A hiperprolactinemia familiar é um distúrbio endócrino genético raro, caracterizado por níveis séricos de prolactina persistentemente elevados (não associados à gestação, puerpério, ingestão de medicamentos ou tumor hipofisário) em vários membros da família afetados. Clinicamente, manifesta-se com sinais geralmente observados na hiperprolactinemia, que são: amenorreia e galactorreia secundárias negativas ao acetato de medroxiprogesterona (MPA) em pacientes do sexo feminino, e hipogonadismo e diminuição da disfunção sexual causada pelo nível de testosterona em pacientes do sexo masculino. Oligomenorreia e infertilidade primária também foram relatadas em algumas pacientes do sexo feminino.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A hiperprolactinemia familiar é uma condição genética rara em que várias pessoas da mesma família apresentam níveis elevados do hormônio prolactina no sangue. Esse excesso hormonal não decorre de tumores na hipófise ou de gravidez, mas sim de alterações no gene do receptor de prolactina. Nas mulheres, pode causar alterações na menstruação, secreção indevida de leite materno e dificuldades para engravidar, enquanto nos homens pode afetar a testosterona. No Brasil, o SUS dispensa medicamentos como mesilato de bromocriptina e cabergolina pelo protocolo geral de hiperprolactinemia.
A hiperprolactinemia familiar é um distúrbio endócrino genético raro, caracterizado por níveis séricos de prolactina persistentemente elevados (não associados à gestação, puerpério, ingestão de medicamentos ou tumor hipofisário) em vários membros da família afetados. Clinicamente, manifesta-se com sinais geralmente observados na hiperprolactinemia, que são: amenorreia e galactorreia secundárias negativas ao acetato de medroxiprogesterona (MPA) em pacientes do sexo feminino, e hipogonadismo e diminuição da disfunção sexual causada pelo nível de testosterona em pacientes do sexo masculino. Oligomenorreia e infertilidade primária também foram relatadas em algumas pacientes do sexo feminino.
Tem tratamento?
Escala de raridade
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1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 15 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Multiple fibroadenomas of the breast
A benign breast disease marked by lobuloalveolar growth with abnormally high proliferation of the epithelium, and characterized by the presence of more than 3 fibroadenomas in one breast. Fibroadenomas are adenomas containing fibrous tissue.
Variantes genéticas (ClinVar)
30 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 8 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Outros ensaios clínicos
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Publicações mais relevantes
New insights into human prolactin pathophysiology: genomics and beyond.
To briefly summarize what is known regarding hyperprolactinemia and prolactin-secreting tumors, and review recent findings. Prolactin was previously thought to inhibit secretion of gonadotropin-releasing hormone (GnRH) by directly inhibiting the firing of GnRH neurons, resulting in hypogonadotropic hypogonadism and infertility. However, kisspeptin has recently been implicated as the mediator of hyperprolactinemia-induced infertility, by acting upstream of the GnRH neurons as an integrator of endocrine signals.Macroprolactin is generally considered to be inactive and clinically insignificant, but new studies have suggested that patients with macroprolactinemia may have reproductive manifestations as well as sexual dysfunction.Several mutations and polymorphisms in the prolactin receptor have been described, which could describe a genetic cause for prolactinomas and characterize cases of isolated familial hyperprolactinemia.Kisspeptin and tyrosine kinase inhibitors have emerged as potential new therapeutic targets for the treatment of hyperprolactinemia and dopamine-resistant prolactinomas. Molecular studies are shedding light on the pathophysiology of hyperprolactinemia and the effects of excess prolactin production on the reproductive system. Similarly, genetic studies have begun to reveal how differences in prolactin receptor function may account for some of the previously 'idiopathic' cases of hyperprolactinemia and bring to light new causes of prolactinomas. Further elucidation of the transcriptional pathways affected by these genetic changes may help to create new therapeutic targets.
Germline Prolactin Receptor Mutation Is Not a Major Cause of Sporadic Prolactinoma in Humans.
No genetic anomalies specifically predisposing humans to prolactinomas have so far been identified. The prolactin receptor (PRLR) is a good candidate, however, as Prlr knockout mice develop prolactinomas, and a case of familial hyperprolactinemia has been linked to PRLR mutation. The main objective of this study was to detect germline PRLR mutations in patients with sporadic prolactinomas unrelated to AIP or MEN1 mutation. We sequenced all PRLR exons and intron-exon junctions on genomic DNA from 88 patients with a median age of 24 years. We identified 4 PRLR variations (p.Ile76Val, p.Ile146Leu, p.Glu108Lys and p.Glu554Gln) in 16 patients. One patient had the rare variant p.Glu554Gln in the heterozygous state. Another patient had the extremely rare p.Glu108Lys variant described here for the first time. The other 2 variants (p.Ile76Val and p.Ile146Leu) are relatively common in the general population. All these 4 variants have been functionally tested in vitro and have no effect on PRLR expression, localization and signaling after prolactin stimulation. Inactivating germline variations of PRLR are not associated with sporadic prolactinoma in this series. Nevertheless, somatic disruption of PRLR has not been excluded in this subset of pituitary tumors.
Publicações recentes
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🥉 Relato de casoMutant prolactin receptor and familial hyperprolactinemia.
Mutant prolactin receptor and familial hyperprolactinemia.
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📚 EuropePMC5 artigos no totalmostrando 2
New insights into human prolactin pathophysiology: genomics and beyond.
Current opinion in obstetrics & gynecologyGermline Prolactin Receptor Mutation Is Not a Major Cause of Sporadic Prolactinoma in Humans.
NeuroendocrinologyAssociações
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Doença com base genética
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Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Ela é causada por alterações genéticas no gene PRLR, que afeta a estrutura do receptor de prolactina. A condição segue um padrão de herança familiar autossômica dominante, sem ligação com tumores hipofisários.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 8 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Hiperprolactinemia familiar. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hiperprolactinemia-familiar
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Hiperprolactinemia familiar
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov