O cateterismo cardíaco é a inserção de um cateter em uma câmara ou vaso do coração. Isso é feito tanto para fins diagnósticos quanto intervencionistas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A anomalia de número dos óstios coronários é uma condição cardíaca congênita rara, caracterizada pela presença de um número diferente do habitual de aberturas (óstios) das artérias coronárias na aorta. Em condições normais, existem dois óstios coronários (um para a artéria coronária direita e outro para a esquerda). Nesta anomalia, pode haver um óstio único (ambas as coronárias originando-se do mesmo ponto) ou mais de dois óstios (por exemplo, um óstio separado para o ramo descendente anterior e outro para o ramo circunflexo). A condição é geralmente assintomática, mas pode estar associada a risco aumentado de isquemia miocárdica, especialmente durante esforço físico.[1]
Sinais e sintomas
Muitas pessoas com anomalia de número dos óstios coronários não apresentam sintomas e a condição é descoberta incidentalmente durante exames de imagem cardíaca ou autópsia. Quando sintomática, pode manifestar-se como dor torácica (angina), falta de ar, palpitações ou, em casos mais graves, infarto do miocárdio ou morte súbita, especialmente em jovens durante atividade física intensa. A gravidade dos sintomas depende do padrão anatômico específico e da presença de compressão ou estreitamento dos óstios.[1]
Causas genéticas
A causa genética específica da anomalia de número dos óstios coronários ainda não foi identificada. Não há genes conhecidos associados a esta condição isolada. Ela pode ocorrer como parte de síndromes genéticas mais amplas que afetam o desenvolvimento cardiovascular, mas, na maioria dos casos, é considerada uma variação anatômica esporádica.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por exames de imagem cardíaca, como angiografia coronariana (cateterismo), angiotomografia computadorizada ou ressonância magnética cardíaca, que permitem visualizar o número e a localização dos óstios coronários. Não há um teste genético específico para esta anomalia isolada. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras, que podem ser úteis no contexto de síndromes associadas.[1]
Tratamento e manejo
O tratamento depende da presença de sintomas e do risco de complicações. Em pacientes assintomáticos, geralmente não é necessário tratamento específico, apenas acompanhamento clínico periódico. Quando há sintomas ou risco de isquemia, o manejo pode incluir medicamentos para controle da angina (como betabloqueadores ou bloqueadores de canais de cálcio) e, em casos selecionados, intervenção cirúrgica para correção anatômica (como reimplante do óstio anômalo). A decisão terapêutica deve ser individualizada por uma equipe multidisciplinar especializada em cardiologia e cirurgia cardíaca.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é geralmente bom para a maioria das pessoas, especialmente quando a anomalia é descoberta incidentalmente e não causa sintomas. No entanto, em casos raros, pode haver risco de eventos cardíacos graves, como infarto ou morte súbita, particularmente em atletas jovens. O acompanhamento cardiológico regular e a orientação sobre a prática de atividades físicas são importantes para manter a qualidade de vida e reduzir riscos.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
O cateterismo cardíaco é a inserção de um cateter em uma câmara ou vaso do coração. Isso é feito tanto para fins diagnósticos quanto intervencionistas.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A anomalia de número dos óstios coronários é uma condição cardíaca congênita rara, caracterizada pela presença de um número diferente do habitual de aberturas (óstios) das artérias coronárias na aorta. Em condições normais, existem dois óstios coronários (um para a artéria coronária direita e outro para a esquerda). Nesta anomalia, pode haver um óstio único (ambas as coronárias originando-se do mesmo ponto) ou mais de dois óstios (por exemplo, um óstio separado para o ramo descendente anterior e outro para o ramo circunflexo). A condição é geralmente assintomática, mas pode estar associada a risco aumentado de isquemia miocárdica, especialmente durante esforço físico.[1]
Sinais e sintomas
Muitas pessoas com anomalia de número dos óstios coronários não apresentam sintomas e a condição é descoberta incidentalmente durante exames de imagem cardíaca ou autópsia. Quando sintomática, pode manifestar-se como dor torácica (angina), falta de ar, palpitações ou, em casos mais graves, infarto do miocárdio ou morte súbita, especialmente em jovens durante atividade física intensa. A gravidade dos sintomas depende do padrão anatômico específico e da presença de compressão ou estreitamento dos óstios.[1]
Causas genéticas
A causa genética específica da anomalia de número dos óstios coronários ainda não foi identificada. Não há genes conhecidos associados a esta condição isolada. Ela pode ocorrer como parte de síndromes genéticas mais amplas que afetam o desenvolvimento cardiovascular, mas, na maioria dos casos, é considerada uma variação anatômica esporádica.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por exames de imagem cardíaca, como angiografia coronariana (cateterismo), angiotomografia computadorizada ou ressonância magnética cardíaca, que permitem visualizar o número e a localização dos óstios coronários. Não há um teste genético específico para esta anomalia isolada. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras, que podem ser úteis no contexto de síndromes associadas.[1]
Tratamento e manejo
O tratamento depende da presença de sintomas e do risco de complicações. Em pacientes assintomáticos, geralmente não é necessário tratamento específico, apenas acompanhamento clínico periódico. Quando há sintomas ou risco de isquemia, o manejo pode incluir medicamentos para controle da angina (como betabloqueadores ou bloqueadores de canais de cálcio) e, em casos selecionados, intervenção cirúrgica para correção anatômica (como reimplante do óstio anômalo). A decisão terapêutica deve ser individualizada por uma equipe multidisciplinar especializada em cardiologia e cirurgia cardíaca.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é geralmente bom para a maioria das pessoas, especialmente quando a anomalia é descoberta incidentalmente e não causa sintomas. No entanto, em casos raros, pode haver risco de eventos cardíacos graves, como infarto ou morte súbita, particularmente em atletas jovens. O acompanhamento cardiológico regular e a orientação sobre a prática de atividades físicas são importantes para manter a qualidade de vida e reduzir riscos.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Óstio coronário, anomalia de número
Centros de Referência SUS
24 centros habilitados pelo SUS para Óstio coronário, anomalia de número
Centros para Óstio coronário, anomalia de número
Detalhes dos centros
Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES)
R. Dr. Augusto Viana, s/n - Canela, Salvador - BA, 40110-060 · CNES 0003808
Serviço de Referência
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFG
Rua 235 QD. 68 Lote Área, Nº 285, s/nº - Setor Leste Universitário, Goiânia - GO, 74605-050 · CNES 2338424
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFJF
R. Catulo Breviglieri, Bairro - s/n - Santa Catarina, Juiz de Fora - MG, 36036-110 · CNES 2297442
Atenção Especializada
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário Julio Müller (HUJM)
R. Luis Philippe Pereira Leite, s/n - Alvorada, Cuiabá - MT, 78048-902 · CNES 2726092
Atenção Especializada
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW)
R. Tabeliao Estanislau Eloy, 585 - Castelo Branco, João Pessoa - PB, 58050-585 · CNES 0002470
Atenção Especializada
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM)
Av. Mandacaru, 1590 - Parque das Laranjeiras, Maringá - PR, 87083-240 · CNES 2216108
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ)
Blvd. 28 de Setembro, 77 - Vila Isabel, Rio de Janeiro - RJ, 20551-030 · CNES 2280221
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital São Lucas da PUCRS
Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90610-000 · CNES 2232928
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital Universitário da UFSC (HU-UFSC)
R. Profa. Maria Flora Pausewang - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-800 · CNES 2560356
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Base de São José do Rio Preto
Av. Brg. Faria Lima, 5544 - Vila Sao Jose, São José do Rio Preto - SP, 15090-000 · CNES 2079798
Atenção Especializada
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
UNIFESP / Hospital São Paulo
R. Napoleão de Barros, 715 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04024-002 · CNES 2688689
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Coronary artery anomalies in common arterial trunk: proposal of a new anatomical classification.
Coronary artery abnormalities (CAAs) are frequently encountered in common arterial trunk (CAT), with an estimated incidence of 5-20%. However, their prognostic implications remain unclear. Surgical challenges potentially arise due to coronary arteries crossing the right ventricular outflow tract (RVOT), close proximity of the coronary and pulmonary orifices, and distortion to the proximal coronary segments and ostia during arch reconstruction or truncal valve replacement. Some studies have demonstrated that CAAs confer worse outcomes after CAT repair, while others have reported no significant prognostic impact. Both the number and subtype of CAAs may influence outcomes, but heterogeneous categorisation limits the conclusions that can be drawn from existing studies. A uniform classification of CAAs in CAT is warranted to better ascertain the prognostic impact of CAA burden and morphology. This may enable more focused decision-making in clinical scenarios where a high-risk CAA pattern is suspected. For example, it may help inform the intraoperative trade-off between probing the coronaries to define their precise morphology against the risk of causing damage. We propose a classification consisting of six abnormalities: A) single coronary artery, B) ostial stenosis, C) intramural course, D) juxtacommissural origin, E) coronary crossing RVOT, and F) close proximity of coronary and pulmonary orifices.
Surgical repair of peripheral pulmonary artery stenosis: A 2-decade experience with 145 patients.
Peripheral pulmonary artery stenosis (PPAS) is a relatively rare form of congenital heart disease often associated with Williams syndrome, Alagille syndrome, and elastin arteriopathy. This disease is characterized by stenoses at nearly all lobar and segmental ostia and results in systemic-level right ventricular pressures. The current study summarizes our experience with the surgical treatment of PPAS. This was a retrospective review of 145 patients who underwent surgical repair of PPAS. This included 43 patients with Williams syndrome, 39 with Alagille syndrome, and 21 with elastin arteriopathy. Other diagnoses include tetralogy of Fallot with PPAS (n = 21), truncus arteriosus (n = 5), transposition (n = 3), double-outlet right ventricle (n = 2), arterial tortuosity syndrome (n = 3), and other (n = 8). The median preoperative right ventricle to aortic peak systolic pressure ratio was 1.01 (range, 0.50-1.60) which was reduced to 0.30 (range, 0.17-0.60) postoperatively. The median number of ostial repairs was 17 (range, 6-34) and median duration of cardiopulmonary bypass was 398 minutes (range, 92-844). There were 3 in-hospital deaths (2.1%). The median duration of follow-up was 26 months (range, 1-220) with 4 late deaths (2.9%). Eighty-two patients have subsequently undergone catheterization and 74 had a pressure ratio <0.50. The surgical treatment of PPAS resulted in a 70% reduction in right ventricular pressures. At 3 years, freedom from death was 94% and 90% of those evaluated maintained low pressures. These results suggest that the surgical treatment of PPAS is highly effective in most patients.
Publicações recentes
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Coronary artery anomalies in common arterial trunk: proposal of a new anatomical classification.
Interdisciplinary cardiovascular and thoracic surgerySurgical repair of peripheral pulmonary artery stenosis: A 2-decade experience with 145 patients.
The Journal of thoracic and cardiovascular surgeryAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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- The German version of the neurofibromatosis 2 impact on quality of life questionnaire correlates with severity of depression and physician-reported disease severity.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:99089(Orphanet)
- MONDO:0020425(MONDO)
- GARD:19644(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55789358(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Óstio coronário, anomalia de número
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata