"Imunodeficiência combinada TB+ grave, apresentada rara, caracterizada por um fenótipo imunológico positivo para células T negativas, células B positivas e células natural killer (NK). Os pacientes, na infância ou na primeira infância, infecções recorrentes. As manifestações clínicas podem variar em gravidade dependendo do defeito molecular subjacente, resultando em precoce sem transplante de medula óssea em alguns casos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico desde os primeiros meses de vida. Ela faz parte do grupo das imunodeficiências combinadas graves (SCID), caracterizadas por uma falha grave na função das células T (um tipo de glóbulo branco essencial para a defesa contra infecções). Nessa condição específica, a contagem de células B (outro tipo de célula de defesa) pode estar normal ou até aumentada, mas as células T são muito reduzidas ou disfuncionais. A prevalência é desconhecida, e a herança é autossômica recessiva, ou seja, ambos os pais precisam carregar uma cópia do gene alterado para que a criança desenvolva a doença.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente começam na infância e incluem infecções recorrentes e graves, como pneumonia, otite média, diarreia prolongada, hepatite, infecções por Candida (sapinho) na boca e herpes recorrente. A criança pode apresentar febre, falta de apetite (anorexia), dificuldade de ganhar peso e altura (déficit de crescimento secundário a infecções recorrentes), aumento do baço e do fígado (hepatoesplenomegalia) e vermelhidão na pele (eritrodermia). Exames de sangue frequentemente mostram contagem baixa de linfócitos (linfopenia), níveis baixos de anticorpos IgG e IgA, aumento de eosinófilos (eosinofilia) e uma proporção diminuída de células T CD3-positivas e CD4-positivas. A resposta dos linfócitos a estímulos (mitógenos) também é reduzida.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações em um dos três genes: CD3D (que produz a cadeia delta do CD3), CD3E (cadeia epsilon) ou CD247 (cadeia zeta). Esses genes fornecem instruções para a produção de partes importantes do complexo CD3, uma proteína essencial para o funcionamento e a maturação das células T. Mutações nesses genes impedem que as células T se desenvolvam corretamente, levando à imunodeficiência grave. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a criança precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para manifestar a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e nos exames de sangue que mostram linfopenia, baixa contagem de células T e níveis reduzidos de imunoglobulinas. A confirmação é feita por meio de testes genéticos que identificam mutações nos genes CD3D, CD3E ou CD247. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 137 variantes patogênicas estão registradas no banco de dados ClinVar. O código CID-10 é D81.2, e o código MONDO é MONDO:0015703.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento dessa condição deve ser conduzido por uma equipe médica especializada em imunodeficiências. As principais abordagens incluem o transplante de células-tronco hematopoéticas (medula óssea), que pode restaurar a função imunológica, e medidas de suporte como o uso de antibióticos, antifúngicos e antivirais para prevenir e tratar infecções. A reposição de imunoglobulinas (gamaglobulina) também pode ser necessária para fornecer anticorpos que o organismo não consegue produzir. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima, e os procedimentos específicos não estão detalhados nos dados disponíveis. Não há medicamentos aprovados especificamente para essa doença listados nas fontes oficiais.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
Sem tratamento adequado, a Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta é uma condição potencialmente fatal nos primeiros anos de vida, devido à suscetibilidade a infecções graves. O transplante de células-tronco hematopoéticas, quando realizado precocemente, pode oferecer uma chance de sobrevida e melhora significativa da qualidade de vida. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para monitorar infecções, crescimento e desenvolvimento.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta é uma doença genética rara que surge nos primeiros meses de vida. Ela prejudica o sistema imunológico, fazendo com que o bebê sofra com infecções graves e frequentes, como pneumonias, candidíase de repetição e diarreia persistente. Essa desordem acontece por mutações em genes como CD3D, CD3E ou CD247, que impedem o funcionamento correto de células de defesa. No Brasil, a condição ainda não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, devendo ser acompanhada em serviços de alta complexidade do SUS.
"Imunodeficiência combinada TB+ grave, apresentada rara, caracterizada por um fenótipo imunológico positivo para células T negativas, células B positivas e células natural killer (NK). Os pacientes, na infância ou na primeira infância, infecções recorrentes. As manifestações clínicas podem variar em gravidade dependendo do defeito molecular subjacente, resultando em precoce sem transplante de medula óssea em alguns casos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 50 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Triagem neonatal (Teste do Pezinho)
A triagem neonatal permite diagnóstico precoce e início imediato do tratamento.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
3 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Immunodeficiency 25
An immunological deficiency characterized by T-cells impaired immune response to alloantigens, tetanus toxoid and mitogens.
Immunodeficiency 18
An autosomal recessive primary immunodeficiency characterized by onset in infancy or early childhood of recurrent infections. The severity is variable, encompassing both a mild immunodeficiency and severe combined immunodeficiency (SCID), resulting in early death without bone marrow transplantation in some patients. Immunologic work-up of the IMD18 SCID patients shows a T cell-negative, B cell-positive, natural killer (NK) cell-positive phenotype, whereas T-cell development is not impaired in the mild form of IMD18.
Immunodeficiency 19, severe combined
An autosomal recessive form of severe combined immunodeficiency characterized by onset in early infancy of recurrent bacterial, viral, and fungal infections. Patients usually have chronic diarrhea, recurrent respiratory infections, and failure to thrive. Immunologic work-up shows a T-cell negative, B-cell positive, NK-cell positive phenotype.
Variantes genéticas (ClinVar)
137 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
14 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
É uma doença genética rara que debilita o sistema de defesa da criança nos primeiros meses de vida. Ela decorre de defeitos em componentes de receptores celulares e pertence ao grupo das SCID.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/imunodeficiencia-combinada-grave-t-b-por-deficiencia-de-cd3-deltacd3-epsiloncd3-zeta
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Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata