Imunodeficiência combinada grave com início neonatal, herança autossômica recessiva, associada a infecções respiratórias recorrentes, bronquite crônica e dermatite eczematoide, devido à deficiência do gene CARMIL2.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico, tornando o corpo mais vulnerável a infecções. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. A condição geralmente se manifesta na infância e é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 são variados e podem incluir infecções recorrentes, como pneumonia, e problemas respiratórios, como asma, bronquiectasia e obstrução pulmonar crônica. Também são comuns manifestações na pele, como abscessos cutâneos, verrugas, molusco contagioso, dermatite seborreica, fotossensibilidade, urticária ao frio e cicatrizes atróficas. No sistema digestivo, podem ocorrer colite, diarreia crônica, disfagia e infecção por Helicobacter pylori. Outros sintomas incluem rinite alérgica, congestão nasal, onicomicose (infecção fúngica nas unhas), fadiga, baixa estatura, déficit de crescimento e espasmos musculares. Exames laboratoriais podem mostrar nível diminuído de anticorpos circulantes e resposta diminuída de anticorpos específicos à vacinação, além de ativação diminuída das células T.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene CARMIL2 (Capping protein, Arp2/3 and myosin-I linker protein 2). Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína importante para o funcionamento adequado das células do sistema imunológico, especialmente os linfócitos T. As mutações hereditárias, herdadas de forma autossômica recessiva, levam à deficiência dessa proteína, comprometendo a defesa do organismo contra infecções.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 é baseado na avaliação clínica dos sintomas e na história familiar. Exames laboratoriais podem mostrar níveis baixos de anticorpos e resposta vacinal diminuída. A confirmação diagnóstica é feita por meio de teste genético, que identifica mutações no gene CARMIL2. Atualmente, existem 133 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variações genéticas, e o teste genético está disponível para auxiliar no diagnóstico.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 é focado no manejo dos sintomas e na prevenção de infecções. Isso pode incluir o uso de antibióticos para tratar infecções bacterianas, antifúngicos para infecções fúngicas (como onicomicose) e medicamentos para controlar condições como asma, rinite alérgica e colite. A reposição de anticorpos (imunoglobulina) pode ser considerada para pacientes com níveis baixos de anticorpos. É importante que o tratamento seja individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada em imunodeficiências. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição no Brasil, e o tratamento não é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para pessoas com Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento. O manejo adequado das infecções e das complicações associadas é fundamental para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar, incluindo imunologistas, pneumologistas, gastroenterologistas e dermatologistas, é essencial para monitorar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Imunodeficiência combinada grave com início neonatal, herança autossômica recessiva, associada a infecções respiratórias recorrentes, bronquite crônica e dermatite eczematoide, devido à deficiência do gene CARMIL2.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico, tornando o corpo mais vulnerável a infecções. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. A condição geralmente se manifesta na infância e é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 são variados e podem incluir infecções recorrentes, como pneumonia, e problemas respiratórios, como asma, bronquiectasia e obstrução pulmonar crônica. Também são comuns manifestações na pele, como abscessos cutâneos, verrugas, molusco contagioso, dermatite seborreica, fotossensibilidade, urticária ao frio e cicatrizes atróficas. No sistema digestivo, podem ocorrer colite, diarreia crônica, disfagia e infecção por Helicobacter pylori. Outros sintomas incluem rinite alérgica, congestão nasal, onicomicose (infecção fúngica nas unhas), fadiga, baixa estatura, déficit de crescimento e espasmos musculares. Exames laboratoriais podem mostrar nível diminuído de anticorpos circulantes e resposta diminuída de anticorpos específicos à vacinação, além de ativação diminuída das células T.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene CARMIL2 (Capping protein, Arp2/3 and myosin-I linker protein 2). Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína importante para o funcionamento adequado das células do sistema imunológico, especialmente os linfócitos T. As mutações hereditárias, herdadas de forma autossômica recessiva, levam à deficiência dessa proteína, comprometendo a defesa do organismo contra infecções.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico da Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 é baseado na avaliação clínica dos sintomas e na história familiar. Exames laboratoriais podem mostrar níveis baixos de anticorpos e resposta vacinal diminuída. A confirmação diagnóstica é feita por meio de teste genético, que identifica mutações no gene CARMIL2. Atualmente, existem 133 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variações genéticas, e o teste genético está disponível para auxiliar no diagnóstico.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 é focado no manejo dos sintomas e na prevenção de infecções. Isso pode incluir o uso de antibióticos para tratar infecções bacterianas, antifúngicos para infecções fúngicas (como onicomicose) e medicamentos para controlar condições como asma, rinite alérgica e colite. A reposição de anticorpos (imunoglobulina) pode ser considerada para pacientes com níveis baixos de anticorpos. É importante que o tratamento seja individualizado e acompanhado por uma equipe médica especializada em imunodeficiências. Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição no Brasil, e o tratamento não é coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para pessoas com Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2 pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento. O manejo adequado das infecções e das complicações associadas é fundamental para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar, incluindo imunologistas, pneumologistas, gastroenterologistas e dermatologistas, é essencial para monitorar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 19 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 42 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCell membrane-cytoskeleton-associated protein that plays a role in the regulation of actin polymerization at the barbed end of actin filaments. Prevents F-actin heterodimeric capping protein (CP) activity at the leading edges of migrating cells, and hence generates uncapped barbed ends and enhances actin polymerization (PubMed:26466680). Plays a role in cell protrusion formations; involved in cell polarity, lamellipodial assembly, membrane ruffling and macropinosome formations (PubMed:19846667,
CytoplasmCytoplasm, cytoskeletonCell membraneCell projection, lamellipodiumCell projection, ruffle
Immunodeficiency 58
An autosomal recessive primary immunodeficiency characterized by a variety of infectious diseases, including mycobacterial diseases, mucocutaneous candidiasis, silent but detectable EBV viremia, and staphylococcal diseases. Patients suffer from dermatitis, esophagitis, recurrent skin abscesses and chest infections. Immunologic analysis shows defective T-cell function and deficient CD3/CD28 stimulation responses in both CD4+ and CD8+ T cells. B-cell function may also be impaired.
Variantes genéticas (ClinVar)
133 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2.
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Comunidades
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Ainda não existe comunidade no Raras para Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:542301(Orphanet)
- OMIM OMIM:618131(OMIM)
- MONDO:0029134(MONDO)
- GARD:17981(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q102293235(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Imunodeficiência combinada por deficiência CARMIL2
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata