Ataxia cerebelar autossômica dominante (ACAD) é uma forma de ataxia espinocerebelar herdada de maneira autossômica dominante. A ACAD é uma condição geneticamente herdada que causa a deterioração do sistema nervoso, levando a distúrbios e à diminuição ou perda de função em regiões do corpo.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II é uma doença neurodegenerativa hereditária que afeta principalmente o cerebelo, a região do cérebro responsável pelo equilíbrio e coordenação dos movimentos. Ela faz parte de um grupo de doenças conhecidas como ataxias espinocerebelares. A condição é progressiva, ou seja, os sintomas pioram com o tempo, e pode impactar significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para o manejo dos sintomas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II são variados e podem incluir: perda de coordenação motora (dismetria), tremores, fraqueza muscular, espasticidade (rigidez muscular), hiperreflexia (reflexos exagerados), sinal de Babinski (resposta anormal do pé ao estímulo), oftalmoparesia ou oftalmoplegia (dificuldade ou paralisia dos movimentos oculares), fotofobia (sensibilidade à luz), perda visual progressiva, atrofia óptica, cegueira, deterioração mental, atraso global do desenvolvimento, atraso motor, hipotonia neonatal (tônus muscular baixo ao nascer), dificuldades alimentares, déficit de crescimento, discinesia orofacial (movimentos involuntários da face e boca), anormalidade da função motora extrapiramidal (movimentos involuntários), disfunção somatossensorial (alterações na sensibilidade), pernas inquietas e morfologia anormal do fundo de olho. A atrofia cerebelar (redução do volume do cerebelo) é uma característica marcante.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene ATXN7, que fornece instruções para a produção da proteína ataxina-7. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado, herdada de um dos pais, é suficiente para causar a doença. Cada filho de uma pessoa afetada tem 50% de chance de herdar a mutação e desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, histórico familiar e exames de imagem, como ressonância magnética, que pode mostrar atrofia cerebelar. A confirmação é feita por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene ATXN7. Atualmente, existem 140 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 18 variantes patogênicas estão registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida, com uma abordagem multidisciplinar que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte psicológico. Medicamentos podem ser usados para controlar sintomas específicos, como tremores, espasticidade e alterações do movimento. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos padronizados. Há atualmente 3 ensaios clínicos ativos investigando possíveis terapias.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), aponta associações entre a doença e diversas substâncias estudadas em publicações. É importante destacar que estas são associações observadas em artigos de pesquisa e não representam recomendações de tratamento. As substâncias e o número de publicações associadas são: polyglutamine (63 publicações), Calcium (35), Lipids (13), Glucose (12), Levodopa (12), Dopamine (9), Bilirubin (8), Thyroxine (8), Triiodothyronine (8) e Acetazolamide (8).[6]
Prognóstico e qualidade de vida
A ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II é uma doença progressiva, e a expectativa de vida pode ser reduzida, especialmente quando há envolvimento de múltiplos sistemas. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada é essencial para adaptar o tratamento à evolução dos sintomas e oferecer suporte ao paciente e à família. O aconselhamento genético é recomendado para familiares em risco.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Ataxia cerebelar autossômica dominante (ACAD) é uma forma de ataxia espinocerebelar herdada de maneira autossômica dominante. A ACAD é uma condição geneticamente herdada que causa a deterioração do sistema nervoso, levando a distúrbios e à diminuição ou perda de função em regiões do corpo.
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II é uma doença neurodegenerativa hereditária que afeta principalmente o cerebelo, a região do cérebro responsável pelo equilíbrio e coordenação dos movimentos. Ela faz parte de um grupo de doenças conhecidas como ataxias espinocerebelares. A condição é progressiva, ou seja, os sintomas pioram com o tempo, e pode impactar significativamente a qualidade de vida. O diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para o manejo dos sintomas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II são variados e podem incluir: perda de coordenação motora (dismetria), tremores, fraqueza muscular, espasticidade (rigidez muscular), hiperreflexia (reflexos exagerados), sinal de Babinski (resposta anormal do pé ao estímulo), oftalmoparesia ou oftalmoplegia (dificuldade ou paralisia dos movimentos oculares), fotofobia (sensibilidade à luz), perda visual progressiva, atrofia óptica, cegueira, deterioração mental, atraso global do desenvolvimento, atraso motor, hipotonia neonatal (tônus muscular baixo ao nascer), dificuldades alimentares, déficit de crescimento, discinesia orofacial (movimentos involuntários da face e boca), anormalidade da função motora extrapiramidal (movimentos involuntários), disfunção somatossensorial (alterações na sensibilidade), pernas inquietas e morfologia anormal do fundo de olho. A atrofia cerebelar (redução do volume do cerebelo) é uma característica marcante.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene ATXN7, que fornece instruções para a produção da proteína ataxina-7. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado, herdada de um dos pais, é suficiente para causar a doença. Cada filho de uma pessoa afetada tem 50% de chance de herdar a mutação e desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, histórico familiar e exames de imagem, como ressonância magnética, que pode mostrar atrofia cerebelar. A confirmação é feita por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene ATXN7. Atualmente, existem 140 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 18 variantes patogênicas estão registradas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida, com uma abordagem multidisciplinar que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte psicológico. Medicamentos podem ser usados para controlar sintomas específicos, como tremores, espasticidade e alterações do movimento. No Brasil, a doença não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos padronizados. Há atualmente 3 ensaios clínicos ativos investigando possíveis terapias.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), aponta associações entre a doença e diversas substâncias estudadas em publicações. É importante destacar que estas são associações observadas em artigos de pesquisa e não representam recomendações de tratamento. As substâncias e o número de publicações associadas são: polyglutamine (63 publicações), Calcium (35), Lipids (13), Glucose (12), Levodopa (12), Dopamine (9), Bilirubin (8), Thyroxine (8), Triiodothyronine (8) e Acetazolamide (8).[6]
Prognóstico e qualidade de vida
A ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II é uma doença progressiva, e a expectativa de vida pode ser reduzida, especialmente quando há envolvimento de múltiplos sistemas. O acompanhamento regular com uma equipe médica especializada é essencial para adaptar o tratamento à evolução dos sintomas e oferecer suporte ao paciente e à família. O aconselhamento genético é recomendado para familiares em risco.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 13 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 43 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Acts as a component of the SAGA (aka STAGA) transcription coactivator-HAT complex (PubMed:15932940, PubMed:18206972). Mediates the interaction of SAGA complex with the CRX and is involved in CRX-dependent gene activation (PubMed:15932940, PubMed:18206972). Probably involved in tethering the deubiquitination module within the SAGA complex (PubMed:24493646). Necessary for microtubule cytoskeleton stabilization (PubMed:22100762). Involved in neurodegeneration (PubMed:9288099)
NucleusNucleus, nucleolusNucleus matrixCytoplasm, cytoskeletonCytoplasm
Spinocerebellar ataxia 7
Spinocerebellar ataxia is a clinically and genetically heterogeneous group of cerebellar disorders. Patients show progressive incoordination of gait and often poor coordination of hands, speech and eye movements, due to degeneration of the cerebellum with variable involvement of the brainstem and spinal cord. SCA7 belongs to the autosomal dominant cerebellar ataxias type II (ADCA II) which are characterized by cerebellar ataxia with retinal degeneration and pigmentary macular dystrophy.
Medicamentos e terapias
Mecanismo: Sodium channel alpha subunit blocker
Variantes genéticas (ClinVar)
18 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 454 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II
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Outros ensaios clínicos
8 ensaios clínicos encontrados, 3 ativos.
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Publicações recentes
Spinocerebellar ataxia type 7 (SCA7) - correlations between phenotype and genotype in one large Belgian family.
Autosomal dominant cerebellar ataxia with retinal degeneration (ADCA II): clinical and neuropathological findings in two pedigrees and genetic linkage to 3p12-p21.1.
Refinement of the locus for autosomal dominant cerebellar ataxia type II to chromosome 3p21.1-14.1.
The gene for autosomal dominant cerebellar ataxia type II is located in a 5-cM region in 3p12-p13: genetic and physical mapping of the SCA7 locus.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Spinocerebellar ataxia type 7 (SCA7) - correlations between phenotype and genotype in one large Belgian family.
- Autosomal dominant cerebellar ataxia with retinal degeneration (ADCA II): clinical and neuropathological findings in two pedigrees and genetic linkage to 3p12-p21.1.
- Refinement of the locus for autosomal dominant cerebellar ataxia type II to chromosome 3p21.1-14.1.
- The gene for autosomal dominant cerebellar ataxia type II is located in a 5-cM region in 3p12-p13: genetic and physical mapping of the SCA7 locus.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:208508(Orphanet)
- OMIM OMIM:164500(OMIM)
- MONDO:0016163(MONDO)
- GARD:20405(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55345944(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Ataxia cerebelosa autossômica dominante tipo II
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos (literatura)
- fonte: Orphanet
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov