Miopatia rara com fraqueza muscular progressiva, iniciando na infância, afetando ombros, braços e pernas. Caracteriza-se por escápula alada, mão caída, fraqueza nos dorsiflexores do pé e atrofia muscular da mão. Herança autossômica dominante, associada a mutações no gene ACTA1.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva é uma doença neuromuscular genética rara, caracterizada por fraqueza muscular progressiva que afeta principalmente os músculos da cintura escapular (ombros), região proximal dos braços (úmero), região distal das pernas (peroneal) e pés. A doença tem início na infância ou na primeira infância e segue um padrão de herança autossômico dominante. Sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem fraqueza muscular progressiva, atrofia do músculo esquelético, hiporreflexia ou arreflexia (reflexos tendíneos reduzidos ou ausentes), paralisia facial, fraqueza dos flexores do pescoço, mão caída, escápula alada, atrofia muscular da mão, fraqueza dos dorsiflexores do pé, contratura do tendão de Aquiles, escoliose, hiperlordose e aumento do tecido conjuntivo. Ao exame microscópico do músculo, podem ser observados fibras musculares esqueléticas com núcleo central, aumento da variabilidade no diâmetro da fibra muscular e corpos de nemalina. Em alguns casos, há também anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes patogênicas no gene ACTA1 (Actin, alpha skeletal muscle), que fornece instruções para a produção da proteína actina alfa do músculo esquelético, essencial para a contração muscular. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. O início dos sintomas ocorre na infância ou na primeira infância.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, história familiar e exames complementares. O teste genético molecular, como o sequenciamento completo do exoma (WES), é fundamental para confirmar a presença de variantes patogênicas no gene ACTA1. Atualmente, há 9 testes genéticos disponíveis e 317 variantes registradas no ClinVar. O diagnóstico diferencial inclui outras miopatias distais e congênitas. No Brasil, o sequenciamento completo do exoma (WES) é um procedimento coberto pelo SUS para doenças raras.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura conhecida para a miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva. O manejo é multidisciplinar e foca no alívio dos sintomas, na manutenção da função muscular e na prevenção de complicações. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento coberto pelo SUS, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico (como órteses para mão caída ou pé caído). O acompanhamento com neurologista, geneticista e equipe de reabilitação é essencial para individualizar o cuidado.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a progressão da fraqueza muscular e o desenvolvimento de complicações como contraturas, escoliose e insuficiência respiratória. O início precoce dos sintomas e a progressão rápida podem impactar a mobilidade e a independência. O suporte multidisciplinar e a reabilitação contínua são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e retardar a perda funcional.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Miopatia rara com fraqueza muscular progressiva, iniciando na infância, afetando ombros, braços e pernas. Caracteriza-se por escápula alada, mão caída, fraqueza nos dorsiflexores do pé e atrofia muscular da mão. Herança autossômica dominante, associada a mutações no gene ACTA1.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva é uma doença neuromuscular genética rara, caracterizada por fraqueza muscular progressiva que afeta principalmente os músculos da cintura escapular (ombros), região proximal dos braços (úmero), região distal das pernas (peroneal) e pés. A doença tem início na infância ou na primeira infância e segue um padrão de herança autossômico dominante. Sua prevalência é estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem fraqueza muscular progressiva, atrofia do músculo esquelético, hiporreflexia ou arreflexia (reflexos tendíneos reduzidos ou ausentes), paralisia facial, fraqueza dos flexores do pescoço, mão caída, escápula alada, atrofia muscular da mão, fraqueza dos dorsiflexores do pé, contratura do tendão de Aquiles, escoliose, hiperlordose e aumento do tecido conjuntivo. Ao exame microscópico do músculo, podem ser observados fibras musculares esqueléticas com núcleo central, aumento da variabilidade no diâmetro da fibra muscular e corpos de nemalina. Em alguns casos, há também anomalia do desenvolvimento do giro frontal inferior.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes patogênicas no gene ACTA1 (Actin, alpha skeletal muscle), que fornece instruções para a produção da proteína actina alfa do músculo esquelético, essencial para a contração muscular. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença. O início dos sintomas ocorre na infância ou na primeira infância.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, história familiar e exames complementares. O teste genético molecular, como o sequenciamento completo do exoma (WES), é fundamental para confirmar a presença de variantes patogênicas no gene ACTA1. Atualmente, há 9 testes genéticos disponíveis e 317 variantes registradas no ClinVar. O diagnóstico diferencial inclui outras miopatias distais e congênitas. No Brasil, o sequenciamento completo do exoma (WES) é um procedimento coberto pelo SUS para doenças raras.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura conhecida para a miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva. O manejo é multidisciplinar e foca no alívio dos sintomas, na manutenção da função muscular e na prevenção de complicações. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento coberto pelo SUS, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional e suporte ortopédico (como órteses para mão caída ou pé caído). O acompanhamento com neurologista, geneticista e equipe de reabilitação é essencial para individualizar o cuidado.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a progressão da fraqueza muscular e o desenvolvimento de complicações como contraturas, escoliose e insuficiência respiratória. O início precoce dos sintomas e a progressão rápida podem impactar a mobilidade e a independência. O suporte multidisciplinar e a reabilitação contínua são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e retardar a perda funcional.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 22 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Actins are highly conserved proteins that are involved in various types of cell motility and are ubiquitously expressed in all eukaryotic cells
Cytoplasm, cytoskeleton
Congenital myopathy 2A, typical, autosomal dominant
A muscular disorder characterized by generalized muscle weakness, delayed motor milestones, hypotonia, and muscle fiber abnormalities on histologic examination. Histologic findings include abnormal thread- or rod-like structures (nemaline rods), intranuclear rods, clumped filaments, cores, or fiber-type disproportion. The spectrum of clinical phenotypes ranges from severe neonatal presentations to onset of a milder disorder in childhood.
Variantes genéticas (ClinVar)
317 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 19 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:447977(Orphanet)
- OMIM OMIM:616852(OMIM)
- MONDO:0014800(MONDO)
- GARD:17779(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q55785019(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Miopatia escapuloumeral peroneal distal progressiva
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata