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Miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva
ORPHA:447977CID-10 · G71.0OMIM 616852DOENÇA RARA
MuscularInício infânciaHerança AD

Miopatia rara com fraqueza muscular progressiva, iniciando na infância, afetando ombros, braços e pernas. Caracteriza-se por escápula alada, mão caída, fraqueza nos dorsiflexores do pé e atrofia muscular da mão. Herança autossômica dominante, associada a mutações no gene ACTA1.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 12/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva é uma doença neuromuscular genética rara, caracterizada por fraqueza muscular progressiva que afeta principalmente os músculos da cintura escapular (ombros), região proximal dos braços (úmero), região distal das pernas (peroneal) e pés. A doença tem início na infância ou na primeira infância e segue um padrão de herança autossômico dominante. Sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem fraqueza muscular progressiva, atrofia do músculo esquelético, hiporreflexia ou arreflexia (reflexos tendíneos reduzidos ou ausentes), paralisia facial, fraqueza dos flexores do pescoço, mão caída, escápula alada, atrofia muscular da mão, fraqueza dos dorsiflexores do pé, contratura do tendão de Aquiles, escoliose, hiperlordose e aumento do tecido conjuntivo. Ao exame microscópico do músculo, podem ser observados fibras musculares esqueléticas com núcleo central, aumento da variabilidade no diâmetro da fibra muscular e corpos de nemalina. Em alguns casos, há também anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por variantes patogênicas no gene ACTA1 (Actin, alpha skeletal muscle), que fornece instruções para a produção da proteína actina alfa do músculo esquelético, essencial para a contração muscular. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. O início dos sintomas ocorre na infância ou na primeira infância.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, história familiar e exames complementares. O teste genético molecular, como o sequenciamento completo do exoma (WES), é fundamental para confirmar a presença de variantes patogênicas no gene ACTA1. Atualmente, há 9 testes genéticos disponíveis e 317 variantes registradas no ClinVar. O diagnóstico diferencial inclui outras miopatias distais e congênitas. No Brasil, o sequenciamento completo do exoma (WES) é um procedimento coberto pelo SUS para doenças raras.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há cura conhecida para a miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva. O manejo é multidisciplinar e foca no alívio dos sintomas, na manutenção da função muscular e na prevenção de complicações. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento coberto pelo SUS, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico (como órteses para mão caída ou pé caído). O acompanhamento com neurologista, geneticista e equipe de reabilitação é essencial para individualizar o cuidado.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a progressão da fraqueza muscular e o desenvolvimento de complicações como contraturas, escoliose e insuficiência respiratória. O início precoce dos sintomas e a progressão rápida podem impactar a mobilidade e a independência. O suporte multidisciplinar e a reabilitação contínua são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e retardar a perda funcional.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Miopatia rara com fraqueza muscular progressiva, iniciando na infância, afetando ombros, braços e pernas. Caracteriza-se por escápula alada, mão caída, fraqueza nos dorsiflexores do pé e atrofia muscular da mão. Herança autossômica dominante, associada a mutações no gene ACTA1.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
33
pacientes catalogados
Início
Childhood
+ infancy
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 20%
CID-10: G71.0
🇧🇷Dados SUS / DATASUS2024
2.340
internações/ano
R$ 6.780
custo médio/internação
ESTADOS COM MAIS INTERNAÇÕES
SPRJMGRSPR
PROCEDIMENTOS SIGTAP (2)
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)genetic_test
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças rarasrehabilitation
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva é uma doença neuromuscular genética rara, caracterizada por fraqueza muscular progressiva que afeta principalmente os músculos da cintura escapular (ombros), região proximal dos braços (úmero), região distal das pernas (peroneal) e pés. A doença tem início na infância ou na primeira infância e segue um padrão de herança autossômico dominante. Sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem fraqueza muscular progressiva, atrofia do músculo esquelético, hiporreflexia ou arreflexia (reflexos tendíneos reduzidos ou ausentes), paralisia facial, fraqueza dos flexores do pescoço, mão caída, escápula alada, atrofia muscular da mão, fraqueza dos dorsiflexores do pé, contratura do tendão de Aquiles, escoliose, hiperlordose e aumento do tecido conjuntivo. Ao exame microscópico do músculo, podem ser observados fibras musculares esqueléticas com núcleo central, aumento da variabilidade no diâmetro da fibra muscular e corpos de nemalina. Em alguns casos, há também anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por variantes patogênicas no gene ACTA1 (Actin, alpha skeletal muscle), que fornece instruções para a produção da proteína actina alfa do músculo esquelético, essencial para a contração muscular. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. O início dos sintomas ocorre na infância ou na primeira infância.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, história familiar e exames complementares. O teste genético molecular, como o sequenciamento completo do exoma (WES), é fundamental para confirmar a presença de variantes patogênicas no gene ACTA1. Atualmente, há 9 testes genéticos disponíveis e 317 variantes registradas no ClinVar. O diagnóstico diferencial inclui outras miopatias distais e congênitas. No Brasil, o sequenciamento completo do exoma (WES) é um procedimento coberto pelo SUS para doenças raras.[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não há cura conhecida para a miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva. O manejo é multidisciplinar e foca no alívio dos sintomas, na manutenção da função muscular e na prevenção de complicações. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento coberto pelo SUS, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico (como órteses para mão caída ou pé caído). O acompanhamento com neurologista, geneticista e equipe de reabilitação é essencial para individualizar o cuidado.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a progressão da fraqueza muscular e o desenvolvimento de complicações como contraturas, escoliose e insuficiência respiratória. O início precoce dos sintomas e a progressão rápida podem impactar a mobilidade e a independência. O suporte multidisciplinar e a reabilitação contínua são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e retardar a perda funcional.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

💪
Músculos
8 sintomas
🦴
Ossos e articulações
2 sintomas
😀
Face
1 sintomas

+ 11 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Aumento do tecido conjuntivo
Obrigatório (100%)
100%prev.
Fraqueza dos flexores do pescoço
Frequência: 12/12
91%prev.
Mão caída
Frequência: 10/11
82%prev.
Escápula alada
Frequência: 9/11
Atrofia do músculo esquelético
Hiporreflexia
22sintomas
Muito frequente (4)
Muito raro (2)
Sem dados (16)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 22 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Aumento do tecido conjuntivoIncreased connective tissue
Obrigatório (100%)100%
Fraqueza dos flexores do pescoçoNeck flexor weakness
Frequência: 12/12100%
Mão caídaWrist drop
Frequência: 10/1191%
Escápula aladaScapular winging
Frequência: 9/1182%
Atrofia do músculo esqueléticoSkeletal muscle atrophy

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

ACTA1Actin, alpha skeletal muscleDisease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Actins are highly conserved proteins that are involved in various types of cell motility and are ubiquitously expressed in all eukaryotic cells

LOCALIZAÇÃO

Cytoplasm, cytoskeleton

VIAS BIOLÓGICAS (3)
Regulation of CDH1 FunctionFormation of the dystrophin-glycoprotein complex (DGC)Striated Muscle Contraction
MECANISMO DE DOENÇA

Congenital myopathy 2A, typical, autosomal dominant

A muscular disorder characterized by generalized muscle weakness, delayed motor milestones, hypotonia, and muscle fiber abnormalities on histologic examination. Histologic findings include abnormal thread- or rod-like structures (nemaline rods), intranuclear rods, clumped filaments, cores, or fiber-type disproportion. The spectrum of clinical phenotypes ranges from severe neonatal presentations to onset of a milder disorder in childhood.

OUTRAS DOENÇAS (12)
congenital myopathy 2b, severe infantile, autosomal recessiveprogressive scapulohumeroperoneal distal myopathycongenital myopathy 2a, typical, autosomal dominantcongenital myopathy 2c, severe infantile, autosomal dominant
HGNC:129UniProt:P68133

Variantes genéticas (ClinVar)

317 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.283G>C (p.Glu95Gln) ()
🧬 ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.506A>C (p.Glu169Ala) ()
🧬 ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.146T>C (p.Met49Thr) ()
🧬 ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.9C>A (p.Asp3Glu) ()
🧬 ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.547G>A (p.Ala183Thr) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 19 variantes classificadas pelo ClinVar.

13
4
2
Patogênica (68.4%)
VUS (21.1%)
Benigna (10.5%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.355G>A (p.Glu119Lys) [Likely pathogenic]
ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.448A>T (p.Thr150Ser) [Likely pathogenic]
ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.739G>A (p.Gly247Arg) [Pathogenic]
ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.493G>C (p.Val165Leu) [Pathogenic]
ACTA1: NM_001100.4(ACTA1):c.811A>G (p.Met271Val) [Conflicting classifications of pathogenicity]

Vias biológicas (Reactome)

3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:447977(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:616852(OMIM)
  3. MONDO:0014800(MONDO)
  4. GARD:17779(GARD (NIH))
  5. Variantes catalogadas(ClinVar)
  6. Q55785019(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Compêndio · Raras BR

Miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva

ORPHA:447977 · MONDO:0014800
🇧🇷 Brasil SUS
Internações
2.340/ano
Prevalência BR
1:3500 (homens)
Custo SUS
R$ 6.780/internação
Dados
DATASUS 2024
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
33 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
G71.0 · Distrofia muscular
Início
Childhood, Infancy
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4225181
Wikidata
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata