Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome autoinflamatória com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose é uma doença genética rara, caracterizada por inflamação sistêmica recorrente, infecções bacterianas graves (como abscessos e pneumonias) e acúmulo anormal de uma substância chamada amilopectina nos tecidos. A condição afeta menos de 1 pessoa a cada 1.000.000 de habitantes, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem episódios recorrentes de febre alta, inflamação em múltiplos órgãos (como pele, articulações e sistema nervoso) e infecções bacterianas piogênicas, ou seja, que produzem pus. Exemplos comuns são abscessos na pele, pneumonia, osteomielite (infecção nos ossos) e linfadenite (inflamação dos gânglios linfáticos). O acúmulo de amilopectina pode levar ao aumento do fígado e do baço (hepatomegalia e esplenomegalia) e a problemas neurológicos, como atraso no desenvolvimento e convulsões.[1]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações nos genes RBCK1 (que produz a proteína RanBP-type and C3HC4-type zinc finger-containing protein 1) ou RNF31 (que produz a E3 ubiquitin-protein ligase RNF31). Ambos os genes são essenciais para o funcionamento do sistema imunológico e para a regulação da inflamação. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas clínicos (febre recorrente, infecções piogênicas, amilopectinose) e confirmado por testes genéticos que identificam mutações nos genes RBCK1 ou RNF31. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 159 variantes patogênicas estão catalogadas no ClinVar. O código CID-10 associado é D89.8 (outros transtornos especificados que comprometem o mecanismo imunitário).[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e visa controlar a inflamação, tratar as infecções e manejar as complicações. Não há cura específica. O manejo inclui o uso de antibióticos para infecções bacterianas, anti-inflamatórios (como corticosteroides) para os surtos inflamatórios e, em alguns casos, medicamentos imunossupressores. O acompanhamento com infectologista, reumatologista, neurologista e geneticista é fundamental. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta doença.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e o grau de acúmulo de amilopectina. Infecções recorrentes e complicações neurológicas podem impactar significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado das infecções e da inflamação podem melhorar o curso da doença. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada é essencial para o manejo dos sintomas e para oferecer suporte à família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva associada a mutações em RBCK1/RNF31, caracterizada por febre recorrente, infecções piogênicas e amilopectinose, levando a danos hepáticos e esplênicos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome autoinflamatória com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose é uma doença genética rara, caracterizada por inflamação sistêmica recorrente, infecções bacterianas graves (como abscessos e pneumonias) e acúmulo anormal de uma substância chamada amilopectina nos tecidos. A condição afeta menos de 1 pessoa a cada 1.000.000 de habitantes, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na infância ou no período neonatal.[1]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem episódios recorrentes de febre alta, inflamação em múltiplos órgãos (como pele, articulações e sistema nervoso) e infecções bacterianas piogênicas, ou seja, que produzem pus. Exemplos comuns são abscessos na pele, pneumonia, osteomielite (infecção nos ossos) e linfadenite (inflamação dos gânglios linfáticos). O acúmulo de amilopectina pode levar ao aumento do fígado e do baço (hepatomegalia e esplenomegalia) e a problemas neurológicos, como atraso no desenvolvimento e convulsões.[1]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações nos genes RBCK1 (que produz a proteína RanBP-type and C3HC4-type zinc finger-containing protein 1) ou RNF31 (que produz a E3 ubiquitin-protein ligase RNF31). Ambos os genes são essenciais para o funcionamento do sistema imunológico e para a regulação da inflamação. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a pessoa precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas clínicos (febre recorrente, infecções piogênicas, amilopectinose) e confirmado por testes genéticos que identificam mutações nos genes RBCK1 ou RNF31. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 159 variantes patogênicas estão catalogadas no ClinVar. O código CID-10 associado é D89.8 (outros transtornos especificados que comprometem o mecanismo imunitário).[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e visa controlar a inflamação, tratar as infecções e manejar as complicações. Não há cura específica. O manejo inclui o uso de antibióticos para infecções bacterianas, anti-inflamatórios (como corticosteroides) para os surtos inflamatórios e, em alguns casos, medicamentos imunossupressores. O acompanhamento com infectologista, reumatologista, neurologista e geneticista é fundamental. Não há cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esta doença.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade das infecções e o grau de acúmulo de amilopectina. Infecções recorrentes e complicações neurológicas podem impactar significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado das infecções e da inflamação podem melhorar o curso da doença. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada é essencial para o manejo dos sintomas e para oferecer suporte à família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
E3 ubiquitin-protein ligase, which accepts ubiquitin from specific E2 ubiquitin-conjugating enzymes, such as UBE2L3/UBCM4, and then transfers it to substrates (PubMed:12629548, PubMed:17449468, PubMed:18711448). Functions as an E3 ligase for oxidized IREB2 and both heme and oxygen are necessary for IREB2 ubiquitination (PubMed:12629548). Promotes ubiquitination of TAB2 and IRF3 and their degradation by the proteasome (PubMed:17449468, PubMed:18711448). Component of the LUBAC complex which conjug
Polyglucosan body myopathy 1 with or without immunodeficiency
A disease characterized by polyglucosan storage myopathy associated with early-onset progressive muscle weakness and progressive dilated cardiomyopathy, which may necessitate cardiac transplant in severe cases. Some patients present with severe immunodeficiency, invasive bacterial infections and chronic autoinflammation.
E3 ubiquitin-protein ligase component of the LUBAC complex which conjugates linear ('Met-1'-linked) polyubiquitin chains to substrates and plays a key role in NF-kappa-B activation and regulation of inflammation (PubMed:17006537, PubMed:19136968, PubMed:20005846, PubMed:21455173, PubMed:21455180, PubMed:21455181, PubMed:22863777, PubMed:28189684, PubMed:28481331). LUBAC conjugates linear polyubiquitin to IKBKG and RIPK1 and is involved in activation of the canonical NF-kappa-B and the JNK signal
Cytoplasm
Immunodeficiency 115 with autoinflammation
An autosomal recessive immunologic disorder manifesting in early infancy and characterized by combined immunodeficiency, recurrent bacterial, viral, and fungal infections, as well as autoinflammatory features, including arthritis and dermatitis.
Medicamentos aprovados (FDA)
2 medicamentos encontrados nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
159 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome autoinflamatório com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome autoinflamatório com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome autoinflamatório com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:329173(Orphanet)
- MONDO:0017992(MONDO)
- GARD:17494(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q56014071(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome autoinflamatório com infecções bacterianas piogênicas e amilopectinose
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA