A distrofia muscular (DM) é um grupo geneticamente e clinicamente heterogêneo de doenças neuromusculares raras que causam fraqueza progressiva e degeneração dos músculos esqueléticos ao longo do tempo. Os distúrbios diferem quanto a quais músculos são afetados primariamente, o grau de fraqueza, a rapidez com que pioram e quando os sintomas começam. Alguns tipos também estão associados a problemas em outros órgãos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A distrofia muscular de Emery-Dreifuss autossômica recessiva é uma doença genética rara que afeta principalmente os músculos e o coração. Ela se manifesta na infância e pode levar a fraqueza muscular, contraturas articulares e problemas cardíacos graves, como arritmias e cardiomiopatia dilatada. A condição é causada por alterações no gene LMNA, que fornece instruções para a produção de proteínas essenciais para a estrutura do núcleo das células musculares.[1][2][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente começam na infância e incluem fraqueza muscular proximal (nos ombros e quadris), perda da capacidade de andar, contraturas articulares (especialmente nos cotovelos, tornozelos e coluna cervical), rigidez da coluna, cifose e hiperlordose. No coração, podem ocorrer arritmias (supraventriculares e ventriculares), bloqueio atrioventricular, ritmo de escape ventricular e morte cardíaca súbita. Outros achados incluem amiotrofia generalizada, lipodistrofia, hipertrigliceridemia, hiporreflexia nos membros inferiores e, em alguns casos, anomalia de Sprengel (omoplata elevada).[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene LMNA (localizado no cromossomo 1), que codifica as proteínas prelamina-A e lamina C. Essas proteínas são componentes do envelope nuclear e são fundamentais para a integridade estrutural das células musculares e cardíacas. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar duas cópias alteradas do gene (uma de cada genitor) para desenvolver a doença.[1][2][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas musculares e cardíacos, exames de imagem (como ressonância magnética muscular) e, principalmente, no sequenciamento completo do exoma (WES) para identificar mutações no gene LMNA. O teste genético está disponível no Brasil e é coberto pelo SUS como parte do atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 142 testes genéticos registrados e 918 variantes documentadas no ClinVar para essa condição.[1][2][4][5]
Tratamento e manejo
O manejo é multidisciplinar e inclui fisioterapia e reabilitação para manter a mobilidade e prevenir contraturas, além de acompanhamento cardiológico rigoroso para monitorar arritmias e insuficiência cardíaca. O SUS oferece cobertura mínima para atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há cura, e o tratamento é focado em controlar os sintomas e prevenir complicações cardíacas, como a morte súbita.[1][2][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona algumas substâncias em estudos experimentais, mas nenhuma delas constitui tratamento aprovado ou recomendado para esta doença. As associações foram mineradas da base PubTator3 e incluem: daratumumabe (2 publicações), 3-iodobenzilguanidina (1), cloreto de cálcio (1), dióxido de carbono (1), cloretos (1), clorfenamidina (1), colesterol (1), fluordesoxiglicose F18 (1), glicose (1) e fosfopeptídeos (1). Essas informações são apenas para fins de pesquisa e não devem ser interpretadas como orientação clínica.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas cardíacos e musculares. A fraqueza muscular pode progredir até a perda da deambulação, e as arritmias cardíacas representam risco de morte súbita. O acompanhamento regular com cardiologista e fisioterapeuta é essencial para melhorar a qualidade de vida e reduzir complicações.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A distrofia muscular de Emery-Dreifuss autossômica recessiva (EDMD3) é uma condição genética rara que costuma iniciar na infância. Ela provoca fraqueza progressiva nos músculos dos braços e das pernas, rigidez da coluna e contraturas em articulações como cotovelos e tornozelos. O quadro também pode atingir o coração, causando batimentos irregulares e bloqueios que exigem acompanhamento médico frequente. Embora a doença não conte com protocolo de tratamento com medicamentos específicos no SUS, o sistema público oferta atendimento em reabilitação para doenças raras.
A distrofia muscular (DM) é um grupo geneticamente e clinicamente heterogêneo de doenças neuromusculares raras que causam fraqueza progressiva e degeneração dos músculos esqueléticos ao longo do tempo. Os distúrbios diferem quanto a quais músculos são afetados primariamente, o grau de fraqueza, a rapidez com que pioram e quando os sintomas começam. Alguns tipos também estão associados a problemas em outros órgãos.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 46 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisEmery-Dreifuss muscular dystrophy 2, autosomal dominant
A form of Emery-Dreifuss muscular dystrophy, a degenerative myopathy characterized by weakness and atrophy of muscle without involvement of the nervous system, early contractures of the elbows, Achilles tendons and spine, and cardiomyopathy associated with cardiac conduction defects.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
918 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
8 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
Dado oficial do SIH/SUS · Volume por estado de residência do paciente.
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Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Homozygous lamin A/C familial lipodystrophy R482Q mutation in autosomal recessive Emery Dreifuss muscular dystrophy.
Autosomal recessive Emery-Dreifuss muscular dystrophy caused by a novel mutation (R225Q) in the lamin A/C gene identified by exome sequencing.
[Autosomal recessive Emery-Dreifuss muscular dystrophy(AR-EDMD)].
Different mutations in the LMNA gene cause autosomal dominant and autosomal recessive Emery-Dreifuss muscular dystrophy.
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Trata-se de uma doença neuromuscular rara de origem genética associada a mutações no gene LMNA. Seus sintomas costumam surgir durante a infância, afetando músculos esqueléticos e o sistema de condução do coração.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 fontes citadas no texto · 4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Distrofia muscular de Emery-Dreifuss autossômica recessiva. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/distrofia-muscular-de-emery-dreifuss-autossomica-recessiva
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Distrofia muscular de Emery-Dreifuss autossômica recessiva
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA