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Hiperostose craniana interna
ORPHA:443098CID-10 · M85.2CID-11 · FB80.3OMIM 144755DOENÇA RARA
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Sistema ósseoInício infantilHerança AD

Doença autossômica dominante rara, caracterizada por aumento da densidade óssea craniana e osteosclerose da base do crânio. Manifesta-se com início juvenil, podendo causar anomalias no giro frontal inferior, redução da acuidade visual e cefaleia.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 02/10/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A hiperostose craniana interna (código CID-10 M85.2, OMIM 144755, MONDO:0007765) é uma condição óssea genética extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][2]

A doença apresenta padrão de herança autossômica dominante, e as manifestações clínicas podem ter início na infância, na adolescência ou na idade adulta.[1][2]

Sinais e sintomas

Os achados clínicos da condição envolvem alterações ósseas cranianas como hiperostose craniana interna, hiperostose calvarial, aumento da densidade mineral óssea e osteosclerose da base do crânio, além de anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior e malformação de Chiari tipo I.[1][2]

Manifestações sensoriais e craniofaciais descritas incluem cefaleia, zumbido, deficiência auditiva neurossensorial, função vestibular anormal e paralisia facial. Também são observados sinais oculares e nasais como redução da acuidade visual, atrofia óptica, dor ocular, hipertensão ocular, proptose, epífora, anosmia e hiposmia, além de mastoidite.[1][2]

Causas genéticas

A condição está associada a alterações no gene SLC39A14, que atua funcionalmente como simportador de cátions metálicos (Metal cation symporter ZIP14).[1][3][4]

Diagnóstico

Para a investigação diagnóstica, estão catalogados 9 testes genéticos e 108 variantes reportadas no banco de dados ClinVar relacionadas a essa condição.[1][3][4][5]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica indexada no PubTator3 identifica menção à seguinte substância em pesquisas relacionadas à doença: Estradiol (1 publicação). Ressalta-se que este dado provém de mineração automatizada de literatura acadêmica e não constitui recomendação médica ou indicação de tratamento clínico estabelecido.[5]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A hiperostose craniana interna é uma condição genética bastante rara que leva ao espessamento e aumento progressivo da densidade dos ossos da cabeça. Com o aumento do tecido ósseo na base do crânio, nervos importantes sofrem compressão, provocando sintomas como perda de audição, paralisia na face, dores de cabeça e zumbidos. A alteração ocorre devido a variações genéticas no gene SLC39A14 e tem padrão de transmissão familiar dominante. Atualmente, a enfermidade não possui diretrizes específicas (PCDT) no Ministério da Saúde nem medicamentos curativos, sendo o cuidado focado no controle das complicações e no apoio por especialistas do SUS.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença autossômica dominante rara, caracterizada por aumento da densidade óssea craniana e osteosclerose da base do crânio. Manifesta-se com início juvenil, podendo causar anomalias no giro frontal inferior, redução da acuidade visual e cefaleia.

Publicações científicas
15 artigos
Último publicado: 2025 Feb

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
13
pacientes catalogados
Início
Adolescent
+ adult, childhood
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: M85.2
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

👁️
Olhos
3 sintomas
👂
Ouvidos
3 sintomas
🦴
Ossos e articulações
2 sintomas
😀
Face
1 sintomas

+ 13 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Osteosclerose da base do crânio
Frequência: 13/13
100%prev.
Hiperostose calvarial
Frequência: 13/13
100%prev.
Deficiência auditiva neurossensorial
Frequência: 8/8
77%prev.
Função vestibular anormal
Frequência: 10/13
69%prev.
Paralisia facial
Frequência: 9/13
50%prev.
Cefaleia
Frequência: 5/10
22sintomas
Muito frequente (3)
Frequente (4)
Ocasional (2)
Muito raro (4)
Sem dados (9)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 22 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Osteosclerose da base do crânioOsteosclerosis of the base of the skull
Frequência: 13/13100%
Hiperostose calvarialCalvarial hyperostosis
Frequência: 13/13100%
Deficiência auditiva neurossensorialSensorineural hearing impairment
Frequência: 8/8100%
Função vestibular anormalAbnormal vestibular function
Frequência: 10/1377%
Paralisia facialFacial palsy
Frequência: 9/1369%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2025
Total histórico15PubMed
Últimos 10 anos3publicações
Pico20181 papers
Linha do tempo
2025Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

SLC39A14Metal cation symporter ZIP14Disease-causing germline mutation(s) inModerado
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Zinc influx into cells by the SLC39 gene family
MECANISMO DE DOENÇA

Hypermanganesemia with dystonia 2

A metabolic autosomal recessive disorder characterized by increased blood manganese levels, neurodegeneration, and rapidly progressive parkinsonism and dystonia. Affected individuals present with loss of developmental milestones, progressive dystonia and bulbar dysfunction in infancy or early childhood. Towards the end of the first decade, they manifest severe generalized pharmacoresistant dystonia, spasticity, limb contractures and scoliosis, and loss of independent ambulation. Cognition may be impaired, but is better preserved than motor function.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Fígado
276.4 TPM
Pâncreas
112.8 TPM
Tireoide
101.4 TPM
Aorta
80.7 TPM
Fibroblastos
78.4 TPM
OUTRAS DOENÇAS (2)
hypermanganesemia with dystonia 2hyperostosis cranialis interna
HGNC:20858UniProt:Q15043

Variantes genéticas (ClinVar)

108 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 SLC39A14: NM_001128431.4(SLC39A14):c.971G>A (p.Trp324Ter) ()
🧬 SLC39A14: GRCh37/hg19 8p23.3-21.2(chr8:158049-26626500)x1 ()
🧬 SLC39A14: NM_001128431.4(SLC39A14):c.1332+63T>G ()
🧬 SLC39A14: NM_001128431.4(SLC39A14):c.750G>C (p.Glu250Asp) ()
🧬 SLC39A14: GRCh37/hg19 8p23.2-21.2(chr8:6194677-25015979)x1 ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 9 variantes classificadas pelo ClinVar.

2
2
5
Patogênica (22.2%)
VUS (22.2%)
Benigna (55.6%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
SLC39A14: NM_001128431.4(SLC39A14):c.1322T>G (p.Leu441Arg) [Pathogenic]
SLC39A14: NM_001128431.4(SLC39A14):c.751-9C>G [Likely pathogenic]
SLC39A14: NM_001128431.4(SLC39A14):c.134A>G (p.Gln45Arg) [Uncertain significance]
SLC39A14: NM_001128431.4(SLC39A14):c.1301G>A (p.Gly434Glu) [Uncertain significance]
SLC39A14: NM_001128431.4(SLC39A14):c.939+8G>C [Benign/Likely benign]

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

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Onde tratar no SUS

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
3 papers (10 anos)
#1

Hyperostosis Cranialis Interna Presenting With Cerebrospinal Fluid Leak: A Case Report and Review of Literature.

Cureus2025 Feb

This report is of a case of hyperostosis cranialis internal (HCI), a rare disease characterized by the abnormal thickening of cranial bones, usually in the frontal and parietal regions. It is an uncommon disease that has clinical significance because of its possible symptoms: neurologic, aesthetic concerns, or asymptomatic, which may incidentally be found on imaging. Detailed attention has been given to the case of a 32-year-old female patient who presented with a two-year history of right clear, salty nasal discharge, anosmia, and band-like headache. Computed tomography and magnetic resonance imaging findings helped in the diagnosis. The laboratory studies and treatment options have been described. A discussion on pathophysiology, differential diagnoses, and management is also done with the hope of adding to this limited literature on HCI. The implications for diagnosis and management in clinical practice are shown to be direct results of characterizing HCI as a unique bone disorder, whereby a better understanding of this condition is provided.

#2

Hyperostosis Fronto-Parieto-Occipitalis: A Cadaveric Case Report.

Cureus2023 Jul

Hyperostosis of the skull is a rare bone dysplasia described in disorders such as hyperostosis cranialis interna (HCI) and hyperostosis frontalis interna (HFI). Other syndromes presenting with hyperostosis include Morgagni-Stewart-Morel (MSM) and Troell-Junet. HCI is an abnormal hyperostosis of most endosteal skull and calvarium surface regions. A more specific hyperostosis, HFI, is an unusual bone growth based on its volume and porosity; it is primarily located bilaterally on the frontal portions of the calvarium. However, the hyperossification does not cross the superior sagittal sinus. Upon cadaveric dissection, we found hyperossification beyond the frontal area, extending to the parietal and occipital bones with the significant characteristic of no midline interference. Hyperossification results in gross indentations on the corresponding frontal, parietal, and occipital hemispheric brain tissues. This report discusses possible differentials for this rare cadaveric finding of frontal, parietal, and occipital bone hyperostosis. This case report includes some major characteristic features indicative of HCI and HFI with some interesting variations and features suggestive of MSM and Troell-Junet syndromes. Due to the lack of patient history and medical records, no further conclusions about clinical differentials, symptoms, or causative syndromes could be drawn; further research needs to be conducted on HCI, HFI, and related syndromes to understand their presentations better.

#3

Conditional mouse models support the role of SLC39A14 (ZIP14) in Hyperostosis Cranialis Interna and in bone homeostasis.

PLoS genetics2018 Apr

Hyperostosis Cranialis Interna (HCI) is a rare bone disorder characterized by progressive intracranial bone overgrowth at the skull. Here we identified by whole-exome sequencing a dominant mutation (L441R) in SLC39A14 (ZIP14). We show that L441R ZIP14 is no longer trafficked towards the plasma membrane and excessively accumulates intracellular zinc, resulting in hyper-activation of cAMP-CREB and NFAT signaling. Conditional knock-in mice overexpressing L438R Zip14 in osteoblasts have a severe skeletal phenotype marked by a drastic increase in cortical thickness due to an enhanced endosteal bone formation, resembling the underlying pathology in HCI patients. Remarkably, L438R Zip14 also generates an osteoporotic trabecular bone phenotype. The effects of osteoblastic overexpression of L438R Zip14 therefore mimic the disparate actions of estrogen on cortical and trabecular bone through osteoblasts. Collectively, we reveal ZIP14 as a novel regulator of bone homeostasis, and that manipulating ZIP14 might be a therapeutic strategy for bone diseases.

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é decorrente de mutações genéticas no gene SLC39A14, que altera o funcionamento do carreador de metais ZIP14. Apresenta um padrão de herança autossômica dominante no núcleo familiar.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

6 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:17753
    GARD (NIH)
  3. Q55781050
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Hiperostose craniana interna. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hiperostose-craniana-interna

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Hiperostose craniana interna

ORPHA:443098 · MONDO:0007765
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
13 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
M85.2 · Hiperostose do crânio
CID-11
Início
Adolescent, Adult, Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1840404
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara