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Atrofia muscular espinhal proximal de início na infância autossômica dominante BICD2-relacionada
ORPHA:363454CID-10 · G12.1OMIM 615290DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
MuscularInício neonatalHerança AD
Também conhecida comoSMALED2
Sinônimos clínicos: Atrofia muscular espinhal proximal com contracturas de início na infância autossómica dominante

Doença rara autossômica dominante com início na infância, caracterizada por fraqueza muscular proximal e distal, hiporreflexia e amiotrofia, afetando principalmente membros inferiores e cintura escapular. Associada a mutações no gene BICD2.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 11/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Atrofia Muscular Espinhal Proximal de Início na Infância Autossômica Dominante BICD2-relacionada é uma doença neuromuscular rara, caracterizada por fraqueza e atrofia muscular que afeta principalmente os músculos mais próximos ao tronco (proximais). A condição tem início precoce, podendo ser percebida ainda antes do nascimento, no período neonatal ou durante a infância. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso para cada 1.000.000 de pessoas.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas mais comuns incluem fraqueza muscular proximal (nos ombros e quadris), fraqueza muscular distal (nas mãos e pés), e fraqueza muscular da cintura escapular. Muitas pessoas apresentam dificuldade para levantar do chão (sinal de Gowers), marcha anserina (como um pato) e marcha escarvante (arrastando os pés). Outros achados frequentes são hiporreflexia (reflexos diminuídos) ou hiperreflexia (reflexos exagerados) nos membros inferiores, amiotrofia distal dos membros inferiores (perda de massa muscular nas pernas), hiperlordose (curvatura acentuada da coluna lombar), displasia do quadril, contratura em flexão e contratura do tendão de Aquiles. Também podem ocorrer deformidades congênitas de contratura do pé, anormalidade do tendão de Aquiles, atraso motor, movimento fetal diminuído, mal-estar pós-esforço e concentração elevada de creatina quinase circulante.[1][2]

Causas genéticas

A doença é causada por variantes (mutações) no gene BICD2, que fornece instruções para a produção da proteína bicaudal D homolog 2. Essa proteína é essencial para o transporte de materiais dentro das células nervosas que controlam os músculos (neurônios motores). A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene BICD2 é suficiente para causar a condição.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é confirmado por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis para identificar variantes no gene BICD2. Atualmente, existem 14 testes genéticos disponíveis e 139 variantes descritas no ClinVar para essa condição.[1][3][4]

Tratamento e manejo

O manejo da doença é multidisciplinar e inclui atendimento em reabilitação para doenças raras, com fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento ortopédico para tratar contraturas, deformidades e a fraqueza muscular. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o tratamento, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e medicamentos como Nusinersena (Spinraza) e Risdiplam (Evrysdi), que são indicados para outras formas de Atrofia Muscular Espinhal (AME). É fundamental que o tratamento seja individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a idade de início. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar, incluindo neurologistas, geneticistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, é essencial para otimizar a função motora, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A atrofia muscular espinhal proximal BICD2-relacionada (SMALED2) é uma doença genética rara que causa fraqueza muscular e rigidez nas articulações a partir dos primeiros anos de vida. As famílias costumam notar que a criança demora a firmar o corpo, tem dificuldade para andar com marcha oscilante ou apresenta pés e pernas com contraturas nos tendões. O acompanhamento é feito com fisioterapia e cuidados ortopédicos para manter a locomoção e o bem-estar físico. É importante ressaltar que os medicamentos atualmente dispensados pelo SUS para AME (como Nusinersena e Risdiplam) são aprovados exclusivamente para a forma genética 5q, não agindo sobre as alterações do gene BICD2.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica dominante com início na infância, caracterizada por fraqueza muscular proximal e distal, hiporreflexia e amiotrofia, afetando principalmente membros inferiores e cintura escapular. Associada a mutações no gene BICD2.

Medicamentos
4 com registro
Nusinersena (Spinraza), Risdiplam (Evrysdi), Nusinersena

Tem tratamento?

✓ 4 medicamentos específicos desta doença (registro ANVISA, FDA ou SUS/CEAF)
Ver detalhes, fases e interações →
NUSINERSENA (SPINRAZA)RISDIPLAM (EVRYSDI)NUSINERSENARISDIPLAM

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
60
pacientes catalogados
Início
Antenatal
+ childhood, infancy, neonatal
🏥
SUS: Cobertura parcialScore: 70%
2 medicamentos CEAF4 procedimentos SIGTAPTriagem neonatal (Fase 5)CID-10: G12.1
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (4)
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Nusinersena (AME — Spinraza)
•
Risdiplam (AME — Evrysdi)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
Você se identifica com essa condição?
O Raras está aqui pra te apoiar — com ou sem diagnóstico

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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

💪
Músculos
13 sintomas
🦴
Ossos e articulações
10 sintomas
🧠
Neurológico
2 sintomas
🫃
Digestivo
1 sintomas
😀
Face
1 sintomas
🫁
Pulmão
1 sintomas

+ 26 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Marcha anserina
Frequente (79-30%)
100%prev.
Fraqueza muscular do membro inferior
Frequência: 18/18
100%prev.
Fraqueza muscular proximal nos membros inferiores
Frequência: 12/12
100%prev.
Reflexo aquileu diminuído
Frequência: 11/11
92%prev.
Escápula alada
Frequência: 11/12
91%prev.
Reflexo patelar diminuído
Frequência: 10/11
54sintomas
Muito frequente (6)
Frequente (14)
Ocasional (25)
Muito raro (2)
Sem dados (7)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 54 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Marcha anserinaWaddling gait
Frequente (79-30%)100%
Fraqueza muscular do membro inferiorLower limb muscle weakness
Frequência: 18/18100%
Fraqueza muscular proximal nos membros inferioresProximal muscle weakness in lower limbs
Frequência: 12/12100%
Reflexo aquileu diminuídoDecreased Achilles reflex
Frequência: 11/11100%
Escápula aladaScapular winging
Frequência: 11/1292%

Triagem neonatal (Teste do Pezinho)

👶
Teste: qPCR para deleção de SMN1 em sangue seco
Fase 5 do PNTNstate_pilots
Incidência no Brasil: 1:10.000

A triagem neonatal permite diagnóstico precoce e início imediato do tratamento.

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
BICD2
BICD2Protein bicaudal D homolog 2Disease-causing germline mutation(s) inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (1)
COPI-independent Golgi-to-ER retrograde traffic
MECANISMO DE DOENÇA

Spinal muscular atrophy, lower extremity-predominant 2A, childhood onset, autosomal dominant

An autosomal dominant form of spinal muscular atrophy characterized by early-childhood onset of muscle weakness and atrophy predominantly affecting the proximal and distal muscles of the lower extremity, although some patients may show upper extremity involvement. The disorder results in delayed walking, waddling gait, difficulty walking, and loss of distal reflexes. Some patients may have foot deformities or hyperlordosis, and some show mild upper motor signs, such as spasticity. Sensation, bulbar function, and cognitive function are preserved. The disorder shows very slow progression throughout life.

OUTRAS DOENÇAS (2)
autosomal dominant childhood-onset proximal spinal muscular atrophy with contracturesspinal muscular atrophy, lower extremity-predominant, 2b, prenatal onset, autosomal dominant
HGNC:17208UniProt:Q8TD16

Variantes genéticas (ClinVar)

139 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 BICD2: NM_001003800.2(BICD2):c.1159G>T (p.Val387Leu) ()
🧬 BICD2: NM_001003800.2(BICD2):c.2203del (p.Ala735fs) ()
🧬 BICD2: NM_001003800.2(BICD2):c.1745C>G (p.Ser582Ter) ()
🧬 BICD2: NM_001003800.2(BICD2):c.994_996del (p.Leu332del) ()
🧬 BICD2: NM_001003800.2(BICD2):c.206A>T (p.Glu69Val) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Atrofia muscular espinhal proximal de início na infância autossômica dominante BICD2-relacionada

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Atrofia muscular espinhal proximal de início na infância autossômica dominante BICD2-relacionada.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Doença com base genética

Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Atrofia muscular espinhal proximal de início na infância autossômica dominante BICD2-relacionada e no aconselhamento genético da família.

Vai consultar um especialista? Confirme o registro dele no conselho.
Conselhos e sociedades

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Protocolo oficial relacionado (Ministério da Saúde)PCDT: Atrofia Muscular Espinhal 5q Tipo I e II

Existe um documento oficial para "Atrofia Muscular Espinhal 5q Tipo I e II". Ele pode não cobrir esta forma específica da doença — confira no texto do protocolo antes de contar com ele.

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Ela é causada por alterações genéticas com herança autossômica dominante no gene BICD2. Esse gene é responsável por produzir a proteína Protein bicaudal D homolog 2, envolvida no funcionamento dos neurônios motores.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:13222
    GARD (NIH)
  3. Q55345873
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Atrofia muscular espinhal proximal de início na infância autossômica dominante BICD2-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/atrofia-muscular-espinhal-proximal-de-inicio-na-infancia-autossomica-dominante-bicd2-relacionada

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Atrofia muscular espinhal proximal de início na infância autossômica dominante BICD2-relacionada

ORPHA:363454 · MONDO:0014121
🇧🇷 Brasil SUS
Triagem
qPCR para deleção de SMN1 em sangue seco
PNTN
Fase 5
Incidência BR
1:10.000
CEAF
1ANusinersena1ARisdiplam
SIGTAP
4 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
60 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
G12.1 · Outras atrofias musculares espinais hereditárias
Início
Antenatal, Childhood, Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C3809049
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara