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Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta
ORPHA:169160CID-10 · D81.2CID-11 · 4A01.10DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
DigestivoInício infânciaHerança AR
Também conhecida comoSCID

"Imunodeficiência combinada TB+ grave, apresentada rara, caracterizada por um fenótipo imunológico positivo para células T negativas, células B positivas e células natural killer (NK). Os pacientes, na infância ou na primeira infância, infecções recorrentes. As manifestações clínicas podem variar em gravidade dependendo do defeito molecular subjacente, resultando em precoce sem transplante de medula óssea em alguns casos.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin86% com fonte · atualizado 04/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico desde os primeiros meses de vida. Ela faz parte do grupo das imunodeficiências combinadas graves (SCID), caracterizadas por uma falha grave na função das células T (um tipo de glóbulo branco essencial para a defesa contra infecções). Nessa condição específica, a contagem de células B (outro tipo de célula de defesa) pode estar normal ou até aumentada, mas as células T são muito reduzidas ou disfuncionais. A prevalência é desconhecida, e a herança é autossômica recessiva, ou seja, ambos os pais precisam carregar uma cópia do gene alterado para que a criança desenvolva a doença.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente começam na infância e incluem infecções recorrentes e graves, como pneumonia, otite média, diarreia prolongada, hepatite, infecções por Candida (sapinho) na boca e herpes recorrente. A criança pode apresentar febre, falta de apetite (anorexia), dificuldade de ganhar peso e altura (déficit de crescimento secundário a infecções recorrentes), aumento do baço e do fígado (hepatoesplenomegalia) e vermelhidão na pele (eritrodermia). Exames de sangue frequentemente mostram contagem baixa de linfócitos (linfopenia), níveis baixos de anticorpos IgG e IgA, aumento de eosinófilos (eosinofilia) e uma proporção diminuída de células T CD3-positivas e CD4-positivas. A resposta dos linfócitos a estímulos (mitógenos) também é reduzida.[1][2]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações em um dos três genes: CD3D (que produz a cadeia delta do CD3), CD3E (cadeia epsilon) ou CD247 (cadeia zeta). Esses genes fornecem instruções para a produção de partes importantes do complexo CD3, uma proteína essencial para o funcionamento e a maturação das células T. Mutações nesses genes impedem que as células T se desenvolvam corretamente, levando à imunodeficiência grave. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a criança precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para manifestar a doença.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e nos exames de sangue que mostram linfopenia, baixa contagem de células T e níveis reduzidos de imunoglobulinas. A confirmação é feita por meio de testes genéticos que identificam mutações nos genes CD3D, CD3E ou CD247. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 137 variantes patogênicas estão registradas no banco de dados ClinVar. O código CID-10 é D81.2, e o código MONDO é MONDO:0015703.[1][3]

Tratamento e manejo

O tratamento dessa condição deve ser conduzido por uma equipe médica especializada em imunodeficiências. As principais abordagens incluem o transplante de células-tronco hematopoéticas (medula óssea), que pode restaurar a função imunológica, e medidas de suporte como o uso de antibióticos, antifúngicos e antivirais para prevenir e tratar infecções. A reposição de imunoglobulinas (gamaglobulina) também pode ser necessária para fornecer anticorpos que o organismo não consegue produzir. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima, e os procedimentos específicos não estão detalhados nos dados disponíveis. Não há medicamentos aprovados especificamente para essa doença listados nas fontes oficiais.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

Sem tratamento adequado, a Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta é uma condição potencialmente fatal nos primeiros anos de vida, devido à suscetibilidade a infecções graves. O transplante de células-tronco hematopoéticas, quando realizado precocemente, pode oferecer uma chance de sobrevida e melhora significativa da qualidade de vida. O acompanhamento multidisciplinar é essencial para monitorar infecções, crescimento e desenvolvimento.[1]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta é uma doença genética rara que surge nos primeiros meses de vida. Ela prejudica o sistema imunológico, fazendo com que o bebê sofra com infecções graves e frequentes, como pneumonias, candidíase de repetição e diarreia persistente. Essa desordem acontece por mutações em genes como CD3D, CD3E ou CD247, que impedem o funcionamento correto de células de defesa. No Brasil, a condição ainda não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, devendo ser acompanhada em serviços de alta complexidade do SUS.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

"Imunodeficiência combinada TB+ grave, apresentada rara, caracterizada por um fenótipo imunológico positivo para células T negativas, células B positivas e células natural killer (NK). Os pacientes, na infância ou na primeira infância, infecções recorrentes. As manifestações clínicas podem variar em gravidade dependendo do defeito molecular subjacente, resultando em precoce sem transplante de medula óssea em alguns casos.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Infancy
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 5%
Triagem neonatal (Fase 4)CID-10: D81.2
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🫃
Digestivo
6 sintomas
🩸
Sangue
5 sintomas
🛡️
Imunológico
5 sintomas
🫁
Pulmão
3 sintomas
📏
Crescimento
3 sintomas
👂
Ouvidos
1 sintomas

+ 26 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Infecções recorrentes
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
IgA total circulante diminuída
Frequente (79-30%)
55%prev.
Linfopenia
Frequente (79-30%)
55%prev.
Febre
Frequente (79-30%)
55%prev.
Proporção diminuída de células T CD3-positivas
55%prev.
Proliferação linfocitária diminuída em resposta ao mitógeno
Frequente (79-30%)
50sintomas
Muito frequente (1)
Frequente (8)
Ocasional (15)
Sem dados (26)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 50 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Infecções recorrentesRecurrent infections
Muito frequente (99-80%)90%
IgA total circulante diminuídaDecreased circulating total IgA
Frequente (79-30%)55%
LinfopeniaLymphopenia
Frequente (79-30%)55%
FebreFever
Frequente (79-30%)55%
Proporção diminuída de células T CD3-positivasDecreased proportion of CD3-positive T cells
Frequente55%

Triagem neonatal (Teste do Pezinho)

👶
Teste: TREC (T-cell Receptor Excision Circles)
Fase 4 do PNTNpending
Incidência no Brasil: 1:50.000

A triagem neonatal permite diagnóstico precoce e início imediato do tratamento.

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

3 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

CD247T-cell surface glycoprotein CD3 zeta chainDisease-causing germline mutation(s) inModerado
VIAS BIOLÓGICAS (9)
Translocation of ZAP-70 to Immunological synapseDownstream TCR signalingPhosphorylation of CD3 and TCR zeta chainsImmunoregulatory interactions between a Lymphoid and a non-Lymphoid cellFCGR3A-mediated phagocytosis
MECANISMO DE DOENÇA

Immunodeficiency 25

An immunological deficiency characterized by T-cells impaired immune response to alloantigens, tetanus toxoid and mitogens.

OUTRAS DOENÇAS (4)
immunodeficiency 25rheumatoid factor-negative juvenile idiopathic arthritisT-B+ severe combined immunodeficiency due to CD3delta/CD3epsilon/CD3zetaoligoarticular juvenile idiopathic arthritis
HGNC:1677UniProt:P20963
CD3ET-cell surface glycoprotein CD3 epsilon chainDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (4)
Translocation of ZAP-70 to Immunological synapseDownstream TCR signalingPhosphorylation of CD3 and TCR zeta chainsImmunoregulatory interactions between a Lymphoid and a non-Lymphoid cell
MECANISMO DE DOENÇA

Immunodeficiency 18

An autosomal recessive primary immunodeficiency characterized by onset in infancy or early childhood of recurrent infections. The severity is variable, encompassing both a mild immunodeficiency and severe combined immunodeficiency (SCID), resulting in early death without bone marrow transplantation in some patients. Immunologic work-up of the IMD18 SCID patients shows a T cell-negative, B cell-positive, natural killer (NK) cell-positive phenotype, whereas T-cell development is not impaired in the mild form of IMD18.

OUTRAS DOENÇAS (2)
immunodeficiency 18T-B+ severe combined immunodeficiency due to CD3delta/CD3epsilon/CD3zeta
HGNC:1674UniProt:P07766
CD3DT-cell surface glycoprotein CD3 delta chainDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (6)
Translocation of ZAP-70 to Immunological synapseDownstream TCR signalingPhosphorylation of CD3 and TCR zeta chainsImmunoregulatory interactions between a Lymphoid and a non-Lymphoid cellClathrin-mediated endocytosis
MECANISMO DE DOENÇA

Immunodeficiency 19, severe combined

An autosomal recessive form of severe combined immunodeficiency characterized by onset in early infancy of recurrent bacterial, viral, and fungal infections. Patients usually have chronic diarrhea, recurrent respiratory infections, and failure to thrive. Immunologic work-up shows a T-cell negative, B-cell positive, NK-cell positive phenotype.

OUTRAS DOENÇAS (2)
immunodeficiency 19T-B+ severe combined immunodeficiency due to CD3delta/CD3epsilon/CD3zeta
HGNC:1673UniProt:P04234

Variantes genéticas (ClinVar)

137 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 CD247: GRCh37/hg19 1q21.1-44(chr1:143932350-249224684)x3 ()
🧬 CD247: GRCh37/hg19 1q23.3-25.1(chr1:164571371-175708060)x1 ()
🧬 CD247: NC_000001.10:g.(?_167487625)_(167487702_?)del ()
🧬 CD247: GRCh37/hg19 1q24.2-24.3(chr1:167391422-171843613) ()
🧬 CD247: GRCh37/hg19 1q23.3-24.3(chr1:162330810-171532331) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Doença com base genética

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Conselhos e sociedades

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

É uma doença genética rara que debilita o sistema de defesa da criança nos primeiros meses de vida. Ela decorre de defeitos em componentes de receptores celulares e pertence ao grupo das SCID.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

4 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:17053
    GARD (NIH)
  3. Q56013751
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/imunodeficiencia-combinada-grave-t-b-por-deficiencia-de-cd3-deltacd3-epsiloncd3-zeta

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Imunodeficiência combinada grave T-B+ por deficiência de CD3 delta/CD3 epsilon/CD3 zeta

ORPHA:169160 · MONDO:0015703
🇧🇷 Brasil SUS
Triagem
TREC (T-cell Receptor Excision Circles)
PNTN
Fase 4
Incidência BR
1:50.000
Geral
Prevalência
Unknown
Herança
Autosomal recessive
CID-10
D81.2 · Imunodeficiência combinada grave [SCID] com números baixos ou normais de células B
CID-11
Início
Infancy
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5679578
Wikidata

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara