A hiperfenilalaninemia (HPA) causada pela deficiência de tetrahidrobiopterina (BH4), também conhecida como HPA maligna, é um distúrbio de aminoácidos que começa logo após o nascimento. Ela é caracterizada, inicialmente, pelos sinais clássicos da fenilcetonúria (FCU), mas depois se diferencia por sintomas neurológicos como microcefalia (cabeça menor que o normal), deficiência intelectual, hipotonia central (fraqueza muscular no tronco), atraso no desenvolvimento motor (dificuldade para sentar, andar, etc.), espasticidade periférica (rigidez nos músculos dos braços e pernas) e convulsões. Esses problemas neurológicos surgem e persistem mesmo com o controle dos níveis de fenilalanina no sangue.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A hiperfenilalaninemia por deficiência de tetrahidrobiopterina é uma condição genética rara que afeta a capacidade do organismo de processar aminoácidos logo após o nascimento. Ela se manifesta inicialmente de forma parecida com a fenilcetonúria, mas traz complicações neurológicas próprias, como fraqueza muscular no tronco, rigidez nas pernas e braços e atraso no desenvolvimento. Esses sintomas neurológicos surgem precocemente e necessitam de diferenciação laboratorial detalhada frente a outros erros inatos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) dispensa o medicamento dicloridrato de sapropterina e fórmulas de aminoácidos isentas de fenilalanina sob diretrizes ministeriais.
A hiperfenilalaninemia (HPA) causada pela deficiência de tetrahidrobiopterina (BH4), também conhecida como HPA maligna, é um distúrbio de aminoácidos que começa logo após o nascimento. Ela é caracterizada, inicialmente, pelos sinais clássicos da fenilcetonúria (FCU), mas depois se diferencia por sintomas neurológicos como microcefalia (cabeça menor que o normal), deficiência intelectual, hipotonia central (fraqueza muscular no tronco), atraso no desenvolvimento motor (dificuldade para sentar, andar, etc.), espasticidade periférica (rigidez nos músculos dos braços e pernas) e convulsões. Esses problemas neurológicos surgem e persistem mesmo com o controle dos níveis de fenilalanina no sangue.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 38 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 70 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Triagem neonatal (Teste do Pezinho)
A triagem neonatal permite diagnóstico precoce e início imediato do tratamento.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
4 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Hyperphenylalaninemia, BH4-deficient, C
Rare autosomal recessive disorder characterized by hyperphenylalaninemia and severe neurologic symptoms (malignant hyperphenylalaninemia) including axial hypotonia and truncal hypertonia, abnormal thermogenesis, and microcephaly. These signs are attributable to depletion of the neurotransmitters dopamine and serotonin, whose syntheses are controlled by tryptophan and tyrosine hydroxylases that use BH-4 as cofactor. Patients do not respond to phenylalanine-restricted diet. HPABH4C is lethal if untreated.
Hyperphenylalaninemia, BH4-deficient, B
A disease characterized by malignant hyperphenylalaninemia due to tetrahydrobiopterin deficiency, and defective neurotransmission due to depletion of the neurotransmitters dopamine and serotonin. The principal symptoms include: psychomotor retardation, tonicity disorders, convulsions, drowsiness, irritability, abnormal movements, hyperthermia, hypersalivation, and difficulty swallowing. Some patients may present a phenotype of intermediate severity between severe hyperphenylalaninemia and mild dystonia. In this intermediate phenotype, there is marked motor delay, but no intellectual disability and only minimal, if any, hyperphenylalaninemia.
Hyperphenylalaninemia, BH4-deficient, A
An autosomal recessive disorder characterized by hyperphenylalaninemia, depletion of the neurotransmitters dopamine and serotonin, and progressive cognitive and motor deficits. Neurological symptoms are unresponsive to the classic phenylalanine-low diet.
Hyperphenylalaninemia, BH4-deficient, D
An autosomal recessive disease characterized by primapterinuria, a variant form of hyperphenylalaninemia defined by increased excretion of 7-substituted pterins in the urine. Patients with primapterinuria show an increased ratio of neopterin to biopterin in the urine, excretion of subnormal levels of biopterins, and normal levels of biogenic amines in cerebrospinal fluid. Neurologic signs are mild, present in the neonatal period only, and include hypotonia, delayed motor development and tremor.
Variantes genéticas (ClinVar)
458 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hiperfenilalaninemia por deficiência de tetrahidrobiopterina
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
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Publicações recentes
6-pyruvoyltetrahydropterin synthase deficiency two-case report.
Chromosomal localization, genomic structure and characterization of the human gene and a retropseudogene for 6-pyruvoyltetrahydropterin synthase.
[Malignant hyperphenylalaninemia due to tetrahydrobiopterin deficiency].
Early diagnosis of hyperphenylalaninemia due to tetrahydrobiopterin deficiency (malignant hyperphenylalaninemia).
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Hiperfenilalaninemia por deficiência de tetrahidrobiopterina e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Existe um documento oficial para "Fenilcetonúria". Ele pode não cobrir esta forma específica da doença — confira no texto do protocolo antes de contar com ele.
Ela é causada por mutações genéticas de herança autossômica recessiva em genes como QDPR, PTS, GCH1 e PCBD1. Esses genes afetam a produção ou regeneração do cofator tetrahidrobiopterina (BH4), indispensável ao metabolismo de aminoácidos.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Hiperfenilalaninemia por deficiência de tetrahidrobiopterina. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hiperfenilalaninemia-por-deficiencia-de-tetrahidrobiopterina
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Hiperfenilalaninemia por deficiência de tetrahidrobiopterina
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)