A distonia responsiva à Dopa (DRD) devido à deficiência de sepiapterina redutase (SRD) é um distúrbio neurometabólico muito raro, caracterizado por distonia com flutuações diurnas, hipotonia axial, crises oculogíricas e atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A deficiência de sepiapterina redutase é uma doença genética e neurometabólica muito rara que afeta a comunicação no sistema nervoso. Os primeiros sinais costumam aparecer ainda nos primeiros meses de vida com contrações musculares involuntárias (**distonia**), fraqueza ou moleza no tronco (**hipotonia axial**), crises com o olhar fixado para cima e atrasos no desenvolvimento. Os sintomas dos movimentos costumam variar durante o dia e podem vir acompanhados de tremores, suor excessivo e alterações de sono. No Brasil, a condição não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde e não há medicamentos específicos dispensados pelo SUS para ela. O acompanhamento e o suporte da criança ocorrem por meio de serviços de reabilitação e acompanhamento neurológico na rede de saúde.
A distonia responsiva à Dopa (DRD) devido à deficiência de sepiapterina redutase (SRD) é um distúrbio neurometabólico muito raro, caracterizado por distonia com flutuações diurnas, hipotonia axial, crises oculogíricas e atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 23 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 44 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisDystonia, DOPA-responsive, due to sepiapterin reductase deficiency
A form of DOPA-responsive dystonia. In the majority of cases, patients manifest progressive psychomotor retardation, dystonia and spasticity. Cognitive anomalies are also often present. The disease is due to severe dopamine and serotonin deficiencies in the central nervous system caused by a defect in BH4 synthesis. Dystonia is defined by the presence of sustained involuntary muscle contractions, often leading to abnormal postures.
Variantes genéticas (ClinVar)
67 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 76 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de sepiapterina redutase
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Genetic study in a family with dopa-responsive dystonia revealed a novel mutation in sepiapterin reductase gene.
Dopa-responsive dystonia due to sepiapterin reductase deficiency (OMIM#612716) is caused by recessive mutations in the gene encoding sepiapterin reductase (SPR), which plays an important role in the biosynthesis of tetrahydrobiopterin (BH4). One Jordanian patient to first cousin parents is reported in this study. The parents of the proband have recognized the symptoms of their daughter at six months old with motor developmental delay. The symptoms were progressed after-then to include speech delay, seizure, ataxia, oculomotor apraxia, dysarthia and choreoathetosis. Despite of these symptoms, the clinicians in Jordan were unable to diagnose the case. In August 2018, the proband (8 years old) was presented to the department of biotechnology and genetic engineering at Philadelphia University in Jordan for the purposes of performing whole exome sequencing (WES). Analysis of WES data has revealed novel homozygous frameshift variant in the gene SPR (NM_003124.4:c.40delG,p.Ala15Profs*100). The variant is heterozygous in the parents and in the healthy male siblings. Therefore, the studied case was diagnosed with sepiapterin reductase deficiency. Because this disease is likely to be treated recommendations were given to the family immediately to start treatments trials. The case in this study illustrates the difficulties of diagnosing sepiapterin reductase deficiency based on clinical symptoms only and thus renders the possibilities of early management. Also, this study reinforces the importance of running WES to undiagnosed neurodevelopmental cases.
What Is Not in the Name? Dopa-Responsive Dystonia May Respond to More Than L-Dopa.
Classic L-dopa-responsive dystonia is characterized by the triad of dystonia, diurnal fluctuation of signs, and dramatic response of signs to low-dose L-dopa therapy. Dopa-responsive dystonia succinctly summarizes the relevant clinical features. However, literal application of this label or consideration of dopa-responsive dystonia as a diagnostic end without molecular and/or biochemical definition may contribute to misdiagnosis and incomplete treatment in dopa-responsive conditions that impair synthesis of monoamine neurotransmitters besides dopamine. We describe and provide video for twin patients with a rare form of dopa-responsive dystonia due to sepiapterin reductase deficiency. As is typical in dopa-responsive dystonia, these patients displayed dramatic improvement with L-dopa/carbidopa therapy. However, treatment was suboptimal until 5-hydroxytryptophan was added to address their serotonergic deficit. Our report highlights the limitations of the dopa-responsive dystonia label and increases awareness of sepiapterin reductase deficiency and other conditions that may present as dopa-responsive dystonia. We provide a diagnostic and therapeutic approach to guide the clinician in evaluating and treating individuals with dopa-responsive dystonia.
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Deficiência de sepiapterina redutase e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
É um distúrbio neurometabólico genético e muito raro caracterizado por distonia com flutuação diurna, hipotonia axial e crises oculogíricas. A doença costuma iniciar seus sinais na infância ou no período neonatal.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 8 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Deficiência de sepiapterina redutase. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-sepiapterina-redutase
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Deficiência de sepiapterina redutase
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub