Amiloidose ABeta2M é uma doença rara causada por mutações no gene B2M, levando ao acúmulo de proteína beta-2 microglobulina. Manifesta-se com calcificação cardiovascular, insuficiência cardíaca, arritmias, neuropatia periférica, e problemas gastrointestinais como disfagia e pseudo-obstrução intestinal.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
Sinais e sintomas
As manifestações clínicas relatadas incluem alterações osteoarticulares e musculoesqueléticas, como dor, dor no ombro, dor no punho, artralgia do quadril, artrite, anormalidade do ombro, anormalidade da eminência tenar e múltiplas lesões císticas ósseas.[1][2]
No sistema nervoso, são descritos velocidade de condução nervosa diminuída, amplitude diminuída dos potenciais de ação sensoriais, disestesia, fisiologia anormal do sistema nervoso autônomo e tetraparesia.[1][2]
Comprometimentos cardiovasculares e renais abrangem insuficiência cardíaca congestiva, arritmia, calcificação cardiovascular, amiloidose cardíaca e doença renal crônica.[1][2]
Adicionalmente, observam-se manifestações gastrointestinais e cutâneas, tais como disfagia, anormalidade da língua, morfologia anormal do intestino, pseudo-obstrução intestinal, perfuração intestinal, hemorragia gastrointestinal e amiloidose cutânea.[1][2]
Causas genéticas
Diagnóstico
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A amiloidose ABeta2M é uma condição rara do adulto em que ocorre depósito de aglomerados de proteína beta-2-microglobulina nos tecidos do corpo. A doença costuma provocar dores nas articulações, lesões nos ossos, fraqueza ou dormência por lesão nos nervos e problemas nos rins, coração e intestinos. A confirmação médica é realizada por meio da análise dos tecidos em biópsia e por testes genéticos voltados ao gene B2M. No Brasil, esta doença não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, de modo que o cuidado no SUS é feito pelo suporte aos órgãos afetados.
Amiloidose ABeta2M é uma doença rara causada por mutações no gene B2M, levando ao acúmulo de proteína beta-2 microglobulina. Manifesta-se com calcificação cardiovascular, insuficiência cardíaca, arritmias, neuropatia periférica, e problemas gastrointestinais como disfagia e pseudo-obstrução intestinal.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 24 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 48 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Immunodeficiency 43
A disorder characterized by marked reduction in serum concentrations of immunoglobulins and albumin, and hypoproteinemia due to hypercatabolism. Patients may suffer from recurrent respiratory tract infections and severe skin disease.
Variantes genéticas (ClinVar)
18 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
12 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Amiloidose ABeta2M
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Immunohistochemical typing of amyloid in fixed paraffin-embedded samples by an automatic procedure: Comparison with immunofluorescence data on fresh-frozen tissue.
Amyloidosis comprises a spectrum of disorders characterized by the extracellular deposition of amorphous material, originating from an abnormal serum protein. The typing of amyloid into its many variants represents a pivotal step for a correct patient management. Several methods are currently used, including mass spectrometry, immunofluorescence, immunohistochemistry, and immunogold labeling. The aim of the present study was to investigate the accuracy and reliability of immunohistochemistry by means of a recently developed amyloid antibody panel applicable on fixed paraffin-embedded tissues in an automated platform. Patients with clinically and pathologically proven amyloidosis were divided into two cohorts: a pilot one, which included selected amyloidosis cases from 2009 to 2018, and a retrospective one (comprising all consecutive amyloidosis cases analyzed between November 2018 and May 2020). The above-referred panel of antibodies for amyloid classification was tested in all cases using an automated immunohistochemistry platform. When fresh-frozen material was available, immunofluorescence was also performed. Among 130 patients, a total of 143 samples from different organs was investigated. They corresponded to 51 patients from the pilot cohort and 79 ones from the retrospective cohort. In 82 cases (63%), fresh-frozen tissue was tested by immunofluorescence, serving to define amyloid subtype only in 30 of them (36.6%). On the contrary, the automated immunohistochemistry procedure using the above-referred new antibodies allowed to establish the amyloid type in all 130 cases (100%). These included: ALλ (n = 60, 46.2%), ATTR (n = 29, 22.3%), AA (n = 19, 14.6%), ALκ (n = 18, 13.8%), ALys (n = 2, 1.5%), and Aβ2M amyloidosis (n = 2, 1.5%). The present immunohistochemistry antibody panel represents a sensitive, reliable, fast, and low-cost method for amyloid typing. Since immunohistochemistry is available in most pathology laboratories, it may become the new gold standard for amyloidosis classification, either used alone or combined with mass spectrometry in selected cases.
An unusual case of Aβ2M amyloid deposition in bladder cancer in a non-dialysis patient.
β2-microglobulin-related (Aβ2M) amyloidosis (dialysis-associated amyloidosis) is a common complication in long-term dialysis patients. An increased concentration of β2-microgloblin (β2-m) in the serum appears to be a prerequisite for Aβ2M amyloidosis, in turn causing Aβ2M amyloid deposition predominantly in the osteoarticular tissue. There are few reports, however, of Aβ2M amyloid deposition in non-dialysis patients. We describe an atypical case of a non-dialysis patient with Aβ2M amyloid deposition in bladder cancer. A Japanese man in his 80s with no history of dialysis was admitted for transurethral resection of bladder cancer. Histopathological analysis revealed a small amount of amyloid deposition in the small-vessel wall of both the peripheral urothelial carcinoma and necrotic area. Amyloid typing by immunohistochemistry was strongly positive for anti-β2-m antibody, and β2-m was most frequently detected in laser microdissection-liquid chromatography tandem mass spectrometry. Although Aβ2M amyloidosis was expected, contrary to this, the patient's serum β2-m was only 4 mg/L, although his urine β2-m level was increased at 1340 mg/L. The unique findings observed in our patient may contribute to the elucidation of the novel pathogenesis of Aβ2M amyloid fibril formation that is distinct from conventional Aβ2M amyloidosis.
Hemodialysis-related amyloidosis: Is it still relevant?
Accumulation of amyloid fibrils from β2-microglobulin (β2M) was first recognized as a characteristic osteoarticular complication in long-term hemodialysis (HD) patients and called "HD-related amyloidosis" (HRA). However, this syndrome can also be observed in end-stage renal diseases (ESRD) patients undergoing peritoneal dialysis, and even in patients with chronic renal failure before the initiation of dialytic therapy, suggesting that HD is not a direct cause but that accumulation of β2M or some β2M-associated molecules in the body is a common pathogenesis. Currently the term "dialysis-related amyloidosis" (DRA) is widely used for β2M-amyloid (Aβ2M) amyloidosis associated with ESRD, although DRA patients consist mostly of those undergoing long-term HD. Factors other than β2M accumulation also play a role in the formation/local deposition of Aβ2M and disruption of tissue architecture. Conformational changes of β2M by misfolding/unfolding, and promoting/inhibitory effects induced by other coexisting molecules, advanced glycation and oxidation, and direct cell toxicity have also been documented. Two technological improvements of HD have been the keys to prevent the development and progression of DRA: the efficient removal of β2M by using high-flux membranes, high-volume convection and adsorptive column/membrane, as well as the use of biocompatible membranes and dialysates (eg, ultrapure and acetate-free dialysates) have minimized both inflammation and β2M production. Epidemiologically, a decrease in the incidence of DRA has recently been reported; however, longer survival of HD patients may contribute to the development of more DRA, though with a delayed onset. In this article, we describe the pathogenesis of DRA, the strategies developed for its prevention and minimization, and the favorable epidemiological data achieved by these efforts.
[Clinical diversity, diagnosis and treatment of hereditary amyloid neuropathy].
Hereditary amyloid neuropathy includes hereditary ATTR, hereditary AGel, hereditary AApoAI, and hereditary Aβ2M amyloidosis. Among these diseases, hereditary ATTR is the most common type of amyloidosis caused by mutation in the transthyretin (TTR) gene. Hereditary ATTR amyloidosis is a life-threatening, multi-symptom, gain-of-toxic-function disease that may present with peripheral neuropathy, autonomic neuropathy, cardiomyopathy, ophthalmopathy, and/or leptomeningeal amyloidosis. In addition to the clinical symptoms described above, proven amyloid deposition in biopsy specimens and identification of disease-causing mutations in the TTR gene are necessary to establish the diagnosis. Deposition of amyloid in tissue can be demonstrated by Congo red staining of biopsy materials. Liver transplantation has been shown to be an effective therapeutic strategy for ameliorating hereditary ATTR amyloidosis, however, large numbers of patients are not suitable transplant candidates because of their age and/or advanced disease status. Recently, the clinical effects of TTR tetramer stabilizers, tafamidis and diflunisal, were demonstrated in randomised clinical trials, and tafamidis has been approved for the treatment of hereditary ATTR amyloidosis in European countries and in Japan. With the availability of disease-modifying therapies, early diagnosis and therapy become increasingly important in ATTR amyloidosis.
Publicações recentes
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C-terminal unfolding of an amyloidogenic β2-microglobulin fragment: ΔN6β2-microglobulin.
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Immunohistochemical typing of amyloid in fixed paraffin-embedded samples by an automatic procedure: Comparison with immunofluorescence data on fresh-frozen tissue.
PloS oneAn unusual case of Aβ2M amyloid deposition in bladder cancer in a non-dialysis patient.
Pathology internationalHemodialysis-related amyloidosis: Is it still relevant?
Seminars in dialysis[Clinical diversity, diagnosis and treatment of hereditary amyloid neuropathy].
Rinsho shinkeigaku = Clinical neurologyAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Amiloidose ABeta2M e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A amiloidose ABeta2M está associada a alterações relacionadas ao gene B2M e à sua proteína correspondente, a beta-2-microglobulina. O acúmulo e a deposição anômala dessa proteína formam fibras nos tecidos de diferentes órgãos do corpo humano.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Amiloidose ABeta2M. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/amiloidose-abeta2m
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Amiloidose ABeta2M
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata