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Hipoplasia isolada do nervo óptico
ORPHA:637061CID-10 · Q07.8CID-11 · LA13.70OMIM 165550DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Visão / ocular

Defeito raro de desenvolvimento durante a embriogênese, caracterizado por subdesenvolvimento do nervo ótico com um número subnormal de axônios do nervo ótico. A patologia pode ser unilateral ou bilateral e pode ocorrer como um defeito isolado ou acompanhar outras anomalias oculares ou elétricas. O exame fundoscópico revela um disco óptico pequeno, frequentemente associado ao sinal do ''anel duplo'', um anel de hipo ou hiperpigmentação que circunda o disco. Clinicamente, a visão pode ficar gravemente prejudicada ou permanecer inalterada.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 02/06/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A hipoplasia isolada do nervo óptico é uma condição rara em que o nervo óptico (o feixe de fibras que leva as informações visuais do olho ao cérebro) não se desenvolve completamente. Isso pode levar a diferentes graus de perda visual. A doença é considerada isolada quando não está associada a outras malformações ou síndromes. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem deficiência visual, acuidade visual reduzida (visão embaçada ou turva) e nistagmo (movimentos involuntários e rápidos dos olhos). Em alguns casos, podem ser observadas aplasia do nervo óptico (ausência total do nervo), anomalia "morning glory" (uma alteração na aparência do disco óptico) e remanescentes do sistema vascular hialoide (pequenos vasos sanguíneos que não desapareceram após o desenvolvimento fetal).[1][2]

Causas genéticas

A hipoplasia isolada do nervo óptico pode ser causada por variantes (mutações) no gene PAX6. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Paired box protein Pax-6, essencial para o desenvolvimento normal dos olhos. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia alterada do gene em cada célula já é suficiente para causar a condição.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica oftalmológica, incluindo exame de fundo de olho e exames de imagem. Exames genéticos podem auxiliar na confirmação diagnóstica. Entre os procedimentos disponíveis no SUS estão: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. O código CID-10 associado é Q07.8.[1][3][4][5]

Tratamento e manejo

Não há cura para a hipoplasia do nervo óptico, e o tratamento é focado no suporte à visão e na reabilitação. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir orientação sobre recursos de baixa visão, adaptações escolares e profissionais, e suporte psicológico. O acompanhamento regular com oftalmologista é essencial para monitorar a função visual e tratar complicações como estrabismo ou ambliopia, quando presentes.[1][3][5]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a doença e as seguintes substâncias, com base em publicações isoladas. Estas são informações de pesquisa e não representam recomendações de tratamento: Acetone (1 publicação), Sugars (1), Caspofungin (1), Creatinine (1), Docetaxel (1), Fentanyl (1), Fluconazole (1), Gadolinium (1), Phenobarbital (1), Piperonyl Butoxide (1).[5]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico visual depende do grau de hipoplasia do nervo óptico. Muitas pessoas mantêm alguma visão funcional, embora geralmente reduzida. O nistagmo pode dificultar a fixação visual, mas com reabilitação adequada e uso de recursos ópticos, é possível ter uma boa qualidade de vida e independência nas atividades diárias.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A hipoplasia isolada do nervo óptico é uma condição genética rara em que o nervo que leva as imagens do olho ao cérebro não se desenvolve por completo. As pessoas afetadas costumam apresentar redução da acuidade visual e movimentos rápidos e involuntários dos olhos conhecidos como nistagmo. Essa anomalia congênita está ligada a variações no gene PAX6 e possui herança autossômica dominante. A doença não consta na lista oficial de PCDTs do SUS e não tem remédios fornecidos na farmácia pública, tendo como foco o atendimento em reabilitação.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Defeito raro de desenvolvimento durante a embriogênese, caracterizado por subdesenvolvimento do nervo ótico com um número subnormal de axônios do nervo ótico. A patologia pode ser unilateral ou bilateral e pode ocorrer como um defeito isolado ou acompanhar outras anomalias oculares ou elétricas. O exame fundoscópico revela um disco óptico pequeno, frequentemente associado ao sinal do ''anel duplo'', um anel de hipo ou hiperpigmentação que circunda o disco. Clinicamente, a visão pode ficar gravemente prejudicada ou permanecer inalterada.

Pesquisas ativas
1 ensaio
3 total registrados no ClinicalTrials.gov
Publicações científicas
4 artigos
Último publicado: 2025 Sep

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
25
pacientes catalogados
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q07.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

👁️
Olhos
5 sintomas
❤️
Coração
1 sintomas

+ 2 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Deficiência visual
Frequência: 8/8
100%prev.
Acuidade visual reduzida
Frequência: 8/8
50%prev.
Nistagmo
Frequência: 4/8
50%prev.
Hipoplasia do nervo óptico
Frequência: 4/8
25%prev.
Aplasia do nervo óptico
Frequência: 2/8
25%prev.
Remanescentes do sistema vascular hialoide
Frequência: 2/8
8sintomas
Muito frequente (2)
Frequente (2)
Ocasional (3)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 8 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Deficiência visualVisual impairment
Frequência: 8/8100%
Acuidade visual reduzidaReduced visual acuity
Frequência: 8/8100%
NistagmoNystagmus
Frequência: 4/850%
Hipoplasia do nervo ópticoOptic nerve hypoplasia
Frequência: 4/850%
Aplasia do nervo ópticoOptic nerve aplasia
Frequência: 2/825%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2025
Total histórico4PubMed
Últimos 10 anos2publicações
Pico20211 papers
Linha do tempo
2025Hoje · 2026🧪 2004Primeiro ensaio clínico
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

PAX6Paired box protein Pax-6Disease-causing germline mutation(s) inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (5)
Synthesis, secretion, and inactivation of Glucagon-like Peptide-1 (GLP-1)Regulation of gene expression in beta cellsActivation of anterior HOX genes in hindbrain development during early embryogenesisFormation of the anterior neural plateSynthesis, secretion, and inactivation of Glucose-dependent Insulinotropic Polypeptide (GIP)
MECANISMO DE DOENÇA

Aniridia 1

A congenital, bilateral, panocular disorder characterized by complete absence of the iris or extreme iris hypoplasia. Aniridia is not just an isolated defect in iris development but it is associated with macular and optic nerve hypoplasia, cataract, corneal changes, nystagmus. Visual acuity is generally low but is unrelated to the degree of iris hypoplasia. Glaucoma is a secondary problem causing additional visual loss over time.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Tecido-específico)
Cérebro - Hemisfério cerebelar
40.8 TPM
Cerebelo
36.9 TPM
Córtex cerebral
3.5 TPM
Brain Caudate basal ganglia
3.4 TPM
Brain Anterior cingulate cortex BA24
3.3 TPM
OUTRAS DOENÇAS (17)
coloboma, ocular, autosomal dominantisolated optic nerve hypoplasiaautosomal dominant keratitisfoveal hypoplasia 1
HGNC:8620UniProt:P26367

Variantes genéticas (ClinVar)

543 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 PAX6: NC_000011.10:g.(31780037_44652946)inv ()
🧬 PAX6: NM_001368894.2(PAX6):c.184G>A (p.Val62Met) ()
🧬 PAX6: NM_001368894.2(PAX6):c.530_531del (p.Tyr177fs) ()
🧬 PAX6: NM_001368894.2(PAX6):c.566-1G>C ()
🧬 PAX6: NM_001368894.2(PAX6):c.630_649dup (p.Arg217fs) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 12 variantes classificadas pelo ClinVar.

8
3
1
Patogênica (66.7%)
VUS (25.0%)
Benigna (8.3%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
TBC1D32: NM_152730.6(TBC1D32):c.1551del (p.Asn517fs) [Likely pathogenic]
PAX6: NM_001368894.2(PAX6):c.400G>A (p.Val134Met) [Conflicting classifications of pathogenicity]
PAX6: NM_001368894.2(PAX6):c.256G>C (p.Gly86Arg) [Conflicting classifications of pathogenicity]
PAX6: NM_000280.4:c.1267A>T [Likely pathogenic]
PAX6: NM_001368894.2(PAX6):c.823C>T (p.Arg275Ter) [Pathogenic]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Pipeline de tratamentos
Pipeline regulatório — de medicamentos já aprovados a drogas em pesquisa exploratória.
✓Aprovado1
3Fase 31
1Fase 11
Medicamentos catalogadosEnsaios clínicos· 0 medicamentos · 3 ensaios
Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Hipoplasia isolada do nervo óptico

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3 ensaios clínicos encontrados, 1 ativos.

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
2 papers (10 anos)
#1

The Prevalence of Septo-Optic Dysplasia in Neonates with Absent Cavum Septi Pellucidi Identified during Routine Prenatal Imaging.

American journal of perinatology2025 Sep

This study aimed to determine the prevalence of septo-optic dysplasia (SOD) in patients with prenatally identified absent cavum septi pellucidi (CSP), agenesis of the corpus callosum (ACC), or dysgenesis of the corpus callosum (DCC).This retrospective chart review investigated neonates prenatally diagnosed with an absent CSP, ACC, or DCC who were admitted to a single quaternary academic medical center in the Pacific Northwest between 2016 and 2023. This prenatal diagnosis prompted a routine and protocolized postnatal workup for SOD including laboratory evaluation, imaging, and specialty consultation. Sociodemographic and clinical data were collected for eligible neonates and their birthing persons. The prevalence of SOD in patients with midline callososeptal anomalies was calculated.Of the 86 patients prenatally diagnosed with absent CSP, ACC, and/or DCC, 36.0% (n = 31) were diagnosed postnatally with SOD. Of those diagnosed with SOD, 71.0% (n = 22) had isolated optic nerve hypoplasia, 9.7% (n = 3) had pituitary hormone abnormalities, and 19.4% (n = 6) had both. Seven patients required maintenance hydrocortisone, one required thyroid hormone replacement, and one required thyroid and growth hormones. Of the 26 patients with SOD who underwent genetic testing, 9 (34.6%) had one or more genetic differences detected.SOD was diagnosed in 36.0% of cases of prenatally diagnosed midline callososeptal anomalies. For patients with prenatally diagnosed midline callososeptal anomalies, a standardized, postnatal SOD evaluation allows timely diagnosis and prompts early intervention and hormone replacement, thus avoiding the consequences of a delayed diagnosis. · Thirty-six percent of patients with midline callososeptal anomalies were diagnosed with SOD.. · Most patients (71.0%) diagnosed with SOD had optic nerve hypoplasia without pituitary abnormalities.. · Although most patients received genetic testing, no findings were linked to SOD..

#2

Not simply a small optic disc: Isolated optic nerve hypoplasia.

Journal francais d'ophtalmologie2021 Apr

Publicações recentes

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Associações

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Não há cura médica catalogada ou reversão da hipoplasia do nervo óptico nos dados oficiais. A abordagem é voltada ao suporte e à estimulação da visão por meio de atendimento em reabilitação.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

6 fontes citadas no texto · 4 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:8419
    GARD (NIH)
  3. Q7098797
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Hipoplasia isolada do nervo óptico. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hipoplasia-isolada-do-nervo-optico

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Hipoplasia isolada do nervo óptico
Compêndio · Raras BR

Hipoplasia isolada do nervo óptico

ORPHA:637061 · MONDO:0008136
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
25 casos conhecidos
CID-10
Q07.8 · Outras malformações congênitas especificadas do sistema nervoso
CID-11
Ensaios
1 ativos
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1833797
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara