Doença autossômica dominante rara, caracterizada por aumento da densidade óssea craniana e osteosclerose da base do crânio. Manifesta-se com início juvenil, podendo causar anomalias no giro frontal inferior, redução da acuidade visual e cefaleia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A hiperostose craniana interna (código CID-10 M85.2, OMIM 144755, MONDO:0007765) é uma condição óssea genética extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][2]
A doença apresenta padrão de herança autossômica dominante, e as manifestações clínicas podem ter início na infância, na adolescência ou na idade adulta.[1][2]
Sinais e sintomas
Os achados clínicos da condição envolvem alterações ósseas cranianas como hiperostose craniana interna, hiperostose calvarial, aumento da densidade mineral óssea e osteosclerose da base do crânio, além de anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior e malformação de Chiari tipo I.[1][2]
Manifestações sensoriais e craniofaciais descritas incluem cefaleia, zumbido, deficiência auditiva neurossensorial, função vestibular anormal e paralisia facial. Também são observados sinais oculares e nasais como redução da acuidade visual, atrofia óptica, dor ocular, hipertensão ocular, proptose, epífora, anosmia e hiposmia, além de mastoidite.[1][2]
Causas genéticas
Diagnóstico
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica indexada no PubTator3 identifica menção à seguinte substância em pesquisas relacionadas à doença: Estradiol (1 publicação). Ressalta-se que este dado provém de mineração automatizada de literatura acadêmica e não constitui recomendação médica ou indicação de tratamento clínico estabelecido.[5]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A hiperostose craniana interna é uma condição genética bastante rara que leva ao espessamento e aumento progressivo da densidade dos ossos da cabeça. Com o aumento do tecido ósseo na base do crânio, nervos importantes sofrem compressão, provocando sintomas como perda de audição, paralisia na face, dores de cabeça e zumbidos. A alteração ocorre devido a variações genéticas no gene SLC39A14 e tem padrão de transmissão familiar dominante. Atualmente, a enfermidade não possui diretrizes específicas (PCDT) no Ministério da Saúde nem medicamentos curativos, sendo o cuidado focado no controle das complicações e no apoio por especialistas do SUS.
Doença autossômica dominante rara, caracterizada por aumento da densidade óssea craniana e osteosclerose da base do crânio. Manifesta-se com início juvenil, podendo causar anomalias no giro frontal inferior, redução da acuidade visual e cefaleia.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 13 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 22 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Hypermanganesemia with dystonia 2
A metabolic autosomal recessive disorder characterized by increased blood manganese levels, neurodegeneration, and rapidly progressive parkinsonism and dystonia. Affected individuals present with loss of developmental milestones, progressive dystonia and bulbar dysfunction in infancy or early childhood. Towards the end of the first decade, they manifest severe generalized pharmacoresistant dystonia, spasticity, limb contractures and scoliosis, and loss of independent ambulation. Cognition may be impaired, but is better preserved than motor function.
Variantes genéticas (ClinVar)
108 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 9 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Hyperostosis Cranialis Interna Presenting With Cerebrospinal Fluid Leak: A Case Report and Review of Literature.
This report is of a case of hyperostosis cranialis internal (HCI), a rare disease characterized by the abnormal thickening of cranial bones, usually in the frontal and parietal regions. It is an uncommon disease that has clinical significance because of its possible symptoms: neurologic, aesthetic concerns, or asymptomatic, which may incidentally be found on imaging. Detailed attention has been given to the case of a 32-year-old female patient who presented with a two-year history of right clear, salty nasal discharge, anosmia, and band-like headache. Computed tomography and magnetic resonance imaging findings helped in the diagnosis. The laboratory studies and treatment options have been described. A discussion on pathophysiology, differential diagnoses, and management is also done with the hope of adding to this limited literature on HCI. The implications for diagnosis and management in clinical practice are shown to be direct results of characterizing HCI as a unique bone disorder, whereby a better understanding of this condition is provided.
Hyperostosis Fronto-Parieto-Occipitalis: A Cadaveric Case Report.
Hyperostosis of the skull is a rare bone dysplasia described in disorders such as hyperostosis cranialis interna (HCI) and hyperostosis frontalis interna (HFI). Other syndromes presenting with hyperostosis include Morgagni-Stewart-Morel (MSM) and Troell-Junet. HCI is an abnormal hyperostosis of most endosteal skull and calvarium surface regions. A more specific hyperostosis, HFI, is an unusual bone growth based on its volume and porosity; it is primarily located bilaterally on the frontal portions of the calvarium. However, the hyperossification does not cross the superior sagittal sinus. Upon cadaveric dissection, we found hyperossification beyond the frontal area, extending to the parietal and occipital bones with the significant characteristic of no midline interference. Hyperossification results in gross indentations on the corresponding frontal, parietal, and occipital hemispheric brain tissues. This report discusses possible differentials for this rare cadaveric finding of frontal, parietal, and occipital bone hyperostosis. This case report includes some major characteristic features indicative of HCI and HFI with some interesting variations and features suggestive of MSM and Troell-Junet syndromes. Due to the lack of patient history and medical records, no further conclusions about clinical differentials, symptoms, or causative syndromes could be drawn; further research needs to be conducted on HCI, HFI, and related syndromes to understand their presentations better.
Conditional mouse models support the role of SLC39A14 (ZIP14) in Hyperostosis Cranialis Interna and in bone homeostasis.
Hyperostosis Cranialis Interna (HCI) is a rare bone disorder characterized by progressive intracranial bone overgrowth at the skull. Here we identified by whole-exome sequencing a dominant mutation (L441R) in SLC39A14 (ZIP14). We show that L441R ZIP14 is no longer trafficked towards the plasma membrane and excessively accumulates intracellular zinc, resulting in hyper-activation of cAMP-CREB and NFAT signaling. Conditional knock-in mice overexpressing L438R Zip14 in osteoblasts have a severe skeletal phenotype marked by a drastic increase in cortical thickness due to an enhanced endosteal bone formation, resembling the underlying pathology in HCI patients. Remarkably, L438R Zip14 also generates an osteoporotic trabecular bone phenotype. The effects of osteoblastic overexpression of L438R Zip14 therefore mimic the disparate actions of estrogen on cortical and trabecular bone through osteoblasts. Collectively, we reveal ZIP14 as a novel regulator of bone homeostasis, and that manipulating ZIP14 might be a therapeutic strategy for bone diseases.
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Genetic basis of hyperostosis cranialis interna.
Localization of the gene for hyperostosis cranialis interna to chromosome 8p21 with analysis of three candidate genes.
📚 EuropePMC14 artigos no totalmostrando 3
Hyperostosis Cranialis Interna Presenting With Cerebrospinal Fluid Leak: A Case Report and Review of Literature.
CureusHyperostosis Fronto-Parieto-Occipitalis: A Cadaveric Case Report.
CureusConditional mouse models support the role of SLC39A14 (ZIP14) in Hyperostosis Cranialis Interna and in bone homeostasis.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é decorrente de mutações genéticas no gene SLC39A14, que altera o funcionamento do carreador de metais ZIP14. Apresenta um padrão de herança autossômica dominante no núcleo familiar.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Hiperostose craniana interna. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hiperostose-craniana-interna
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Hiperostose craniana interna
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata