Erro inato raro do metabolismo que compreende a deficiência de 3-fosfoglicerato desidrogenase, a deficiência de 3-fosfosserina fosfatase e a deficiência de fosfosserina aminotransferase e caracterizado por um espectro fenotípico que varia de microcefalia congénita, atraso do desenvolvimento e convulsões intratáveis nas formas infantis até formas juvenis mais leves com atraso do desenvolvimento moderado e perturbação do desenvolvimento intelectual.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência da via de biossíntese da serina, forma infantil/juvenil, é uma doença metabólica hereditária muito rara, que afeta a produção de serina — um aminoácido essencial para o funcionamento do sistema nervoso. A condição costuma se manifestar ainda antes do nascimento (período antenatal), nos primeiros dias de vida (neonatal) ou durante a primeira infância. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas variam conforme a idade de início, mas geralmente envolvem comprometimento neurológico. Como a serina é fundamental para o desenvolvimento do cérebro, os bebês podem apresentar atraso no desenvolvimento, dificuldades de alimentação, convulsões e alterações no tônus muscular. A forma infantil/juvenil tende a ser mais branda que a forma neonatal grave, mas ainda assim requer acompanhamento médico especializado desde o diagnóstico.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações em genes que participam da via de biossíntese da serina. Embora os genes específicos não estejam listados nas fontes oficiais disponíveis, sabe-se que a condição é hereditária e pode ser transmitida de forma autossômica recessiva. O diagnóstico genético é confirmado por sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica as variantes patogênicas responsáveis pela deficiência enzimática.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Os principais exames disponíveis no SUS incluem: dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o manejo adequado.[1]
Tratamento e manejo
O tratamento é baseado na suplementação de serina e, em alguns casos, de glicina, sempre sob orientação médica. Não há informações sobre medicamentos específicos aprovados para esta condição nas fontes oficiais. O manejo inclui acompanhamento multidisciplinar com neurologista, geneticista, nutricionista e equipe de reabilitação. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para o tratamento, incluindo fórmula metabólica para erros inatos do metabolismo e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade dos sintomas e da precocidade do tratamento. Com diagnóstico e suplementação adequados, muitas crianças apresentam melhora significativa dos sintomas neurológicos e podem ter uma qualidade de vida razoável. No entanto, a doença pode causar atrasos no desenvolvimento que exigem suporte contínuo de reabilitação e educação especial. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar é fundamental para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar da criança.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Erro inato raro do metabolismo que compreende a deficiência de 3-fosfoglicerato desidrogenase, a deficiência de 3-fosfosserina fosfatase e a deficiência de fosfosserina aminotransferase e caracterizado por um espectro fenotípico que varia de microcefalia congénita, atraso do desenvolvimento e convulsões intratáveis nas formas infantis até formas juvenis mais leves com atraso do desenvolvimento moderado e perturbação do desenvolvimento intelectual.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A deficiência da via de biossíntese da serina, forma infantil/juvenil, é uma doença metabólica hereditária muito rara, que afeta a produção de serina — um aminoácido essencial para o funcionamento do sistema nervoso. A condição costuma se manifestar ainda antes do nascimento (período antenatal), nos primeiros dias de vida (neonatal) ou durante a primeira infância. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1]
Sinais e sintomas
Os sintomas variam conforme a idade de início, mas geralmente envolvem comprometimento neurológico. Como a serina é fundamental para o desenvolvimento do cérebro, os bebês podem apresentar atraso no desenvolvimento, dificuldades de alimentação, convulsões e alterações no tônus muscular. A forma infantil/juvenil tende a ser mais branda que a forma neonatal grave, mas ainda assim requer acompanhamento médico especializado desde o diagnóstico.[1]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações em genes que participam da via de biossíntese da serina. Embora os genes específicos não estejam listados nas fontes oficiais disponíveis, sabe-se que a condição é hereditária e pode ser transmitida de forma autossômica recessiva. O diagnóstico genético é confirmado por sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica as variantes patogênicas responsáveis pela deficiência enzimática.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. Os principais exames disponíveis no SUS incluem: dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo, sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o manejo adequado.[1]
Tratamento e manejo
O tratamento é baseado na suplementação de serina e, em alguns casos, de glicina, sempre sob orientação médica. Não há informações sobre medicamentos específicos aprovados para esta condição nas fontes oficiais. O manejo inclui acompanhamento multidisciplinar com neurologista, geneticista, nutricionista e equipe de reabilitação. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para o tratamento, incluindo fórmula metabólica para erros inatos do metabolismo e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade dos sintomas e da precocidade do tratamento. Com diagnóstico e suplementação adequados, muitas crianças apresentam melhora significativa dos sintomas neurológicos e podem ter uma qualidade de vida razoável. No entanto, a doença pode causar atrasos no desenvolvimento que exigem suporte contínuo de reabilitação e educação especial. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar é fundamental para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar da criança.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência da via de biossíntese da serina, forma infantil/juvenil
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:583595(Orphanet)
- MONDO:0035004(MONDO)
- GARD:22334(GARD (NIH))
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Deficiência da via de biossíntese da serina, forma infantil/juvenil
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)