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Síndrome autoinflamatório com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose
ORPHA:329173CID-10 · D89.8DOENÇA RARA
Início neonatalHerança AR

Doença rara autossômica recessiva associada a mutações em RBCK1/RNF31, caracterizada por febre recorrente, infecções piogênicas e amilopectinose, levando a danos hepáticos e esplênicos.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 10/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome autoinflamatória com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose é uma doença genética rara, caracterizada por inflamação sistêmica recorrente, infecções bacterianas graves (como abscessos e pneumonias) e acúmulo anormal de uma substância chamada amilopectina nos tecidos. A condição afeta menos de 1 pessoa a cada 1.000.000 de habitantes, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas incluem episódios recorrentes de febre alta, inflamação em múltiplos órgãos (como pele, articulações e sistema nervoso) e infecções bacterianas piogênicas, ou seja, que produzem pus. Exemplos comuns são abscessos na pele, pneumonia, osteomielite (infecção nos ossos) e linfadenite (inflamação dos gânglios linfáticos). O acúmulo de amilopectina pode levar ao aumento do fígado e do baço (hepatomegalia e esplenomegalia) e a problemas neurológicos, como atraso no desenvolvimento e convulsões.[1]

Causas genéticas

A síndrome é causada por mutações nos genes RBCK1 (que produz a proteína RanBP-type and C3HC4-type zinc finger-containing protein 1) ou RNF31 (que produz a E3 ubiquitin-protein ligase RNF31). Ambos os genes são essenciais para o funcionamento do sistema imunológico e para a regulação da inflamação. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas clínicos (febre recorrente, infecções piogênicas, amilopectinose) e confirmado por testes genéticos que identificam mutações nos genes RBCK1 ou RNF31. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 159 variantes patogênicas estão catalogadas no ClinVar. O código CID-10 associado é D89.8 (outros transtornos especificados que comprometem o mecanismo imunitário).[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento é multidisciplinar e visa controlar a inflamação, tratar as infecções e manejar as complicações. Não há cura específica. O manejo inclui o uso de antibióticos para infecções bacterianas, anti-inflamatórios (como corticosteroides) para os surtos inflamatórios e, em alguns casos, medicamentos imunossupressores. O acompanhamento com infectologista, reumatologista, neurologista e geneticista é fundamental. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta doença.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e o grau de acúmulo de amilopectina. Infecções recorrentes e complicações neurológicas podem impactar significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado das infecções e da inflamação podem melhorar o curso da doença. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada é essencial para o manejo dos sintomas e para oferecer suporte à família.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica recessiva associada a mutações em RBCK1/RNF31, caracterizada por febre recorrente, infecções piogênicas e amilopectinose, levando a danos hepáticos e esplênicos.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
5
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: D89.8
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A Síndrome autoinflamatória com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose é uma doença genética rara, caracterizada por inflamação sistêmica recorrente, infecções bacterianas graves (como abscessos e pneumonias) e acúmulo anormal de uma substância chamada amilopectina nos tecidos. A condição afeta menos de 1 pessoa a cada 1.000.000 de habitantes, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal.[1]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas incluem episódios recorrentes de febre alta, inflamação em múltiplos órgãos (como pele, articulações e sistema nervoso) e infecções bacterianas piogênicas, ou seja, que produzem pus. Exemplos comuns são abscessos na pele, pneumonia, osteomielite (infecção nos ossos) e linfadenite (inflamação dos gânglios linfáticos). O acúmulo de amilopectina pode levar ao aumento do fígado e do baço (hepatomegalia e esplenomegalia) e a problemas neurológicos, como atraso no desenvolvimento e convulsões.[1]

Causas genéticas

A síndrome é causada por mutações nos genes RBCK1 (que produz a proteína RanBP-type and C3HC4-type zinc finger-containing protein 1) ou RNF31 (que produz a E3 ubiquitin-protein ligase RNF31). Ambos os genes são essenciais para o funcionamento do sistema imunológico e para a regulação da inflamação. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas clínicos (febre recorrente, infecções piogênicas, amilopectinose) e confirmado por testes genéticos que identificam mutações nos genes RBCK1 ou RNF31. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 159 variantes patogênicas estão catalogadas no ClinVar. O código CID-10 associado é D89.8 (outros transtornos especificados que comprometem o mecanismo imunitário).[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento é multidisciplinar e visa controlar a inflamação, tratar as infecções e manejar as complicações. Não há cura específica. O manejo inclui o uso de antibióticos para infecções bacterianas, anti-inflamatórios (como corticosteroides) para os surtos inflamatórios e, em alguns casos, medicamentos imunossupressores. O acompanhamento com infectologista, reumatologista, neurologista e geneticista é fundamental. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta doença.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e o grau de acúmulo de amilopectina. Infecções recorrentes e complicações neurológicas podem impactar significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado das infecções e da inflamação podem melhorar o curso da doença. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada é essencial para o manejo dos sintomas e para oferecer suporte à família.[1]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

2 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

RBCK1RanBP-type and C3HC4-type zinc finger-containing protein 1Disease-causing germline mutation(s) (loss of function) inTolerante
FUNÇÃO

E3 ubiquitin-protein ligase, which accepts ubiquitin from specific E2 ubiquitin-conjugating enzymes, such as UBE2L3/UBCM4, and then transfers it to substrates (PubMed:12629548, PubMed:17449468, PubMed:18711448). Functions as an E3 ligase for oxidized IREB2 and both heme and oxygen are necessary for IREB2 ubiquitination (PubMed:12629548). Promotes ubiquitination of TAB2 and IRF3 and their degradation by the proteasome (PubMed:17449468, PubMed:18711448). Component of the LUBAC complex which conjug

LOCALIZAÇÃO

VIAS BIOLÓGICAS (4)
Antigen processing: Ubiquitination & Proteasome degradationTNFR1-induced proapoptotic signalingRegulation of TNFR1 signalingTNFR1-induced NF-kappa-B signaling pathway
MECANISMO DE DOENÇA

Polyglucosan body myopathy 1 with or without immunodeficiency

A disease characterized by polyglucosan storage myopathy associated with early-onset progressive muscle weakness and progressive dilated cardiomyopathy, which may necessitate cardiac transplant in severe cases. Some patients present with severe immunodeficiency, invasive bacterial infections and chronic autoinflammation.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Cerebelo
135.7 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
126.4 TPM
Pituitária
116.3 TPM
Baço
102.0 TPM
Tireoide
101.6 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
polyglucosan body myopathy 1 with or without immunodeficiencyautoinflammatory syndrome with pyogenic bacterial infection and amylopectinosis
HGNC:15864UniProt:Q9BYM8
RNF31E3 ubiquitin-protein ligase RNF31Disease-causing germline mutation(s) inAltamente restrito
FUNÇÃO

E3 ubiquitin-protein ligase component of the LUBAC complex which conjugates linear ('Met-1'-linked) polyubiquitin chains to substrates and plays a key role in NF-kappa-B activation and regulation of inflammation (PubMed:17006537, PubMed:19136968, PubMed:20005846, PubMed:21455173, PubMed:21455180, PubMed:21455181, PubMed:22863777, PubMed:28189684, PubMed:28481331). LUBAC conjugates linear polyubiquitin to IKBKG and RIPK1 and is involved in activation of the canonical NF-kappa-B and the JNK signal

LOCALIZAÇÃO

Cytoplasm

VIAS BIOLÓGICAS (3)
TNFR1-induced proapoptotic signalingRegulation of TNFR1 signalingTNFR1-induced NF-kappa-B signaling pathway
MECANISMO DE DOENÇA

Immunodeficiency 115 with autoinflammation

An autosomal recessive immunologic disorder manifesting in early infancy and characterized by combined immunodeficiency, recurrent bacterial, viral, and fungal infections, as well as autoinflammatory features, including arthritis and dermatitis.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Baço
58.6 TPM
Útero
50.4 TPM
Linfócitos
49.4 TPM
Cervix Ectocervix
49.0 TPM
Cervix Endocervix
47.7 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
immunodeficiency 115 with autoinflammationautoinflammatory syndrome with pyogenic bacterial infection and amylopectinosis
HGNC:16031UniProt:Q96EP0

Medicamentos aprovados (FDA)

2 medicamentos encontrados nos registros da FDA americana.

💊 Ilaris (CANAKINUMAB)
💊 Arcalyst (RILONACEPT)
Ver no DailyMed/FDA

Variantes genéticas (ClinVar)

159 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 RBCK1: NM_031229.4(RBCK1):c.487C>T (p.Gln163Ter) ()
🧬 RBCK1: NM_031229.4(RBCK1):c.518dup (p.Pro175fs) ()
🧬 RBCK1: NM_031229.4(RBCK1):c.303G>A (p.Trp101Ter) ()
🧬 RBCK1: NM_031229.4(RBCK1):c.1178dup (p.Cys394fs) ()
🧬 RBCK1: NM_031229.4(RBCK1):c.176_177dup (p.Ser60Ter) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome autoinflamatório com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose

🗺️

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:329173(Orphanet)
  2. MONDO:0017992(MONDO)
  3. GARD:17494(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Q56014071(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome autoinflamatório com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose

ORPHA:329173 · MONDO:0017992
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
5 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
D89.8 · Outros transtornos especificados que comprometem o mecanismo imunitário não classificados em outra parte
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5394674
Wikidata
DiscussaoAtiva

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📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Medicamentos aprovados FDA
fonte: FDA OpenFDA