependem do nível de atividade residual da enzima e de fatores individuais.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene GALE (UDP-glicose 4-epimerase). Esse gene fornece as instruções para a produção de uma enzima que participa da via de metabolização da galactose. Mutações que reduzem ou eliminam a atividade dessa enzima levam ao acúmulo de galactose e seus metabólitos, resultando nos sintomas da doença. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da deficiência generalizada de galactose epimerase é baseado em exames laboratoriais e genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: teste do pezinho (triagem neonatal), dosagem de aminoácidos (erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo e sequenciamento completo do exoma (WES). O sequenciamento do gene GALE confirma a presença de mutações causadoras da doença. Atualmente, há 89 variantes reportadas no ClinVar e 336 testes genéticos disponíveis para a condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da deficiência generalizada de galactose epimerase é baseado na restrição dietética de galactose, principalmente pela exclusão de leite e derivados da alimentação. O manejo deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar, incluindo nutricionista, geneticista e pediatra. No SUS, está previsto o atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir suporte nutricional e acompanhamento do desenvolvimento. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença até o momento.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade da deficiência enzimática e da precocidade do diagnóstico e início do tratamento. Pacientes diagnosticados precocemente e que seguem a restrição dietética adequada podem ter boa qualidade de vida, com desenvolvimento próximo do normal. No entanto, alguns pacientes podem apresentar complicações a longo prazo, como atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de aprendizado e problemas hepáticos. O acompanhamento regular com uma equipe especializada é fundamental para monitorar e manejar possíveis complicações.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Deficiência generalizada de galactose epimerase (GALE) é uma doença rara do metabolismo de carboidratos que afeta a conversão de galactose em glicose. Pode causar atraso no desenvolvimento, problemas hepáticos, renais e oculares.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A deficiência generalizada de galactose epimerase é uma doença hereditária rara do metabolismo dos carboidratos. Ela é causada por alterações no gene GALE, que fornece instruções para a produção da enzima UDP-glicose 4-epimerase. Essa enzima é essencial para a conversão adequada da galactose (um açúcar presente no leite e derivados) em glicose, a principal fonte de energia do corpo. Quando a enzima não funciona corretamente, ocorre acúmulo de substâncias tóxicas e falta de energia, afetando diversos órgãos.[1]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da deficiência generalizada de galactose epimerase podem variar amplamente entre os pacientes. As manifestações mais comuns incluem dificuldades de alimentação, icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), letargia, vômitos e atraso no crescimento. Em casos mais graves, pode haver comprometimento do fígado, rins e sistema nervoso central. É importante lembrar que a gravidade e a presença de cada sintoma dependem do nível de atividade residual da enzima e de fatores individuais.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene GALE (UDP-glicose 4-epimerase). Esse gene fornece as instruções para a produção de uma enzima que participa da via de metabolização da galactose. Mutações que reduzem ou eliminam a atividade dessa enzima levam ao acúmulo de galactose e seus metabólitos, resultando nos sintomas da doença. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da deficiência generalizada de galactose epimerase é baseado em exames laboratoriais e genéticos. Os procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: teste do pezinho (triagem neonatal), dosagem de aminoácidos (erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo e sequenciamento completo do exoma (WES). O sequenciamento do gene GALE confirma a presença de mutações causadoras da doença. Atualmente, há 89 variantes reportadas no ClinVar e 336 testes genéticos disponíveis para a condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento da deficiência generalizada de galactose epimerase é baseado na restrição dietética de galactose, principalmente pela exclusão de leite e derivados da alimentação. O manejo deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar, incluindo nutricionista, geneticista e pediatra. No SUS, está previsto o atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir suporte nutricional e acompanhamento do desenvolvimento. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença até o momento.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade da deficiência enzimática e da precocidade do diagnóstico e início do tratamento. Pacientes diagnosticados precocemente e que seguem a restrição dietética adequada podem ter boa qualidade de vida, com desenvolvimento próximo do normal. No entanto, alguns pacientes podem apresentar complicações a longo prazo, como atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de aprendizado e problemas hepáticos. O acompanhamento regular com uma equipe especializada é fundamental para monitorar e manejar possíveis complicações.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Catalyzes two distinct but analogous reactions: the reversible epimerization of UDP-glucose to UDP-galactose and the reversible epimerization of UDP-N-acetylglucosamine to UDP-N-acetylgalactosamine. The reaction with UDP-Gal plays a critical role in the Leloir pathway of galactose catabolism in which galactose is converted to the glycolytic intermediate glucose 6-phosphate. It contributes to the catabolism of dietary galactose and enables the endogenous biosynthesis of both UDP-Gal and UDP-GalNA
Galactosemia 3
A form of galactosemia, an inborn error of galactose metabolism typically manifesting in the neonatal period, after ingestion of galactose, with jaundice, hepatosplenomegaly, hepatocellular insufficiency, food intolerance, hypoglycemia, renal tubular dysfunction, muscle hypotonia, sepsis and cataract. GALAC3 is an autosomal recessive form caused by galactose epimerase deficiency. It can manifest as benign, peripheral form with mild symptoms and enzymatic deficiency in circulating blood cells only. A second form, known as generalized epimerase deficiency, is characterized by undetectable levels of enzyme activity in all tissues and severe clinical features, including restricted growth and intellectual disability.
Variantes genéticas (ClinVar)
89 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência generalizada de galactose epimerase
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Ver todas no PubMed📚 EuropePMCmostrando 1
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Deficiência generalizada de galactose epimerase.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Deficiência generalizada de galactose epimerase
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Ainda não achamos doenças com sintomas parecidos o suficiente.
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:308487(Orphanet)
- MONDO:0017692(MONDO)
- GARD:17393(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55787287(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Deficiência generalizada de galactose epimerase
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata